O Remo chegou à Série A por força de seus méritos na Série B e merece todos os parabéns por isso, mas é fato também que não se estruturou adequadamente para voltar à elite nacional.
Era uma possibilidade real e investimentos foram feitos para isso, mas quando o acesso foi conquistado, os problemas estruturais apareceram.
Atualmente, em plena disputa do Brasileirão, as dificuldades brotam de todos os lados, amplificadas pelos erros de planejamento e pela falta de critérios nas contratações, o que inevitavelmente estoura nos resultados de campo.
Conviver com competições menos importantes – Parazão e Copa Norte – é também um desafio a mais. As hesitações quanto ao time do Estadual comprometeram a organização e resultaram em fracasso.
A contratação de um técnico estranho ao projeto só aumentou a confusão. Juan Carlos Osorio ficou 2 meses no comando e deixou o Remo sem um time minimamente organizado. Uma perda de tempo que agora compromete a reconstrução iniciada por Léo Condé, com implicações na participação do time – mesmo mesclado – na Copa Norte.
Não seria fácil se estabelecer na Série A, nem seria justo cobrar do Remo uma organização administrativa impecável, levando em conta as imensas barreiras impostas na elite do futebol a times oriundos da Série B – cenário agravado pelos tantos anos de afastamento da principal competição do país.
Ocorre que algumas escolhas poderiam ter sido conduzidas de maneira mais aceitável. O inchaço do time, que chegou a ter 42 contratados, resulta em problemas para a comissão técnica orientar treinamentos. A falta de um CT também atrapalha – e muito! O Remo tem utilizado o estádio Baenão como palco dos treinos, o que atravanca horários e compromete a qualidade da preparação.
Em campo, com Léo Condé, o time já reagiu. Derrotou um adversário respeitável, com uma goleada empolgante. A vitória por 4 a 1 sobre o Bahia (BA), no Mangueirão, abriu caminho para uma reação, mas o tropeço na Copa Norte deixou desconfianças no ar.
O time que perdeu por 2 a 1, na quinta-feira (26/03), em Porto Velho (RO), era composto por uma equipe “alternativa”, formada por reservas e um punhado de garotos do Sub-20, mas nada disso diminuiu o impacto da repercussão negativa, porque, para todos os efeitos, estava em campo o “Remo da Série A”.
É o preço a pagar pela visibilidade que estar na elite traz. Em todo tipo de atividade, existe o bônus e o ônus. Por isso, enquanto a gestão não minimizar os muitos erros e ampliar os poucos acertos, os problemas seguirão atormentando o Leão, dentro e fora de campo.
Ainda há tempo de corrigir a rota. Derrotar o modesto Monte Roraima (RR), neste domingo (17h), no Baenão, pode representar o primeiro passo.
Blog do Gerson Nogueira, 28/03/2026



Qual a real situação do CT do outeiro? Está em obras? Está abandonado? Se tivéssemos um elenco mais enxuto, pelo menos 10 jogadores a menos, teríamos certamente algo em torno de 500 mil a 1 milhao mensal para aplicar no CT, esse me parece o maior erro da diretoria, jogador quase nunca foi investimento e sim despesa, já o CT é um grande investimento e estamos engatinhando nisso.
Encaminhando, pior, aínda não tem nem espaço de caminhar, entra ano e sai ano, o nosso CT é uma verdadeira utopia, um clube do tamanho do Remo, não ter um CT digno, é uma vergonha, clubes, bem menores e sem divisão, tem um mínimo de excelência em gestão, pobre filho da glória e do triunfo……