Águia de Marabá 1×1 Remo, nos pênaltis: 4×5 (Yago Pikachu) – Foto: Reprodução (Clube do Remo)
Águia de Marabá 1×1 Remo, nos pênaltis: 4×5 (Yago Pikachu) – Foto: Reprodução (Clube do Remo)

Nesta quarta-feira (18/02), o Remo sobreviveu à pressão do estádio Zinho de Oliveira, venceu o Águia de Marabá nos pênaltis e carimbou a vaga na semifinal do Parazão.

Depois de um péssimo início de jogo, onde saiu atrás no placar com 10 minutos do primeiro tempo, o Leão empatou com Yago Pikachu na etapa complementar e contou com a eficiência nas cobranças para avançar.

O primeiro tempo foi de domínio do time marabaense, que não se intimidou diante do adversário da Série A e impôs um ritmo intenso desde o apito inicial. Logo no primeiro minuto, Gustavo Vintecinco obrigou Marcelo Rangel a trabalhar em cabeçada perigosa, dando o tom da postura ofensiva dos donos da casa.

Pouco depois, em cobrança de escanteio de PH, o centroavante quase abriu o placar, com a zaga remista salvando em cima da linha. A pressão do Águia foi recompensada aos 10 minutos. Em jogada bem trabalhada pelo lado direito, PH tabelou com Felipe Pará, cruzou rasteiro, a bola passou por Rangel e encontrou Gustavo Vintecinco livre, praticamente em cima da linha, para empurrar para o gol.

Com improvisos nas laterais, a defesa azulina voltou a mostrar dificuldades na recomposição, especialmente pelo setor esquerdo, onde houve falha de Leo Andrade no acompanhamento na origem da jogada.

Atrás no placar, o Remo teve dificuldade para se organizar e ouviu vaias de parte da torcida presente em Marabá. A equipe até tentou reagir com Patrick de Paula assumindo a responsabilidade na armação e Alef Manga buscando infiltrações, mas esbarrou na forte marcação marabaense.

Aos 17 minutos, Alef Manga foi travado dentro da área. Logo depois, teve boa chance após ligação direta, mas finalizou mal.

O Águia seguiu mais perigoso até o intervalo, explorando sobretudo a força física de Gustavo Vintecinco, que ganhou a maioria das disputas na área. Willian ainda levou perigo em chute desviado aos 21 minutos. Em outro lance, Kayky evitou o segundo gol em finalização de Gustavo.

Nos acréscimos, o Remo teve sua chance em falta cobrada por Vitor Bueno, exigindo grande defesa de Xandão. No rebote, João Pedro foi puxado e pediu pênalti, mas após comunicação com o VAR, o árbitro mandou o jogo seguir, encerrando um primeiro tempo de superioridade do time da casa.

O Remo voltou do intervalo disposto a mudar o roteiro. Com menos de 3 minutos, João Pedro recebeu dentro da área, ajeitou e bateu, mas a bola desviou na zaga e saiu, em um sinal claro de que o Leão se lançaria ao ataque.

Júlio César reforçou a contenção do Águia, recuando o time e entregando a bola ao adversário, enquanto Juan Carlos Osorio manteve a formação inicial, apostando na pressão contínua.

A resposta quase veio aos 6 minutos. Alef Manga encontrou Vitor Bueno em passe preciso, deixando o meia cara a cara com Xandão. A finalização de esquerda parecia certeira, mas o goleiro fez defesa espetacular, mantendo o Águia na frente.

Aos 12 minutos, foi a vez de Thalisson assustar após cruzamento de Zé Ricardo, aparecendo livre na segunda trave, mas errando o tempo da cabeçada.

Percebendo a necessidade de ousadia, Osorio mexeu no time – a única vez que fez isso no jogo. O colombinao sacou os zagueiros Thalisson e Leo Andrade e colocou o lateral-direito João Lucas e o atacante Yago Pikachu, deixando claro que o Remo iria com tudo. O jogo ganhou intensidade!

O empate saiu aos 16 minutos, em pênalti marcado após falta de Willian em Pikachu, no limite da área. Ele mesmo bateu, deslocou Xandão e deixou tudo igual.

A partir daí, o jogador azulino mudou o jogo. Mais ativo, atacou os espaços, criou desequilíbrios e empurrou o Remo para o campo ofensivo. Ainda assim, o Águia mostrou coragem, voltou a atacar e teve chances, como em finalização perigosa de Wesley e cabeçada de Dedé após escanteio.

Nos minutos finais, já nos acréscimos, o Águia ainda rondou a área azulina, mas o placar não se alterou e a decisão foi para as penalidades.

Bruno Limão abriu a série com ousadia, arriscando uma cavadinha no centro do gol. João Pedro respondeu com uma cobrança rasteira, bem colocada. As cobranças seguiram equilibradas até Marcelo Rangel defender o chute de Wendell.

O Remo aproveitou a vantagem nas cobranças seguintes. Pikachu, Patrick de Paula e, por fim, Alef Manga converteram. Xandão ainda tocou na última bola, mas não evitou.

Nos pênaltis, o Leão venceu, resistiu à noite quente de Marabá e segue vivo na luta pelo bicampeonato estadual, esperando o vencedor do duelo entre Cametá e Santa Rosa, que se enfrentam nesta quinta-feira (19/02).

O Liberal.com, 18/02/2026

2 COMENTÁRIOS

  1. Cara, o Ozônio chama sarna para se coçar. Primeiro q ele deveria seguir o planejamento e botar o time B para jogar diminuindo riscos d contusões desnecessários por causa do Parazinho. Segundo, se resolveu botar o time titular pq nao seguiu a toada do jogo contra o Atlético onde o Remo jogou bem??, Mas não…ele me resolve por 4 zagueiros na defesa…mas vou comentar isso mais abaixo

  2. O Ozônio é sem noção mesmo: Me bota 4 zagueiros na defesa…4…repetindo as experiências q ele já tinha feito antes e q tinha dado errado: Leo de LE e Thalisson de LD. Com essa manobra ele ferrou o Remo 2x: 1 pq ele enfraqueceu o ataque já q os Zagueiros não apoiavam já q são zagueiros e não Laterais, e a 2 (pp) deixou um latifúndio nas 2 laterais, pp a do Léo, em q os jogadores do Aguia deitaram e rolaram. O Baloteli Marabaense já tinha perdido um gol debaixo da linha antes de fazer…tdo nas costas do Léo…fora outras jogadas. Ozônio vendo isso o q fez???..só trocou de posição o Leo ( q foi oara zaga) com o Kayke que foi para LE( outra experiência fracassada)…Se o Aguia fosse um time melhor e mais ambicioso, tinha liquidado a fatura no primeiro tempo. Não entendo o Ozônio…ele tinha achado um time legal em jogo legal contra o Atlético, ai vem e me faz essa merda. Incrível. Pelo jeito vai ser sempre assim, sofrível qquer jogo…AH, mas é pq nos torcedores não entendemos o gênio da bola q é o Ozônio e q, cujas experiencias transcendem a capacidade de compreensão de meros mortais. Faz o SIMPLES Ozônio, Mantém o q vem dando certo Ozônio, Me ajuda a te ajudar Ozônio.

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