Grêmio-RS 0×0 Remo (Jajá) – Foto: Raul Martins (Clube do Remo)
Grêmio-RS 0×0 Remo (Jajá) – Foto: Raul Martins (Clube do Remo)

O empate com o Grêmio (RS), jogando em Porto Alegre (RS), no domingo (05/04), ficou marcado pelo forte sentimento de que o placar havia sido injusto para o Remo. Com um desempenho eficiente, baseado na transição rápida e boas combinações de passe, o time paraense poderia ter vencido aquele duelo. O Leão esperdiçou um pênalti e outras boas chances.

Resta, porém, o fato positivo de que o trabalho de Léo Condé dá sinais de franca evolução. A movimentação diante dos gaúchos envolveu todos os setores do time, que funcionaram positivamente ao longo do primeiro tempo. Foi quando as oportunidades foram criadas – e perdidas – com Yago Pikachu, Gabriel Taliari, Patrick e Alef Manga, na cobrança do pênalti.

Os sinais de evolução começaram lá atrás, no jogo diante do Bahia (BA), no Mangueirão. A goleada foi construída a partir dos 30 minutos da etapa inicial, após a pausa para hidratação. Desde então, o Remo tem jogado em bom nível na Série A.

Até mesmo a derrota para o Santos (SP), na 9ª rodada, se insere nesse processo. Na maior parte do tempo, o Remo se posicionou bem, preenchendo espaços, criando chances e se defendendo com firmeza. A exceção foram os dois lances de desatenção que geraram os gols santistas.

Na comparação direta com a partida diante do time gremista, a equipe mostrou-se entrosada e bem resolvida tanto na zaga quanto no meio, mas tem falhado na definição das jogadas, razão de ter ficado apenas no placar em branco. Quanto à finalização, Taliari e Manga são os jogadores mais cobrados. Ambos tiveram nos pés as chances mais claras de vitória.

Condé arrumou a zaga e tem extraído boas ideias do meio-campo, mas agora precisa fazer com que os homens de frente funcionem como definidores. O jogo com o Vasco (RJ), no sábado (11/04), é uma excelente oportunidade para mostrar que o problema tem solução.

O Remo tem carência de atacantes de lado, o que compromete variações de jogo, necessárias quando a titularidade de alguns jogadores começa a ser questionada. Alef Manga, por exemplo, tem se excedido nas jogadas individuais, muitas vezes atrapalhando boas manobras ofensivas.

Jajá e Diego Hernandez são as opções para as extremas. Nico Ferreira poderia entrar nesse páreo também, mas a tosca atuação contra o Fluminense (RJ) mudou a percepção sobre sua utilidade para o time.

Para a função mais centralizada, além de Taliari, o técnico tem Gabriel Poveda, João Pedro e Rafael Monti como peças disponíveis para eventuais trocas.

Blog do Gerson Nogueira, 07/04/2026

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