Liga do Futebol do Brasil – Foto: Rafael Ribeiro (CBF)
Liga do Futebol do Brasil – Foto: Rafael Ribeiro (CBF)

O futuro do futebol brasileiro entrou oficialmente em pauta. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) promoveu um encontro com representantes das Séries A e B e Federações Estaduais para iniciar as discussões sobre a criação da Liga do Futebol do Brasil.

Para clubes como o Remo, que disputa a elite nacional, o debate pode significar mudanças estruturais profundas. Calendário, receitas, transmissão e governança estão entre os temas colocados à mesa.

“Hoje foi um dia histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, as Séries A e B se reuniram com a CBF para discutir um tema que vai definir o nosso futuro – a criação de uma liga única. Este é um momento que exige responsabilidade, visão e, principalmente, união. A formação de uma liga única tem um objetivo muito claro – valorizar o futebol brasileiro”, ressaltou Samir Xaud, presidente da CBF.

A entidade apresentou estudos internos apontando que, embora a Série A brasileira esteja entre as ligas mais valiosas do mundo, existem gargalos estruturais que ainda travam tanto seu crescimento como a competitividade.

Entre os pontos destacados estão melhorias no calendário, aumento do tempo de bola rolando, modernização de estádios, aprimoramento das transmissões, fortalecimento do marketing e maior controle financeiro dos clubes.

“Nada do que desejamos para o futebol brasileiro será possível sem união. Não haverá avanço sem união. E união exige maturidade, diálogo e concessões de todos os lados. A liga precisa ser dos clubes e esse é um princípio fundamental, inegociável. A CBF estará presente, com papel ativo como mediadora e uma das lideranças do processo, mas as decisões precisam ser construídas e deliberadas pelos clubes”, frisou Gustavo Dias, vice-presidente da CBF.

Para o Remo, que busca estabilidade esportiva e financeira na Série A, um novo modelo pode representar maior previsibilidade de receitas e organização competitiva, mas também exigirá adaptação administrativa.

“Essas reformas não são acessórios, são fundamentos. Sem elas, qualquer modelo de liga nasceria frágil, incapaz de entregar o valor que todos nós desejamos. Por isso, mesmo sabendo da importância da liga, optamos por construir primeiro as bases que garantissem sua sustentabilidade”, destacou Samir Xaud.

A reunião marca apenas o início das conversas. A CBF informou que ouvirá clubes e Federações antes de qualquer definição formal.

Nos bastidores, a criação da liga é vista como passo decisivo para reposicionar o futebol brasileiro no cenário internacional e, para o torcedor azulino, pode significar um novo capítulo na estrutura que rege competições como o Brasileirão.

Estado do Pará Online, 06/04/2026

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