Santos-SP 2×0 Remo (Zé Welison) – Foto: Maurício de Souza
Santos-SP 2×0 Remo (Zé Welison) – Foto: Maurício de Souza

A esperança de deixar a parte de baixo da tabela deu lugar à frustração para o Remo na noite desta quinta-feira (02/04). Jogando na Vila Belmiro, a equipe paraense acabou superada pelo Santos (SP) por 2 a 0 e segue pressionada na disputa da Série A do Campeonato Brasileiro.

O confronto, válido pela 9ª rodada, era tratado como decisivo para as pretensões do Leão, que entrou em campo com 6 pontos e a possibilidade de ultrapassar o adversário direto em caso de vitória. O cenário, no entanto, não se concretizou e o Remo vai terminar a rodada na “lanterna”.

Mesmo embalado pela goleada aplicada sobre o Bahia (BA) na rodada anterior, o time azulino não conseguiu repetir o desempenho e viu o adversário aproveitar melhor as oportunidades ao longo da partida.

A situação ficou ainda mais delicada diante dos resultados paralelos. A vitória do Cruzeiro (MG) sobre o Vitória (BA), por 3 a 0, na noite da última quarta-feira (01/04), já havia apertado a tabela antes mesmo da bola rolar, aumentando a necessidade de um resultado positivo.

Em uma primeira etapa marcada por erros e pouca criatividade, o Santos (SP) precisou de paciência para encontrar seu jogo diante de um adversário que não se intimidou.

Logo nos primeiros minutos, o Remo mostrou que não seria apenas coadjuvante. Aos 5 minutos, Gabriel Taliari levou perigo e expôs a fragilidade inicial da defesa santista, em um começo de partida tenso para os donos da casa.

Com dificuldades na construção das jogadas, o Santos (SP) demorou a engrenar. A equipe até aumentou a posse de bola ao longo do tempo, mas esbarrava constantemente em decisões equivocadas no ataque, frustrando as tentativas de abrir o placar.

A mudança de cenário veio apenas na reta final da primeira etapa, quando a qualidade individual fez a diferença. Aos 39 minutos, Neymar encontrou um raro espaço na defesa azulina e executou um passe preciso, desmontando a linha de marcação. A bola chegou até Thaciano, que dominou com calma e finalizou com eficiência.

O gol trouxe mais tranquilidade ao time da casa, que transformou um início instável em vantagem no placar, dando novo fôlego para a sequência da partida.

O segundo tempo começou com o Santos (SP) mais agressivo, tentando pressionar desde o primeiro lance e já conquistando um escanteio, mas sem conseguir transformar a jogada em perigo real.

Apesar da iniciativa santista, o Remo respondeu em uma boa escapada de Leonel Picco, que roubou a bola na defesa, avançou livre, mas exagerou na finalização e mandou por cima do gol.

A partida seguiu aberta, com chances para os dois lados. Os donos da casa quase ampliaram após a entrada de Moisés, que recebeu passe preciso de Neymar e finalizou bem, exigindo grande defesa de Marcelo Rangel.

Na sequência, o time paraense teve duas oportunidades consecutivas. Picco voltou a levar perigo, mas parou na defesa santista. No rebote, Alef Manga finalizou sem força, facilitando a intervenção do goleiro Brazão.

Com o passar do tempo, o Santos (SP) retomou o controle da partida e passou a ditar o ritmo até chegar ao segundo gol. Aos 36 minutos, Moisés apareceu novamente, recebeu mais um passe decisivo e balançou as redes. O lance chegou a ser anulado por impedimento, mas após revisão do VAR, a arbitragem validou o gol, confirmando a vitória por 2 a 0.

Com o revés, o Remo desperdiçou a chance de chegar aos 9 pontos e se afastar da zona de rebaixamento. Agora, a equipe volta suas atenções para a próxima rodada, contra o Grêmio (RS), neste domingo (05/04), em Porto Alegre (RS), onde buscará reagir para não se complicar ainda mais na competição.

Diário Online, 02/04/2026

2 COMENTÁRIOS

  1. O Remo fez uma boa partida no 1º tempo, levou gol por vacilo do Marllon na marcação do centroavante santista. No 2º tempo foi razoável, mas caiu na marcação com a saída do Zé Ricardo. No geral faltou ao Remo o capricho no último passe e arremate com firmeza ao gol, pois chance teve para pelo menos empatar contra o Santos.

    Destaques maiores: Zé Welison (muita raça) e Tchamba (Xerifão).

  2. ..continuação…Uns quebra cabeças o Condó(do jogo) vai ter q resolver: Ele tem q decidir se o Manga vai ser Ponta ou Centroavante, pq no esquema de jogo os pontas tem q ser rápidos e com bom preparo físico…e o Manga não é nem um , nem outro, apesar d bom jogador…ontem ele até aguentou uns 25 mon nesse vai e vem, mas depois pregou e aí o Condó(do Manga) botou ele de Centroavante pq ele é gde e forte e sabe segurar a bola, passou o Jajá para o lado esquerdo e colocou o Talharim na ponta direita ( onde ele jogava na Juve). E áí esta o segundo Quebra cabeca: o Talharim é responsável pela maioria dos lances perigosos do Remo, só ontem foram 3 no primeiro tempo…mas qdo joga próximo a área pois ele não é atacante de velocidade, e sim de mobilidade, gde faro de gol perto da área adversária no jogo apoiado ( como foi no gol contra o Bahia com o Bueno)…se botar ele de ponta para ficar marcando lateral o Remo não só perde o poder de fogo como cansa o Talharim. Terceiro: é justamente a armação…o Zé Ricardo não é armador apesar d bom volante…o Bueno tava fazendo essa função e acredita-se q o Braga ia fazer o mesmo, mas ontem ele entrou d ponta e não fez nada. Finalmente e o mais importante: O Time já tem a ideia de jogo e mostrou ontem, mas é obrigatório q o preparo físico dessa galera esteja nos cascos para isso funcionar, senão chega no segundo tempo a gente prega e não tem forças para nada. Acho q o Remo com o Condó(do resultado final) esta no caminho certo, mas infelizmente o Campeonato não para até a Data Fifa…é tentar não se distanciar mto e se possível não chegar dentro do Z4 até lá, pois aí teremos 1 mês de treinamento…de pre temporada para o segundo semestre.

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