Atlético-MG 3×3 Remo (João Pedro) – Foto: Pedro Souza
Atlético-MG 3×3 Remo (João Pedro) – Foto: Pedro Souza

O Remo esteve a segundos de escrever uma vitória histórica fora de casa. O time azulino buscou a virada no segundo tempo sob uma chuva torrencial na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), mas acabou cedendo o empate ao Atlético (MG) no último lance da partida.

Em um jogo eletrizante, marcado por reviravoltas, com direito a um gol anulado e outros decisivos marcados nos minutos finais, o Leão ficou no 3 a 3 com o time mineiro, em duelo válido pela 4ª rodada Brasileirão, deixando a sensação de que o resultado poderia ter sido melhor.

O primeiro tempo teve roteiro quase único, com o Atlético (MG) com a bola, o Remo correndo atrás e a sensação constante de que o gol era apenas questão de tempo.

Desde os primeiros minutos, o time mineiro impôs um ritmo forte, aproveitando a grama sintética e molhada pela chuva para acelerar trocas de passe, inverter o jogo e atacar em velocidade.

Como de costume, Hulk foi o eixo de quase todas as jogadas ofensivas, enquanto Preciado aparecia com força pela direita e Reinier circulava entre a defesa e o meio-campo, criando dificuldades para a defesa azulina, formada por Kayky e Marllon, com João Lucas e Sávio – que retornava de lesão – nas laterais, além de Zé Ricardo e Patrick de Paula na contenção.

A pressão inicial se traduziu em várias chances claras. Hulk levou perigo em cobrança de falta logo no começo, Alan Franco desperdiçou oportunidade dentro da área e Cuello chegou a parar na trave em finalização que pegou Marcelo Rangel já vencido.

O Remo até tentou responder em escapadas pontuais, como no cruzamento de Leonel Picco que quase encontrou Vitor Bueno, mas eram ações isoladas, mais fruto de resistência do que de controle.

O Atlético (MG) seguia rondando a área, empilhando jogadas, errando o último toque, mas deixando evidente que o jogo estava sendo disputado quase todo no campo azulino.

O gol saiu aos 21 minutos, como consequência natural do domínio. Um erro de Zé Ricardo na saída de bola foi fatal. Vitor Hugo interceptou a bola cruzada e acionou Hulk, que dominou com categoria e finalizou forte, sem chance de defesa para Marcelo Rangel.

Mesmo em vantagem, o time mineiro não diminuiu o ritmo e continuou pressionando, trocando passes na entrada da área, buscando chutes de média distância e cruzamentos constantes.

Reinier e Cuello voltaram a assustar, a trave apareceu novamente como aliada do Remo por duas vezes conscutivas e o placar poderia ter sido ampliado antes do intervalo.

Quando tudo indicava um primeiro tempo controlado pelos donos da casa, o futebol resolveu pregar sua peça habitual. Na reta final, Alef Manga fez boa jogada pela esquerda, entrou na área, deu o passe rasteiro e encontrou Vitor Bueno em condição perfeita. O meia-atacante matou a bola com calma, tirou o zagueiro e bateu na saída de Everson, marcando seu primeiro gol com a camisa do Remo e silenciando a Arena MRV.

O empate mudou o clima do jogo. O Atlético (MG) ainda tentou responder e quase marcou com Reinier, mas parou em Rangel.

A chuva caiu mais pesada no segundo tempo, como se a Arena MRV anunciasse que o jogo sairia do controle. O Remo voltou melhor, mais agressivo, ocupando o campo de ataque com coragem.

Logo aos 2 minutos, Vitor Bueno avançou livre pela área e cruzou para trás. Patrick de Paula chegou batendo, mas foi travado no instante decisivo. Aos 4 minutos, Alef Manga recebeu pela esquerda, puxou para o meio e finalizou com perigo, obrigando Alan Franco a desviar para escanteio. Na cobrança, Kayky cabeceou firme, sem pular, e Everson salvou o Atlético (MG) com uma grande defesa. O Leão mostrava que não aceitaria apenas se defender.

A virada chegou a acontecer. Após disputa pelo alto de João Pedro, Zé Ricardo ficou com a sobra na área e encontrou Leonel Picco, que bateu rasteiro no canto de Everson. O Remo comemorou, mas o VAR acionou o árbitro, que anulou o gol ao identificar toque no braço de João Pedro no início do lance.

A partir daí, o jogo ficou mais cauteloso. O Atlético (MG) passou a respeitar o Leão, diminuiu a exposição, enquanto Juan Carlos Osorio mexia no time e colocava Diego Hernandez em campo.

Os azulinos seguiam perigosos e Patrick de Paula quase marcou em chute de primeira da entrada da área. Em outro lance, Hernandez, em jogada individual pela esquerda, obrigou Everson a espalmar para escanteio.

Como manda o futebol, quem não aproveita acaba punido. Aos 24 minutos, Hulk cobrou falta com força, Ruan venceu a disputa na pequena área e cabeceou firme. A bola passou entre os braços de Marcelo Rangel e entrou.

O gol devolveu o controle ao Atlético, que cresceu com as entradas de Bernard, Scarpa e Dudu, trocando passes rápidos e pressionando o Remo. Ainda assim, o Leão resistiu, reorganizou-se e voltou a equilibrar as ações com a entrada de Yago Pikachu.

Quando parecia que o jogo caminharia para mais uma frustração azulina fora de casa, o Remo foi buscar forças onde já não havia. Aos 42 minutos, Patrick de Paula, que teve grande atuação, encontrou Pikachu dentro da área. O azulino ajeitou com frieza e finalizou com precisão, vencendo Everson. O empate incendiou o jogo!

Nos acréscimos, o roteiro improvável ganhou tons épicos. O lateral Renan Lodi recuou mal, Patrick de Paula tentou driblar o goleiro e foi derrubado, mas a bola sobrou para Alef Manga, que teve calma para dominar e finalizar para o gol vazio.

A virada parecia histórica, mas o futebol guardava um golpe final. No último lance da partida, Scarpa recebeu pela direita e cruzou rasteiro. A defesa do Remo falhou na cobertura e Dudu apareceu para empatar, decretando um resultado cruel para o Leão.

Em um jogo caótico, intenso e inesquecível, o Remo esteve a segundos de uma vitória histórica, mas saiu da Arena MRV com um empate que, ainda assim, serviu para mostrar sua força e competitividade.

O próximo compromisso do Leão será nesta quinta-feira (12/02), contra o Castanhal, no estádio Modelão, em Castanhal, pela 5ª rodada do Parazão, com seu chamado “time B” em campo.

Pelo Brasileirão, a equipe irá enfrentar o Internacional (RS) no dia 25/02, às 19h, no Mangueirão, buscando sua primeira vitória na competição nacional.

O Liberal.com, 11/02/2026

1 COMENTÁRIO

  1. O Remo jogou muito bem contra o Atlético e merecia ter vencido, o time remista encaixou e teve volume de jogo, os jogadores lutaram. Porém levou gols bobos por falhas individuais, os três gols tomados eram evitáveis.

    Pecado, pois faltavam menos de 30 segundos da prorrogação para acabar o jogo, era para o Hernandez ter segurado a bola no ataque (assim gastaria o tempo suficiente para garantir os 3×2) e não ter tentado chutar no gol, aí deu a oportunidade do contra-ataque atleticano e que resultou o duro gol do empate, faltou maturidade nos últimos segundos do jogo para segurar a vitória.

    O resultado foi bom, o importante é que o time do Reno jogou bem e pontuou fora, que o Remo sempre busque pontuar fora e obtenha vitórias nos jogos em Belém.

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