Thiago Carpini e Antônio Carlos Teixeira (Tonhão) – Foto: Samara Miranda/Clube do Remo
Thiago Carpini e Antônio Carlos Teixeira (Tonhão) – Foto: Samara Miranda/Clube do Remo

Presidente revela que clube não conseguiu acordo para algumas rescisões e também detalha critérios adotados para contratações na última janela.

Da redação do Remo 100%

Mesmo com a janela de transferências encerrada, o Remo ainda trabalha para ajustar o elenco na reta final da temporada. O presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, revelou que o clube tenta negociar a saída de jogadores que não fazem parte do planejamento, mas encontra dificuldades para chegar a um acordo para as rescisões.

Em entrevista após a apresentação do técnico Thiago Carpini, Tonhão explicou que esse processo já resultou na saída de vários atletas ao longo da temporada, mas ainda existem situações pendentes.

“No decorrer da competição tivemos que tirar alguns jogadores que não faziam parte do planejamento do treinador (Léo Condé). Ainda temos jogadores que não conseguimos um acordo para sair do elenco”, contou.

Segundo apuração de O Liberal, o zagueiro Tassano, o volante Franco Catarozzi e o atacante Eduardo Melo estão entre os jogadores que o clube pretende liberar. Tassano e Catarozzi estão afastados, enquanto Eduardo Melo continua treinando com o restante do elenco.

Tassano e Eduardo Melo disputaram 7 partidas cada nesta temporada, com o atacante marcando 3 gols. Catarozzi entrou em campo 5 vezes e marcou 1 gol.

Lista de saídas já é extensa

O processo de reformulação começou ainda durante a janela de transferências. O Remo conseguiu rescindir os contratos dos zagueiros Thalisson, Kayky e Kawan, do lateral-esquerdo Braian Cufré, dos volantes Giovnani Pavani, Freitas e Panagiotis Tachtsidis, do meia Dodô e dos atacantes João Pedro, Rafael Monti, Carlinhos e Marrony.

Também chegaram ao fim, sem renovação, os vínculos dos volantes Patrick de Paula e Victor Cantillo, além dos atacantes Nico Ferreira e Diego Hernandez.

Enquanto buscava reduzir o grupo, a diretoria também foi ao mercado para reforçar posições consideradas necessárias. Tonhão afirmou que o clube procurou evitar contratações apenas para aumentar o número de jogadores à disposição.

“A gente procura não contratar por contratar. Daquilo que o treinador (Léo Condé) solicitou, nós trouxemos. Não podíamos trazer atletas se não fosse com uma qualidade maior do que os jogadores que estão aqui, além de trazer atletas com a necessidade que o treinador apontasse”, disse.

Segundo o presidente, outro obstáculo foi convencer determinados jogadores a aceitarem uma transferência para Belém. Como exemplo, revelou as tentativas pela contratação do atacante Chico da Costa.

“Vou citar uma situação, o Chico da Costa, onde fizemos inúmeras tentativas e o Cruzeiro (MG) ia nos ajudar nesse sentido, mas ele não quis vir. Ele foi para o Fortaleza (CE)”, falou.

“Trazer por trazer, não”

Tonhão afirmou ainda que seria possível contratar mais jogadores como resposta à cobrança por reforços, mas que preferiu não seguir esse caminho sem considerar que os nomes disponíveis representassem ganho de qualidade para o elenco.

“Tentativas foram inúmeras, mas trazer por trazer, não”, completou o presidente do Leão.

Com a janela fechada, Thiago Carpini terá de buscar soluções no grupo disponível para as 11 rodadas restantes do Brasileirão. Em sua apresentação, o novo treinador adotou discurso semelhante ao dizer que conhecia a situação antes de aceitar o convite e que pretende potencializar os atletas que encontrou no clube.

Com informações de O Liberal.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Com o fechamento da janela nao tem para onde esses jogadores ir…no final, vão ficar até final do ano por aqui comendo e dormindo.

  2. Acho que o principal problema dessa diretoria, é conseguir tirar esse traseiro da cadeira, e arregaçar as mangas e trabalhar PRR! Agora no final fica com essas desculpas esfarrapadas!!

  3. O Remo só terá persuasão em trazer jogadores, mesmo esses medianos como Tiago da Costa que nunca tinha ouvido falar, quando estiver mais estruturado, organizado, com receita e principalmente, frequentando a seria A. Se cair, volta, levanta. É assim que vai ganhar mais respeito.
    Fora isso, é o fator Belém mesmo, as capitais do Ceará, Pernambuco e Bahia ficam à frente por terem praias, que é um atrativo para a família dos jogadores.

    • Ter praia é o que menos importa, se fosse assim Curitiba não era o que é. Belém, sou paraense, moro aqui, é escrota mesmo, não adianta querer tapar o sol com a peneira, é faroeste, e o mais selvagem, olha as praças, virando favela, o trânsito, sem comparação, até o indiano deve ser melhor, transporte urbano é outra desgraça, até tenho vontade de ir a mangueira, mas, quando penso no busão que tenho que pegar desisto na hora. Pois é, para Remo e PSC, pelo menos, para saltar na qualidade, Belém vai ter que fazer também, o que difícil, olha o Baena, com o Braz, o cabra passou uma tinta que até ficou bacana, mas, foi ele sair e favelização voltou com forçar, assim mano, fica difícil saltar.

  4. Se potencializar significa dizer ensinar a jogar o futebol que nunca tiveram, esquece porque se depender desse fator o time estará rebaixado.

  5. Sucessão de erros: Contratação daquele alquimista estrangeiro como treinador(um fracasso!); não renovar com Guto Ferreira, que estava ambientado e com prestígio no clube; contratar e manter elenco com mais de 40 jogadores, sem ter campo pra treinar a todos (absurdo!); manter Leo Conde com tantos fracassos pós copa do mundo. Enfim: se o Remo for rebaixado, não há dúvidas sobre quem ê responsável: A DIRETORIA!!!

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