A derrota no Re-Pa de ida da final do Campeonato Paraense foi decisiva para encerrar a passagem de Juan Carlos Osorio pelo Clube do Remo. Minutos após o apito final do clássico disputado no domingo (01/03), no Mangueirão, a diretoria azulina optou pela demissão do treinador colombiano, que não resistiu à pressão crescente da torcida e às críticas da imprensa em relação ao desempenho da equipe e às escolhas táticas adotadas ao longo do trabalho, principalmente a utilização de zagueiros improvisados na lateral-esquerda.
Com a saída de Osorio, o Remo voltou imediatamente ao mercado em busca de um novo comandante, com o objetivo de ter um treinador definido antes do jogo da volta da final do Parazão, marcado para este domingo (08/03), novamente contra o Paysandu.
Internamente, a avaliação é de que a definição rápida é fundamental tanto para a tentativa de reversão do placar na decisão estadual quanto para a sequência da Série A do Brasileirão, competição em que o clube ainda não venceu.
Entre os nomes analisados pela diretoria, Guto Ferreira, que deixou saudades após o acesso histórico com o clube no ano passado, aparece como o principal favorito. Segundo informações, as tratativas entre as partes já foram iniciadas e avançaram nos últimos dias, estando próximas de um desfecho positivo.
Guto já teria sinalizado positivamente com as condições apresentadas pelo clube e estaria aguardando apenas a formalização para assinar contrato.
O técnico está livre no mercado desde o fim da última temporada, quando deixou o próprio Remo após comandar a arrancada que levou o Leão ao acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, ele assumiu a equipe na reta final da Série B e, em 10 jogos, somou 7 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota, desempenho que ficou marcado como um dos mais expressivos da história recente azulina.
Apesar da campanha, as partes não chegaram a um acordo para a renovação, o que abriu caminho para a contratação de Osorio.
Conhecido no futebol brasileiro como o “rei do acesso”, Guto soma 5 conquistas de acesso à elite nacional e construiu uma relação de identificação com o ambiente do Remo em pouco tempo. Essa confiança interna pesa a favor de um possível retorno, especialmente em um momento de instabilidade e cobrança por resultados imediatos.
Além de Guto Ferreira, outros nomes são avaliados nos bastidores. Um deles é o de Léo Condé, que está sem clube desde o fim da última temporada, após passagem marcada pelo rebaixamento com o Ceará (CE). Condé, que também ficou marcado comandando a Chapecoense (SC), tem experiência no futebol paraense, com uma curta passagem pelo Paysandu, em 2019, e já foi alvo de conversas anteriores com a diretoria azulina, embora, segundo declarações do presidente Tonhão, não tenha demonstrado convicção em um retorno a Belém naquele momento.
Outro treinador citado como alternativa é Roger Machado, com passagens marcantes por Grêmio (RS), Internacional (RS), Palmeiras (SP) e Fluminense (RJ), além de outros clubes no futebol brasileiro.
Experiente, o ex-jogador – com passagens pela Seleção Brasileira – está livre no mercado desde que deixou o Internacional (RS), em setembro de 2025, após sequência de resultados negativos que colocaram a equipe gaúcha na zona de rebaixamento naquela época.
Enquanto define o novo treinador, o Remo tenta administrar um momento delicado da temporada. O clube precisa reverter a desvantagem de 2 a 1 sofrida no primeiro jogo da final do Parazão e, ao mesmo tempo, busca a primeira vitória em seu retorno à Série A do Campeonato Brasileiro, onde soma 3 empates e 1 derrota em 4 rodadas, ficando marcado por ter deixado escapar vitórias nos minutos finais contra Mirassol (SP) e Atlético (MG).
A expectativa interna é de que o novo comandante seja anunciado nos próximos dias, para assumir a equipe já visando o clássico decisivo deste domingo (08/03), no Mangueirão.
O Liberal, 03/03/2026


