Paysandu 1×1 Remo (Juan Carlos Osorio) – Foto: Igor Mota (O Liberal)
Paysandu 1×1 Remo (Juan Carlos Osorio) – Foto: Igor Mota (O Liberal)

Em entrevista coletiva concedida ainda no Mangueirão, após o empate em 1 a 1, o técnico Juan Carlos Osorio avaliou que sua equipe foi superior ao longo da partida e minimizou os riscos sofridos, apesar das dificuldades apresentadas, sobretudo no primeiro tempo.

Antes de entrar na análise tática, o treinador destacou o ambiente do clássico. O colombiano comparou o cenário vivido em Belém a grandes rivalidades internacionais, ressaltando o peso das torcidas e do espetáculo fora das quatro linhas. Para ele, o contexto criado por remistas e bicolores esteve à altura de clássicos que já vivenciou na Europa e no México, embora tenha feito uma ressalva às condições do gramado que, segundo ele, não acompanharam o nível do evento.

“Tive a oportunidade de estar em grandes clássicos. Como jornalista e como treinador, estive participando de clássicos como Manchester City-United (Inglaterra) e no México. O cenário de hoje está nesse nível, muito legal, muito bom, propício para um bom jogo, duas torcidas fantásticas, mas infelizmente o campo não está nesse nível, mas o cenário, espetáculo, muito bom”, disse.

No campo do jogo, o técnico afirmou que o Remo controlou a partida e teve domínio territorial, especialmente a partir do momento em que passou a ocupar com mais frequência o terço final do campo, após a expulsão na equipe adversária. Na sua avaliação, o problema esteve menos na construção e mais na definição das jogadas, algo que ele atribuiu à qualidade técnica e ao capricho nas finalizações, que não apareceram como o esperado.

“Controlamos o jogo o tempo todo, o dominamos a partir da saída de alguns deles, há uma relação direta em entradas nos últimos 30 metros, no nosso terço ofensivo, e como termina a jogada, aí é com a qualidade técnica dos jogadores, o capricho. Tentamos de toda a maneira, mas não conseguimos”, observou.

Questionado sobre as substituições que irritaram a torcida azulina, quando optou por colocar 2 zagueiros mesmo com um jogador a mais, Osorio explicou que a decisão teve caráter preventivo. Segundo ele, o principal risco do Paysandu estava nas transições rápidas e as entradas de Kayky e Marllon tiveram como objetivo proteger o centro da defesa.

Na visão do colombiano, a estratégia funcionou, já que o rival, mesmo valente, não criou chances claras de gol após o empate.

“Na jogada que eles poderiam nos fazer dano, era uma transição, porque tínhamos nossa defessa em centro todo de campo, por isso decidimos colocar Kayky e Marllon, para jogar por dentro. Creio que cumprimos bem, eles não tiveram nenhuma chance perigosa de gol”, comentou.

As críticas vindas das arquibancadas não foram ignoradas. Osorio reconheceu que o Remo teve dificuldades ofensivas nos primeiros 25 a 30 minutos e afirmou compreender a insatisfação do torcedor. Para o treinador, a equipe tem sido superior aos adversários em boa parte dos jogos, mas precisa transformar esse domínio em gols, ajustando especialmente o momento final das jogadas e mantendo intensidade independentemente das substituições.

“O que temos que melhorar são as finalizações. Creio que através de todos os jogos que competimos, temos sido em 45 a 60 minutos superiores ao rival. Agora é seguir melhorando, para que quem entre tenha a mesma intensidade de jogo”, apontou.

Por fim, o comandante azulino fez questão de elogiar o Paysandu. O técnico do Leão classificou o adversário como uma equipe bem organizada, com uma proposta diferente da azulina, mas executada com eficiência, especialmente no primeiro tempo. Para ele, o empate refletiu um jogo competitivo, que exigiu ajustes e deixou lições claras para a sequência do Parazão.

O Liberal.com, 08/02/2026

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