Águia de Marabá 1×1 Remo, nos pênaltis: 4×5 (Juan Carlos Osorio) – Foto: Diogo Puget (Clube do Remo)
Águia de Marabá 1×1 Remo, nos pênaltis: 4×5 (Juan Carlos Osorio) – Foto: Diogo Puget (Clube do Remo)

A classificação remista às semifinais do Parazão conquistada nos pênaltis, contra o Águia de Marabá, não diminuiu as críticas direcionadas ao técnico Juan Carlos Osorio, alvo de vaias no intervalo e questionamentos recorrentes pelas improvisações defensivas, especialmente nas laterais.

Para a partida decisiva, Osorio optou por um desenho pouco convencional – escalou o zagueiro Thalisson improvisado na lateral-direita e Leo Andrade na esquerda. No decorrer do jogo, voltou a mexer no setor, deslocando Leo para a zaga e empurrando Kayky – até então zagueiro – para a lateral-esquerda.

A ausência dos laterais de origem Braian Cufré e Sávio incomodou parte da torcida, que voltou a manifestar insatisfação com vaias ainda no primeiro tempo, quando o Remo foi para o intervalo em desvantagem no placar.

Na entrevista coletiva após a classificação, Osorio defendeu suas escolhas e avaliou positivamente a atuação do time, sobretudo pelo controle do jogo em determinados momentos.

“Planejamos o jogo para evitar o jogo aéreo. Pensávamos que era o melhor caminho para eles atacarem e creio que controlamos muito bem”, afirmou o treinador, ao explicar a estratégia adotada diante das características do Águia e do gramado.

O colombiano também destacou a reação do time após o início mais intenso do adversário.

“Passados os primeiros 15 minutos, nivelamos o jogo e terminamos os últimos 15 do primeiro tempo e todo o segundo tempo superiores. Merecíamos outro gol a mais”, analisou.

Para Osorio, o Remo soube competir em um cenário adverso.

“Um rival que competiu muito bem, se defendeu bem e em um campo propício para a ideia deles, nos deram uma boa partida. Estou muito contente e tranquilo com a forma que competimos em um terreno difícil”, apontou.

Sem fugir do contexto, o treinador reconheceu as dificuldades impostas pelas condições do jogo, mas evitou usar o cenário como justificativa principal.

“Não gosto de dar desculpas no campo, mas creio que o campo hoje foi um item adverso para nossa ideia, a escuridão também dificultou os passes longos e também que a equipe rival deu a vida por cada bola”, pontuou Osorio, que preferiu valorizar o aspecto mental do elenco.

“A equipe mostrou resiliência, foi buscar o placar, ficam coisas positivas”, disse.

Por fim, o técnico reforçou a confiança no grupo, mesmo diante das críticas externas e da instabilidade ao longo da temporada.

“Creio que podemos competir com qualquer equipe brasileira”, concluiu.

O Liberal.com, 18/02/2026

2 COMENTÁRIOS

  1. O Nosso técnico Osório deve levar o Leão ao nível de bicampeão Paraense de 2026 e permanência na Elite da série A do Brasileirão. Para conquistar uma vaga num torneio Sulamericano depende da presença maciça da torcida no Mangueirão. o Remo vai precisar do jogador Inglês Lingard para conquistar no campo e oficialmente um Titulo Internacional Sulamericano. Talvez sem Lingard no Remo o melhor seria o Guto. O Osório é Internacional e o Guto é Brasileiro. O Guto leva um pouco de vantagem porque o futebol Brasileiro e Penta campeão mundial.

  2. Osório, já deves ter passado por essa situação, contestação, por uma grande parte da torcida, impresa, cartolagem e jogador também. É o seguinte, no futebol, a voz da torcida não é a de Deus, como o senso comum quer impor. Lá por lado das minas gerais, no CAM, a torcida fez campanha para contratar o Sampaolli, contrataram, era o cara, o técnico, o que aconteceu, o CAM tomou ferro e a torcida como ficou, botou o badalo entre as penas e comeu abio. Assim como aqui, lá, também teve quiprocor com jogador, mas lá, sorte tua, é um super heroi, aqui é apenas um apadrinhado, só não pode se o Tonho ou o do Tonho, se for mano, F.

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