Coritiba-PR 1×0 Remo (Alef Manga e Vitor Bueno) – Foto: Gabriel Machado
Coritiba-PR 1×0 Remo (Alef Manga e Vitor Bueno) – Foto: Gabriel Machado

“É meio que trocar pneu com carro andando”, disse o técnico Léo Condé, em sua primeira coletiva pós-jogo, após a derrota para o Fluminense (RJ), na quinta-feira (12/03).

Porém, 3 dias depois, no domingo (09/03), depois de perder novamente, desta vez para o Coritiba (PR), a impressão que fica é que o “carro” azulino precisa trocar bem mais que um pneu.

No que cabe ao treinador, ele de fato mudou – ou tentou. Na escalação inicial, foram duas mexidas de um jogo para o outro. A primeira por necessidade, já que o volante Patrick de Paula levou o 3º cartão amarelo e precisou cumprir suspensão – o outro Patrick do elenco foi o escolhido. No ataque, a maior mudança – João Pedro foi sacado por opção técnica, dando lugar a Jajá.

Assim, os titulares iniciaram a partida contra os paranaenses com: Marcelo Rangel; João Lucas, Marllon, Duplexe Tchamba e Sávio; Zé Ricardo, Leonel Picco, Patrick e Vitor Bueno; Jajá e Alef Manga.

Foi justamente com Jajá, por vezes caindo pela direita, outras mais centralizado, que o Remo tentou levar perigo no início do jogo, mas esbarrou em um dos seus adversários na partida – a falta de pontaria. As finalizações não encontravam a direção do gol!

Por outro lado, a defesa sofria com a velocidade do ataque adversário, formada por um trio móvel com Breno Lopes, Ronier e o ex-azulino Pedro Rocha. Foi na base da insistência, pelo lado esquerdo, que o Remo contou com um erro de Sávio, que se atrapalhou na saída de bola e deixou com JP Chermont, que cruzou na medida para Pedro Rocha abrir o placar.

O gol mexeu com o Remo que, se não bastasse, ainda perdeu João Lucas, que não vinha bem no jogo, mas pode ser problema por mais tempo, pois sentiu um problema no joelho direito. Marcelinho, o substituto, teve até bons momentos dali para o final do jogo.

A defesa seguiu dando bobeira, mas contou com Marcelo Rangel, esperto, antecipando o ataque do Coritiba (PR) ao sair do gol e até da área. Aliás, o goleiro foi importante para manter o Leão vivo no jogo, quando fez milagre em cabeceio de Sebastian Gómez, salvando em cima da linha.

Voltando a frase dita por Léo Condé para destacar a volta do intervalo. O treinador optou por tirar Sávio, que havia errado no gol, e colocou o zagueiro Kayky. Esse movimento repetiu algo feito por Juan Carlos Osorio – e criticado pela torcida – de improvisar na lateral-esquerda ou não colocar um jogador de origem. Mesmo com Braian Cufré no banco, Duplexe Tchamba foi deslocado do miolo de zaga para a lateral-esquerda.

É, talvez não seja só sobre trocar o pneu do carro…

Importante reconhecer que o Remo voltou para campo com outra postura, tanto que finalizou mais e teve posse superior na etapa final. Ainda sim, Kayky precisou se atirar no chute de Ronier, que aproveitou rápido contra-ataque dos donos da casa.

Aos 12 minutos, o torcedor até teve o gosto de gritar gol, mas Alef Manga estava impedido. Aliás, centralizado ou caindo pelo lado esquerdo, o atacante bem que tentou, mas não conseguiu ser efetivo nas oportunidades que teve.

Saiu dos pés de Vitor Bueno, aos 17 minutos, o único chute na direção do gol dos mais de 10 dados pelo Remo em todo o jogo. Foi uma boa chance, que o goleiro Pedro Rangel defendeu, mas pouco, muito pouco, para uma equipe que ainda não venceu após 6 rodadas.

Trabalhando com o que tem à disposição, Léo Condé lançou Zé Welison, Jaderson e Yago Pikachu no jogo, mas ninguém conseguiu dar alguma resposta diferente a não ser Marcelinho, aos 39 minutos, que passou perto de marcar, mas parou em Pedro Rangel – e na falta assinalada pelo contato do goleiro com Alef Manga.

Sem conseguir marcar, o Remo chegou ao 3º jogo seguido sem balançar as redes – sendo 2 pelo Brasileirão. Na Série A, o jejum de 6 jogos sem vencer incomoda, óbvio, e o desafio de trocar o pneu com carro andando se torna muito maior com a falta de resultados positivos.

Globo Esporte.com, 16/03/2026

4 COMENTÁRIOS

  1. Para mim, o Remo melhorou do jogo do Fluminense para o do Coritiba , e essa formação da reportagem, trocando o Sávio entregador de pizza pelo Cufressco ou Dúplex na Caçamba, o Patrick Tanque pelo PKP e agora, depois da lesão, o João pelo Marcelinho , seria o time base para jogar o Campeonato. Botaria tb o esquema do segundo tempo do Coritiba, um 4x4x2 com o Manga de centroavante, Jaja de ponta velocista e um meio bem pegador dando liberdade para o Bueno encostar como meia nos atacantes. Marcar pesado a partir do meio campo e qdo recuperar ou tiver a bola acionar rapidamente o ponta para jogar para o centroavante , ou usar o centroavante d Pivô/ tabela. Finalmente chutar mais a gol tb , como fez contra o Coritiba, uma clara orientação do treinador. Enfim, agora é correr atrás do preju….já estamos a 3 pontos do primeiro time q vamos lutar contra o rebaixamento…e os 2 abaixo d nos não são nada mais , nada menos que Cruzeiro e Inter, alguem dúvida q esses 2 daqui a pouco vão estar fora do Z4?.

  2. Finalização do Remo precisa melhorar bastante, centroavantes deixam muito a desejar em qualidade técnica, os que arriscam falta objetividade e cautela pra marcar, Alef manga não precisa se agoniar pelo gol, sejam mais sangue frio, clube precisa ter mais táticas de jogadas de ataque. A defesa ainda é muito frágil, falta muito esquema marcação e proteção de volantes e laterais para segurar penetrações perigosas.
    E nossos laterais, Carlinhos na direita é um bom reserva, Sávio sem condições (só entra de ressaca), Cufré vive fora de forma… estamos sem esquerda e direita.

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