Mangueirão – Foto: Pedro Sodré (SEEL)
Mangueirão – Foto: Pedro Sodré (SEEL)

Com impedimento semiautomático em fase final de implantação, Série A deverá ficar restrita a estádios equipados com a tecnologia.

Da redação do Remo 100%, em 09/07/2026

A nova etapa de modernização da arbitragem no futebol brasileiro deve impactar diretamente o planejamento dos clubes da Série A. A CBF vai restringir a realização de partidas da elite nacional a estádios que contem com o sistema de impedimento semiautomático, tecnologia que está em fase final de implementação nas arenas utilizadas pela competição.

Para o Remo, a medida tem relação direta com o mando de campo. O Mangueirão já recebeu o sistema e aparece dentro da nova exigência da entidade. Além disso, o Baenão também integra o cronograma da CBF para receber a tecnologia, o que pode dar ao clube uma alternativa caso a principal praça esportiva do Pará esteja indisponível.

Mangueirão já recebeu o sistema

O Mangueirão foi a primeira arena da região Norte a receber o impedimento semiautomático, com instalação realizada em maio como parte do projeto de modernização conduzido pela CBF.

O recurso chegou a ser usado em caráter experimental na partida entre Remo e Palmeiras (SP), pela Série A. Na ocasião, a implantação ainda fazia parte de um processo gradual antes da entrada oficial da tecnologia em operação.

A exigência ganha importância porque, de acordo com Lance! e Globo Esporte, a CBF não deve permitir que clubes da Série A mandem jogos em estádios sem a estrutura instalada. A regra também vale para situações em que uma equipe precise atuar fora de sua casa habitual por causa de shows, eventos ou qualquer outro motivo.

Baenão pode ser alternativa dentro da regra

Além do Mangueirão, o Baenão aparece como ponto importante para o planejamento azulino. Conforme o Diário Online, o estádio foi indicado pelo Remo como opção de mando de campo caso o Mangueirão não possa receber determinada partida.

Com isso, a inclusão do Baenão no cronograma da CBF para receber o impedimento semiautomático pode ser estratégica para o clube. A medida permitiria ao Remo manter uma alternativa em Belém dentro das futuras exigências da Série A.

Tecnologia promete revisões mais rápidas

O sistema de impedimento semiautomático funciona a partir de equipamentos instalados em pontos estratégicos do estádio, responsáveis por acompanhar, em tempo real, a movimentação dos jogadores e da bola.

Segundo as informações divulgadas, cada arena recebe 27 celulares de última geração, usados como câmeras de alta precisão, com captação em 4K e 100 quadros por segundo. As imagens geradas alimentam a tecnologia que cria uma espécie de réplica virtual da partida, auxiliando a equipe do VAR na análise dos lances de impedimento.

Apesar do apoio tecnológico, a decisão final segue sendo da arbitragem de campo. A promessa é reduzir o tempo das revisões e diminuir a margem de erro nas marcações.

Clubes já ajustam planejamento

A nova orientação da CBF já provoca movimentações em outros clubes da Série A. O Palmeiras (SP) decidiu bancar a instalação da tecnologia na Arena Barueri, habitualmente usada quando sua arena principal (Nubank Parque) está ocupada por outros eventos.

O São Paulo (SP) também aparece entre os impactados. Segundo as publicações, o clube não poderá usar estádios alternativos sem a estrutura, como o Brinco de Ouro, em Campinas (SP), caso o Morumbis esteja indisponível. Uma das alternativas citadas é o estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP).

No caso azulino, a situação reforça a importância de ter Mangueirão e Baenão alinhados às exigências da CBF. Em uma temporada de Série A, a estrutura dos estádios passa a ser também parte do planejamento esportivo e logístico do clube.

Com informações de Lance!, Globo Esporte e Diário Online.

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