Depois de várias rodadas utilizando um sistema centrado na marcação e na intensidade a partir do meio-campo, o Remo voltou a utilizar um meia-armador clássico na partida contra a Chapecoense (SC), na 15ª rodada da Série A do Brasileirão.
Recuperado de lesão, Vitor Bueno reapareceu como titular, ocupando a vaga deixada pelo volante Zé Ricardo, suspenso pela expulsão diante do Palmeiras (SP).
A formação inicial azulina sob o comando do técnico Léo Condé tinha Bueno como titular, fazendo a ligação entre meio e ataque, muitas vezes aparecendo como um quarto jogador de frente. Foi assim a sua participação na primeira vitória do Remo no campeonato, na 8ª rodada, na goleada sobre o Bahia (BA), no Mangueirão.
O problema é que, logo depois desse jogo, Vitor Bueno se lesionou e o Remo teve que aprender a jogar sem ele. Em algumas ocasiões, Condé experimentou o meia David Braga, mas este também se contundiu e a formação passou a ser entregue a um trio de marcação formado por Zé Welison, Patrick e Zé Ricardo, sendo este último posicionado mais à frente.
Com Bueno, o Leão tornou-se naturalmente mais ofensivo e ganhou em qualidade de passe na condução do jogo entre meio e ataque. É um ganho e tanto!
Diferentemente das bolas lançadas e das transições rápidas, o meia pode cadenciar as ações quando necessário, dosando energias do time e buscando brechas na defesa adversária.
É importante observar que o time vai bem nas duas situações. Cresceu de rendimento com a marcação forte, recuperando bolas e avançando sobre as linhas inimigas. Foi bem lá no início do trabalho de Condé, quando Bueno começava a se entrosar na troca de passes com Gabriel Taliari, Jajá e Alef Manga, como também evoluiu na sua reaparição diante da equipe catarinense.
Não é exatamente um time se amoldando a um jogador, mas um sistema que passa por adaptações pontuais, sem alterar a essência e o objetivo maior, que é seguir competitivo e forte contra qualquer oponente.
Blog do Gerson Nogueira, 21/05/2026


