Sob fogo cerrado de uma parte da torcida do Leão, inconformada coma campanhana Série A, o técnico Léo Condé se agarra à evolução do time, mas o argumento não resistea os maus resultados.
Diante das derrotas recentes, contra RB Bragantino (SP) e Cruzeiro (MG), a possibilidade de rebaixamento cresceu no retrovisor e botou em risco a situação do treinador.
Condé não tem culpa pelo planejamento errado, que o próprio presidente Antônio Carlos Teixeira admitiu em entrevista. Não pode ser acusado também pela campanha errática do time nas primeiras rodadas da Série A, quando a direção caótica de Juan Carlos Osorio desperdiçou pontos preciosos contra Mirassol (SP) e Atlético (MG).
Acontece que o futebol não é justo e, muitas vezes, os menos culpados terminam condenados sumariamente. É a ameaça que paira sobre Condé, que tem o desafio de conquistar pelo menos 12 pontos nas próximas 5 partidas dentro do Campeonato Brasileiro.
No sábado (02/05), encara o Botafogo (RJ) no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). A partida abre a possibilidade de uma boa atuação da equipe, que conseguiu jogar competitivamente contra Grêmio (RS), RB Bragantino (SP) e Bahia (BA) na condição de visitante, sendo este último pela Copa do Brasil.
Sem criatividade no meio-campo, o time funciona melhor com transições rápidas e contragolpes. Nesta quarta-feira (29/04), em Castanhal, o jogo contra o Galvez (AC) é um mero cumprimento da tabela, finalizando a melancólica passagem pela Copa Norte. Condé dirige a equipe, provavelmente com um time mesclado, a fim de poupar os titulares para a Série A.
Blog do Gerson Nogueira, 29/04/2026


