O tão aguardado retorno do Remo à Série A após 32 anos, tem sido mais pesadelo do que sonho até o presente momento da temporada. Com a derrota para o Cruzeiro (MG), no sábado (25/04), o time somou a 2ª derrota consecutiva e completou 9 rodadas seguidas no Z4 do Brasileirão.
Em pronunciamento divulgado na noite desta segunda-feira (27/04), o presidente Tonhão reconheceu que o clube vive uma crise, mas citou que a instituição “já está acostumada” a situações como essas e que “não jogou a toalha”, citando que a diretoria segue trabalhando para que os azulinos reajam na temporada.
“Indiscutivelmente, essas crises, esses problemas, já estamos acostumados. A gente vem passando desde a Série C, mas no final é sempre feliz. Essa esperança, essa fé que estamos tendo, ninguém jogou a toalha aqui, está todo mundo trabalhando dia a dia para que possamos trazer condições, para que dentro do campo, o clube corresponda à nossa expectativa e saia dessa situação que está hoje, que é na zona do rebaixamento”, disse.
“Quero lembrar o seguinte, o Remo veio de uma sequência de acessos, saiu da Série C para B, da B para A. Talvez, se a memória não me falhe, só o Fortaleza (CE) teve essa sequência. Isso é muito importante ser dito, porque foi um trabalho dessa diretoria em trazer o Remo para uma Série de elite no futebol brasileiro, depois de 32 anos”, completou.
A 19ª colocação, com apenas 8 pontos, fala por si só e mostra como o desempenho do Leão não é bom. Nos números, isso é evidenciado com apenas 1 vitória e 5 empates em 13 jogos da Série A. O presidente remista chamou a atenção para a dificuldade da Série A do futebol brasileiro e reforçou que o clube trabalha para disputar “de igual para igual” com os adversários.
“Temos que lembrar também que estamos disputando entre os 5 mais difíceis campeonatos do mundo. Não é do Brasil, é do mundo. O Campeonato Brasileiro é um dos 5 campeonatos mais difíceis do mundo e, em tese, estamos disputando com as 20 maiores equipes do Brasil, com estruturas e com investimentos maiores que os nossos. Gosto sempre de lembrar uma coisa, em 2024, subiram Ceará (CE), Sport (PE), Santos (SP) e Mirassol (SP). Em 2025, caiu Ceará (CE), caiu Sport (PE), o Mirassol (SP) foi aquela campanha fora da curva e o Santos (SP) beirou o rebaixamento. Então, são clubes com condições melhores que a nossa ainda, porque estamos trabalhando no sentido de montar uma estrutura que seja equivalente e que possamos dar condições de uma disputa de igual e igual com todos os nossos adversários, principalmente da Série A”, falou.
Os resultados adversos na temporada não se limitam a disputa do Brasileirão, tanto que o Remo tem um aproveitamento geral abaixo de 40% em 2026, com 29 jogos, apenas 7 vitórias, 12 empates e 10 derrotas. Em meio aos números, estão o vice-campeonato no Parazão e a eliminação precoce na Copa Norte, com uma rodada de antecedência.
O presidente Tonhão definiu a queda nas competições citadas como “incompetência”, mas garantiu foco para melhoria de desempenho na elite e também na Copa do Brasil, competição na qual o time tem uma vantagem de 3 a 1 diante do Bahia (BA).
“Reconheço que a nossa incompetência, vou dizer assim, nosso fiasco nesse início de temporada foi a perda do Campeonato Paraense e nossa desclassificação precoce na Copa Verde. Isso realmente foi de lamentar, de não se admitir que o plantel, com as condições que damos para eles, pudesse perder o Campeonato Paraense e tivesse essa eliminação precoce na Copa Verde”, comentou.
“Sabemos que o jogador, principalmente no nível que estamos contratando, o foco dele é a Série A, mas isso não justifica, principalmente, nossa desclassificação precoce, mas estamos trabalhando no sentido de continuar nossa participação na Copa Brasil e melhorar nosso rendimento na Série A do Campeonato Brasileiro”, finalizou.
Globo Esporte.com, 28/04/2026


