Segue a seca de vitórias do Remo no retorno à Série A. Pela 7ª rodada, o time azulino foi superado pelo Flamengo (RJ), por 3 a 0, em jogo disputado nesta quinta-feira (19/03), no Maracanã.
Desta vez, ao menos o primeiro tempo agradou, no entendimento do técnico Léo Condé, que considerou que a equipe remista conseguiu encarar “de igual para igual” os 45 minutos iniciais.
“Fizemos um primeiro tempo onde jogamos de igual para igual com o Flamengo (RJ)”, disse.
“Naturalmente, o Flamengo (RJ), com mais posse de bola, é um time que joga junto praticamente há 7 anos, desde 2019, vai mudando peças, mas a base é sempre mantida, uma equipe que briga por títulos”, completou.
O placar foi adverso no primeiro tempo, já que os cariocas abriram o placar aos 19 minutos, com o zagueiro Léo Ortiz, aproveitando cobrança de escanteio.
De fato, o Leão conseguiu competir, tanto que igualou o número de finalizações dos donos da casa na primeira metade da partida – 5 a 5.
O comandante azulino explicou como armou a equipe para atrapalhar o adversário, focando a atenção em dois dos principais jogadores do Flamengo (RJ), ao mesmo tempo que armava os remistas para “darem o bote”.
“Conseguimos fazer um primeiro tempo consistente, dentro da nossa proposta de fechar o centro de campo. Eles iriam procurar muito Arrascaeta e Pedro, então não poderíamos deixar a bola chegar nos dois. Quando a bola entrasse pelo lado do campo, exercermos a pressão e tentávamos sair rápido. Fizemos isso bem, encaixamos bons contra-ataques, fizemos boas transições, em alguns momentos até ganhamos campo e fizemos uma boa posse, mas não conseguimos concluir em gol as boas chances que criamos”, comentou.
Se o primeiro tempo foi digno de elogios do treinador, o segundo foi bem diferente, sobretudo nos minutos iniciais. Após o intervalo, o Remo tomou gols aos 3 e 8 minutos, ampliando a desvantagem muito rapidamente. Segundo Léo Condé, o resultado final se consolidou neste momento.
“O segundo tempo condicionou tudo ao mau início nosso. Tivemos 10 minutos em que sofremos 2 gols por desatenção, um pouco de sorte também, já que no bate-rebate a bola sobrou para os jogadores do Flamengo (RJ), jogadores de muita qualidade, que definiram o jogo ali”, apontou.
Procurando “um copo meio cheio e outro meio vazio”, Léo Condé valorizou a postura do Remo no primeiro tempo contra o Flamengo (RJ) e recordou do jogo anterior, especialmente da segunda etapa contra o Coritiba (PR), para apontar um caminho para recuperação do time. Contudo, pediu que a equipe seja consistente ao longo de uma partida inteira.
“Acho que o placar foi um pouco elástico pelo que o Remo apresentou no jogo, principalmente no primeiro tempo. Fica o alento da boa atuação nossa no primeiro tempo. Fica o alento do bom segundo tempo nosso contra o Coritiba (PR). É isso que a gente tem que levar para domingo (22/03)”, falou.
“Claro que o jogo é feito de 90 minutos, então precisamos equilibrar e fazer os 90 minutos consistentes. Se a gente conseguir fazer isso durante a maior parte do jogo, vamos conseguir um resultado positivo”, defendeu.
A 3ª derrota seguida do Remo no Brasileirão – 4ª contando o campeonato todo – derrubou o time para a “lanterna”, com apenas 3 pontos em 7 jogos. Porém, não há muito tempo para lamentar, pois o próximo compromisso pela competição já é neste domingo (22/03), contra o Bahia (BA), no Mangueirão, a partir das 16h.
Para o reencontro com a torcida após 2 rodadas como visitante, Léo Condé convocou o Fenômeno Azul.
“Clima total de decisão! Precisamos ter uma mobilização geral nossa, interna principalmente, transferir isso para o torcedor. Claro que a gente sabe que o torcedor está machucado nesse momento, mas a gente sabe a paixão que é a torcida do Remo. Tenho certeza que vão todos lá, bastante mobilizados. Vai ser muita superação para que a gente possa conseguir esse primeiro resultado”, afirmou.
“Temos que fazer o jogo todo consistente, não pode ser dividido em partes. O jogo é feito do todo e a gente tem que buscar esse ponto de equilíbrio. É como aconteceu no segundo tempo contra o Coritiba (PR) e hoje (quinta-feira), no primeiro tempo contra o Flamengo (RJ)”, encerrou.
Globo Esporte.com, 20/03/2026



Concordo com o Condó(do resultado). Fizemos um bom primeiro tempo e esse deve ser o parâmetro de espelho para nossas próximas atuações. Na minha modesta opinião, só acho q os contra-ataques deveriam não ser sempre só com o Manga…deveriam tb tentar achar o Jajatalá para puxa-los, pq ele é mais novo, velocista e aguenta mais tempo q o Manga, q é mais pesado e não é velocista. Nesse esquema os 2 atacantes descem sem a bola marcando os laterais, mas qdo tecupera-se a bola sao eles q vão puxar os contra-ataques, então é mto tiro fe vai e volta para correr….o Manga tava morto aos 35 do primeiro tempo. Enfim…o Condó(dos pontas) achou um norte, um caminho, um time….agira é aproveitar esse minibreak de 10 dias após o Bahia, treinar mto esses titulares, melhorar seu condicionamento físico, entrosa-los e vamos q vamos.
Igual para igual? Só se for para enganar bestas! Pelo do Remo não ter sido impiedosamente goleado pelo urubu há esse discurso do time ter jogado bem.
O que se viu foi um time do urubu jogando como em um jogo treino, mas o suficiente para vencer com folga no placar, mediante a um time do Remo temeroso quando tinha a posse bola e apavorado vendo o urubu jogar, inclusive fazendo espetáculo como o Paquetá no desarme ao Manga o deu dois aviões na mesma jogada.
O tempo passando era aliado do time do Remo, foi sofrível, o temor era grande de levar uma histórica goleada, e só não aconteceu porque o time do urubu não jogou sério, inclusive a torcida do urubu reclamou da apresentação do time.
Está certo que o time do urubu é muito superior ao do Remo, mas nessa situação comumente um time inferiorizado tecnicamente ganha aquele ânimo de se superar e jogar para vencer um adversário cheio de estrelas endinheiradas, mas isso não aconteceu com o time Remo.
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