Rodrigo Santana – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Rodrigo Santana – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

O que mudou no Remo depois da chegada do técnico Rodrigo Santana? Quase tudo!

Na estreia do treinador no comando do Leão, a equipe azulina adotou um novo desenho tático, utilizou jogadores em posições diferentes das habituais e conseguiu abrir espaços na defesa adversária, vencendo o jogo contra o Sampaio Corrêa (MA) por 2 a 1.

No entanto, ao avaliar a carreira do comandante azulino, é possível que esta não seja a versão final da equipe, mas um modelo “possível” de acordo com as peças disponíveis.

Logo na sua coletiva de apresentação, Rodrigo deixou claro que tem como principal característica a adaptabilidade. A função de “apagador de incêndios” fez dele um profissional que precisa arrumar alternativas rápidas, em equipes com plantéis já formados.

“Minha ideia é marcar alto, marcar sob pressão. Equipe vertical, que marca forte, essa é a ideia, mas será que as características são as mesmas aqui? Chego no meio do ano, não construí o elenco, mas minha obrigação é encontrar a melhor forma. Temos jogadores suficientes, precisamos vender essa ideia e que os jogadores comprem essa ideia”, disse, naquele dia.

No Leão, para fazer a equipe render em meio à crise, montou o time com um desenho inédito na carreira, para aproveitar peças em funções específicas. O desenho usado foi o 3-4-3, que se modificava durante o jogo para gerar espaços no meio-campo e deixar o Remo mais perto do gol.

Com 3 zagueiros, o Remo quase sempre tinha superioridade numérica na saída de bola, trazendo mais segurança para o momento do jogo. Nas laterais, Raimar e Diogo Batista “afundavam” a linha de defesa, deixando espaço no meio-campo.

Foi nesse setor, inclusive, que o Remo ganhou o jogo. Jaderson e Marco Antônio atuaram como pontas no desenho tático, se aproximando no meio-campo, deixando os dois meias adversários com uma dúvida – recuavam e deixavam os volantes Giovanni Pavani e Paulinho Curuá livres ou avançavam e deixavam Jaderson e Marco Antônio próximos ao gol? A superioridade numérica em mais um setor deu muita vantagem ao Leão.

O que melhorar? Sem dúvida, o ponto mais frágil do Remo na partida foi o posicionamento defensivo. Com os laterais ajudando no ataque, o Sampaio soube explorar as “costas” do setor após os gols do Eemo e encontrou espaços para levar perigo. Sobretudo a reta final de jogo, o time azulino soube “sofrer” e aguentou a pressão maranhense com excelentes defesas do goleiro Marcelo Rangel.

O trabalho está no início, mas resta ao treinador arrumar o setor, compactar linhas quando necessário e, quando possível, aproveitar melhor os contra-ataques. Contra o Sampaio, por exemplo, lances assim quase não ocorreram, mas podem fazer diferença no resultado, sobretudo na Série C.

O Leão volta a campo neste domingo (09/06), a partir das 19h00, para enfrentar o São Bernardo (SP), no Baenão. O jogo é válido pela 8ª rodada e terá transmissão ao vivo pela DAZN. Clique aqui para fazer sua assinatura agora.

O Liberal.com, 05/06/2024

1 COMENTÁRIO

  1. Pois é, montou um esquema de jogo em q “criou” um meio campo e liberou os laterais sem a bola para atacarem…mas o mais importante, parou de dar chutao e começou a jogar pelo chão, com passes, triangulações e jogadas. Volto a dizer, o problema do Remo é FISICO…já q não temos grana para trazer jogadores melhores….q Melhore o preparo físico desses atletas para jogar como jogaram os 25 min iniciais do jogo do Sampaio…ou então vai substituindo os jogadores q estão maus cansados por outros descansados para manter a intensidade

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