Fábio Bentes e João Galvão
Fábio Bentes e João Galvão

Uma peça no Clube do Remo se encaixa perfeitamente na característica de “pacificador”, já que João Galvão foi contratado justamente para assumir esse papel, motivado pela sua experiência no esporte local e o lastro de descobertas de atletas bons de bola, na tentativa de levar a equipe azulina rumo às conquistas e ao acesso ao final da temporada.

A sinceridade na fala ao se expressar de forma, por vezes, politicamente incorreta, é o cartão de visitas do coordenador técnico do Leão, servindo como ponte de contiança e de elaboração para um trabalho mais produtivo.

O próprio Galvão, logo na sua entrevista coletiva de apresentação, não “pipocou” ao garantir que chegava ao Remo para faturar títulos e não para brincadeiras, postura elogiada pelos torcedores. No seu jeito “raiz” de planejamento, ao priorizar o olho a olho e a conversa madura na hora de “segurar o rojão”, o profissional remista tem algumas armas a seu favor, com uma mira certa para bons valores locais, além de um conhecimento de sobra, dentro e fora de campo.

O mais interessante em todo o contexto é que João Galvão chega referendado pelo trabalho de anos no Águia. Doido para demonstrar o seu potencial, ao ter sido peça decisiva na escolha de Parauapebas para ser o local da realização da pré-temporada azulina, além da chegada do atacante Veraldo, João Galvão quer ficar marcado no Baenão com coisas grandes.

Você chega ao Baenão como uma espécie de “pacificador” pela torcida, pelo seu jeito contundente e pela larga experiência. Como encara isso?

Nosso papel principal, como disse, de “pacificador”, é o de elo entre a diretoria e o grupo de jogadores, para não deixar rachar grupo, ter “panelinha” dentro. Tratar todos da mesma forma, sem mordomia para ninguém, para que o grupo se sinta fechado, unido e pronto para as guerras que vem pela frente. Esse papel é fundamental, porque às vezes pode fazer você perder uma competição, uma decisão, quando tem um grupinho separado. O pensamento tem que ser focado no Remo, na instituição. Agora, se fora de campo eles não quiserem se falar, se abraçar, tudo bem, mas nas quatro linhas tem que ter união e isso a gente vai trabalhar com muita vontade e determinação para que não venha acontecer no Clube do Remo.

Sua franqueza na hora do diálogo é um diferencial para ganhar, cativar e motivar o grupo com os compromissos do clube?

Meu jeito é direto e reto. Não tenho papas na língua. Meu jeito franco de ser é de chamar o grupo para a união junto conosco e com a diretoria. Então isso ajuda também. Os jogadores sabem do meu jeito “olho no olho”. Se tiver que falar, vou falar na cara. Lógico que tem coisas que só podem no particular, mas não vou abrir mão da sinceridade, honestidade e franqueza para conquistar o grupo.

Como avalia esse coemço de temporada pelo Clube do Remo, individualmente e como pilar no departamento de futebol?

Esse início de temporada está sendo bom. Alguns atletas chegando, remontagem, com atletas se acostumando ao estilo de jogo do Bonamigo. Está me deixando muito feliz. A pré-temporada em Parauapebas foi muito boa, na parte estrutural e técnica. Estou me sentindo muito bem. Fui muito bem acolhido pela torcida do Remo, com a qual me identifico muito. Pela diretoria, comissão técnica e pelo grupo, com atletas que já conhecia, como o Marlon, Vinícius. Estou muito feliz, graças a Deus.

Qual sua principal missão nesse começo de união pelo Clube do Remo?

Chegamos com a ideia de fazer uma espinha dorsal forte para que no decorrer das competições não tenham mudanças bruscas. Vamos tentar acertar nas mudanças de início, lógico que tem as dúvidas, mas vamos fazer o contrato de risco apenas para o Campeonato Paraense e com sugestão de renovação automática justamente para não ter o contrato do ano inteiro e vir causar problema para os cofres do clube. Estamos fazendo com muito carinho para não errar. Lógico que você não acerta tudo, mas está sendo muito bem trabalhada essa parte.

Qual foi sua principal sugestão nesse processo de reestruturação na diretoria do clube e de remontagem no elenco?

Tentar ajudar no que for possível, principalmente em unir o grupo e fazê-lo vencedor, de fazer com pensamento na instituição. Pensar sempre nas cores do Clube do Remo e respeitar a torcida. De qual jeito? Com grandes vitórias, conquistas e títulos. Viemos para ajudar o Bonamigo e a diretoria, lado a lado, dialogando, sempre em busca de títulos, que é o que mira um grande clube, de história, como Clube do Remo, de uma torcida maravilhosa, respeitada. Vamos suar a camisa!

Diário do Pará, 23/01/2022

5 COMENTÁRIOS

  1. Com este time não tem quem consiga nenhum resultado e mais uma vez Bonamigo deixará o time e concordo que o Galvão assumira. Ele é a cara deste time de série D. É o Fábio Bentes enganando a torcida mais uma vez. Até quando hein??

    • Interessante, vc fala como se as contratações são feitas a revelia do Bonamigo. Amigo(a) todas as contratações são de responsabilidade solidária do Bonamigo, como foram a do elenco pífio do rebaixamento. Vamos ver quem vai resistir ao campeonato paraense, ser campeão é obrigação!

  2. A melhor contratação que o Remo já fez até foi o João Galvão. Se o Remo tivesse chamado ele nos últimos jogos da série B, não teria caído. Tenho certeza que aqueles pipoqueiros que já foram embora não teriam jogado. Faltava um macho nessa comissão técnica.

  3. Os caras já começam “secando”e o ano nem começou…seriam mucuras lisas infiltradas!!??

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