Remo 2×1 Brusque-SC (Thiago Ennes e Felipe Conceição)
Remo 2×1 Brusque-SC (Thiago Ennes e Felipe Conceição)

Com a vitória por 2 a 1 sobre o Brusque (SC), de virada, na última quarta-feira (14/07), no Baenão, o Remo pôs fim a uma incômoda sequência. A equipe azulina não ganhava uma partida há 7 duelos na competição. O mau desempenho do clube dentro das quatro linhas fez a torcida questionar o elenco e até o técnico Paulo Bonamigo, um dos heróis do acesso ano passado.

O clube passou por mudanças, tanto na comissão técnica – com a chegada de Felipe Conceição – quanto no elenco, e o time voltou a render. No entanto, a vitória contra o Brusque (SC) disse muito mais a respeito de quem ficou do que de quem chegou.

Ao contrário do que a torcida insistia em afirmar, o elenco do Remo não era tão fraco. É fato que tinham setores a serem arrumados, mas tudo passava pela reorganização das peças que já estavam no Baenão.

Organização foi o que mais se viu no Leão na vitória que tirou o Leão da lanterna. Felipe Conceição soube entender as carências da equipe e montou um time com caras conhecidas, mas com posicionamento bem diferente do habitual.

A crise do Remo era no comando de ataque. Renan Gorne não rendia como o esperado e o reserva imediato, Edson Cariús, havia sido dispensado. Se os azulinos não tinham nenhum centroavante em boa fase, com quem jogaria? Com ninguém!

Foi o que Felipe Conceição fez. O Leão entrou em campo com Felipe Gedoz como “falso 9”, centralizado, um passo atrás da linha dos pontas. Victor Andrade, cara nova, atuava pela direita, enquanto Dioguinho fechava pela esquerda.

Gedoz atraía a marcação dos zagueiros e abria um corredor nas costas dos defensores, para o avanço dos atacantes. Além disso, Erick Flores, Anderson Uchôa e Lucas Siqueira se revezavam no meio para cobrir espaços na marcação.

O primordial foi o posicionamento de Felipe Gedoz. Acostumada a marcar a referência, defesa do Brusque (SC) saiu para acompanhar o camisa 10, gerando espaço nas costas dos zagueiros. Lucas Siqueira e Erick Flores se mantinham abertos atrás, dando sustentação ao ataque.

Os laterais também apoiavam, mas o Remo não era tão dependente deles. Thiago Ennes e Igor Fernandes entravam pelo meio, mas também abriam espaço para dar cruzamentos.

O Liberal, 17/07/2021

4 COMENTÁRIOS

  1. Interessante a leitura do redator, que tem uma preocupação em descrever bem como joga o Remo. Em se tratando do Grupo Liberal é possível identificar a intenção de fornecer dicas aos adversários. Eita imprensa do contra! Tudo bicolor! Aqui no Pará sempre foi assim, tem a torcida do Remo, maior do Norte e os contra o Remo.

  2. Aqui vai uma dica aos jogadores do remo , sem sapato alto , sem sapato alto, sem sapato alto. Todo jogo é diferente um do outro o Cruzeiro tem um exelente e bom elenco, nada de que vai ser fácil tem que encarar com responsabilidade e compromisso todos os adversários , é isso . NADA DE SAPATO ALTO.
    JOGANDO COM. COMPROMETIMENTO, SABEDORIA E INTELIGÊNCIA , A VITÓRIA VEM.

    REMO 100%. POR FAVOR APERTA OS CARAS . SERIEDADE . É A PALAVRA.
    SE O WALACE TIVESSE COLOCADO MAIS VELOCIDADE TERIA FEITO O GOL SERIA MAIS POSSÍVEL.
    Lento muito lento sem velocidade.
    .

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