Fábio Bentes
Fábio Bentes

O presidente Fábio Bentes concedeu entrevista coletiva virtual nesta quarta-feira (16/09). Entre os temas abordados, o dirigente voltou a expressar sua insatisfação com a decisão da Prefeitura de Belém em liberar apenas 20% da capacidade nos estádios da capital, 10% a menos que o decretado pelo Governo do Pará.

“Me causou muita surpresa o decreto municipal liberando 20%. Havia um decreto anterior do Governo do Estado baseado em um estudo, levando em consideração a taxa de ocupação de leito e da pandemia em Belém. Esse estudo propunha, dentro dos critérios adotados, a liberação entre 30% e 50%. O Governo, nesse primeiro momento, optou por 30%. É um percentual que não traria grande retorno, mas que seria viável”, comentou Fábio Bentes.

O mandatário azulino contou ainda que o clube fez as contas e viu que era possível ter torcida nos jogos, ,mas a Prefeitura decidiu definir um percentual menor e que isso inviabilizou, segundo Bentes, a vontade do clube em ter de volta o torcedor.

“Fizemos os cálculos, fomos para a ponta do lápis e chegamos à conclusão que daria para ter público (com 30% liberado). Depois veio a Prefeitura, sem qualquer justificativa adicional. Questionamos e disseram que era melhor para o controle”, contou.

“Isso torna inviável o retorno. Temos os sócios que pagam em dia o plano integral, temos ingresso do ‘Jogo da Luz’, ingressos de gratuidade definida por Lei e só sobrariam de 200 a 300 ingressos para venda, que seriam vendidos absurdamente caros, entre R$ 200 e R$ 250, para se tornar viável o fechamento da conta”, disse.

Diante deste cenário, Fábio Bentes citou exemplos de outras atividades econômicas que funcionam em Belém e que não precisam passar pelos critérios que o futebol terá cumprir para o retorno do público.

“Estamos tentando apelar ao Governo Municipal para que reveja essa decisão, já que não foi apresentado um motivo. Não tem uma justificativa plausível. Quem anda na cidade, vê todos os locais lotados. Todo final de semana tem boates, shows e aparelhagens lotados. Nos bares do outro lado da ilha, todos sem máscara. Tenho certeza que ali não estão fiscalizando se as pessoas estão vacinadas, como foi colocado como exigência para o futebol, com PCR negativo”, reclamou.

“Nenhuma daquelas pessoas fizeram um inquérito epidemiológico e ali não tem nunca 20%. As casas estão utilizando lotação normal. Por que essa descriminação com o futebol? Quero saber se só no futebol que pega Covid?”, questionou Bentes.

Apesar da liberação do público em Belém e no Pará, o Remo não pode ainda receber torcedor em jogos da Série B do Brasileirão. Os clubes participantes da competição nacional devem se reunir nesta sexta-feira (17/09), para definir sobre essa questão.

O presidente falou ainda sobre as dificuldades financeiras que o clube vem passando nesse período sem poder contar com a renda das bilheterias. Segundo ele, o Remo tem tido um déficit financeiro de R$ 100 mil mensais e esse valor tem subido ainda mais.

Fábio explicou que o clube tem encontrado dificuldades para o pagamento da folha, mas que vem fazendo algumas ações para honrar com os compromissos.

“Continuamos com déficit um pouco maior que isso, porque houveram alguns acréscimos com as últimas contratações, mas estamos conseguindo manter a folha à duras penas. Estamos fazendo alguns movimentos, levantamento de receitas com parceiros, adiantamento de algumas coisas. Fazendo algumas ações e gerando novas receitas para poder fechar a folha em dia”, informou.

“Isso atrapalha o planejamento para dar voos mais ousados. Sentimos muito há 2 anos a falta da bilheteria. É indiscutível que a bilheteria é a principal receita, mas estamos sobrevivendo”, lamentou Fábio Bentes.

“Sem dinheiro, não se faz futebol. Se estivéssemos com público, teríamos uma capacidade de investimento maior. Nosso maior dificultador hoje é recurso financeiro, mas com o que temos, conseguimos fazer muita coisa. Nesses 2 anos, reabrimos e iluminamos o Baenão, compramos o CT, montamos a primeira etapa do NASP e estamos em andamento com a segunda”, relatou.

Sobre a montagem do elenco para a disputa da Série B, Fábio disse que o clube não está tendo os investimentos que poderia ter, mas que a diretoria tem evoluído na questão de contratações.

“Estamos com uma capacidade de investimento aquém do que poderíamos ter, mas ano que vem acredito que vamos ter uma capacidade maior e vamos ter que saber gastar melhor. Estamos vindo de um processo de amadurecimento. Temos minimizados os erros. Estamos contratando menos e dispensando menos, isso se reflete dentro de campo”, disse.

Globo Esporte.com, 15/09/2021

14 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns novamente ao seu excepcional trabalho à frente da presidência do nosso amado Clube do Remo! Parabéns ao presidente Fábio Bentes e toda sua equipe!!! Que Deus e Nossa Senhora continue iluminando e guiando seu caminho!!!

  2. Invés de ingresso porque o Remo não trabalha no marketing, por exemplo usa a Remo tv façam documentários com os torcedores como por exemplo qual seu jogo inesquecível no baenao,qual seu momento que marcou na sua trajetória como torcedor do Remo,etc… Cobrem uma taxa de cada torcedor , peguem esses documentários não precisam ser longos, e em cada jogo do Remo antes do jogo começar coloquem na Remo TV uma ideia saudações azulinas e unidos para a luta

  3. É impressionante a relação que eles fazem entre o futebol e a Covid. Fabio Bentes tem razão em reclamar!!!! Não entendo. Um Shopping Center por exemplo, pode ficar aberto desde as 10 da manhã até as 10 da noite com circulação intensa de pessoas o dia todo e todos os dias sem controle algum na quantidade de pessoas que entram e circulam por ele, em ambiente fechado, com ventilação forçada e lá não se transmitir a Covid??? E um estádio, com controle de entrada (somente quem tiver ingresso), com capacidade reduzida, em ambiente aberto, todos sentados, com a presença do público por um período curtíssimo de tempo não pode??? Vai pegar Covid??? Inventem outra!!!!

  4. O interessante e que os meios de locomoção do trabalhador e as casas de shows e bares continuam cheios.

  5. É PORQUE TORCIDA PRESSIONA O TIME ADVERSÁRIO E TV NÃO , NÓS ESTAMOS PRECISANDO TAMBÉM DE RESULTADO POSITIVO ALÉM DE MELHORAR AS FINANÇAS !

  6. Entendo você amigo Carlos mais até enquanto houver esse impace entre Remo e prefeitura na questão de público saudações azulinas e unidos para luta

  7. Tô contigo Bentes! é só no futebol que pega covid, mas isto se chama Brasil, um país tao bonito, entretanto, sendo destruido por gestores e especialistas incompetentes, hipócritas, injustos, uma sociedade ludibriada por esses parlamentares, escrava da mentira que vai as ruas gritar alto pelo nome deles porque foi feita uma promessa de “boca” que vai aumentar salarios, terá rede de esgoto, bolsa energia e tantas outras mentiras que o povo ainda cai, virou conto de fadas esse país, essa Belém.

  8. O Dr Fábio Bentes tem conhecimento de causa, ele sabe que um bilhete a R$ 200,00 é inviável, portanto como o Pará já atingiu mais de 30% de vacinados com a segunda dose ou dose única e a ocupação de leitos com UTI para adultos está abaixo de 100 nas últimas 24 horas com187 leitos disponíveis então já passou a fase de 20% nós já estamos na fase de 30%. Conclusão a liberação de 30% é racional continuando-se com o uso de máscara e vacinação em massa, daqui a mais 3 semanas já vamos entrar na faixa de liberação de 40%.

  9. manda esse prefeito boca de chupa ovo andar nesses onibus super lotado e sucateado que da dinheiro pra prefeitura.

  10. É impressionante como são tratado o público no futebol parece que covid está concentrado nos estádio pq nos shopping, bares, praias e clube não existe covid é que mas me chama atenção a SESMA divulgou boletim da covid Prefeitura de Belém:
    @prefeiturabelem
    #BoletimEpidemiológico
    A taxa de ocupação de leitos clínicos chegou a 0% (0 ocupados, considerando o total de 70 leitos de Enfermaria.) Já a ocupação de leitos de UTI é de 3,12% (Ocupados: 1, considerando o total de 32 leitos de UTI.)

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