Rafael Jansen
Rafael Jansen

Talvez nem a direção do Remo esteja se dando conta da real importância desta Copa Verde para o clube. Até agora, a manifestação mais arrebatada, se é se que se pode afirmar isso, foi do técnico Paulo Bonamigo. Segundo ele, depois de perder o título da Série C, a conquista do torneio regional virou uma obrigação.

Acontece que é bem mais que isso. Está em disputa uma competição que o Remo só conseguiu chegar uma vez à final, em 2015, com direito a traumático desfecho, quando perdeu de 5 a 1 para o Cuiabá (MT) depois de vencer em Belém por 4 a 1. Para ter chances reais de título, é preciso que o time acredite que isso é possível.

As chances de êxito são razoáveis desta vez, mas para isso, primeiro o Manaus (AM) terá que ser superado nesta quinta-feira (18/02), no Mangueirão. Contra um adversário que se apresenta como franco-atirador, sem nada a perder, as dificuldades tendem a aumentar.

Na primeira partida, em Manaus (AM), o Remo se atrapalhou em seus próprios erros. Permitiu a vantagem logo nos minutos iniciais, por uma lambança coletiva na marcação. Depois disso, o jogo foi se tornando um suplício para o time de Bonamigo, sem força reativa no ataque e sérias hesitações no meio-de-campo.

Foi preocupante a maneira como o Leão se confundia entre pressa e afobação, tornando-se presa fácil de contra-ataques do adversário amazonense. A dificuldade de entendimento entre Lucas Siqueira e Pingo na marcação foi o ponto mais visível da dificuldade azulina em se proteger.

Ao mesmo tempo, peças destacadas da última temporada – como Marlon, Wallace e Hélio Borges – não renderam o esperado, o que diminuiu o poder de fogo ofensivo. Ressalte-se que o baixo rendimento do trio está diretamente associado à consequência do surto de Covid (Marlon) e a lesões recentes (Hélio e Wallace).

O empate só veio depois de um esforço desmedido, mesmo contra um adversário que tinha um homem a menos, mas se protegia melhor quando atacado. Ao Remo, faltou naquela tarde mais agressividade, principalmente no segundo tempo. Caso investisse em busca do gol, certamente teria conseguido sem maiores atropelos.

O fato é que, para superar o Manaus (AM), o Remo não pode repetir falhas do último sábado (13/02), como exagerar na troca exagerada de passes laterais, que não trazem consequência nenhuma. Será necessário tomar as rédeas do jogo, impor pressão e aproveitar as chances criadas.

Um outro aspecto que pode ter influído na partida de ida foi a falta de alternativas de substituição. Bonamigo levou 7 suplentes, mas só recorreu uma vez ao banco, quando tirou Pingo e botou Dioguinho, de pífio desempenho no segundo tempo.

Jogadores promissores como Ronald, Warley, Pepê e David Lima, de boa técnica, estão pedindo passagem, mas o técnico, segundo suas próprias palavras, ainda desconhece suas características.

Ocorre que, para passar pelo Manaus (AM) e chegar à final com possibilidades de vencer, Bonamigo não terá outra saída a não ser descobrir rapidamente o que a garota tem a apresentar.

Blog do Gerson Nogueira, 18/02/2021

6 COMENTÁRIOS

  1. Quem redige essa coluna deve ser mucurento, não assistiu a partida anterior. O Remo dominou as ações e se complicou por falhas nas finalizações!
    O mesmo não ocorrerá hoje, com certeza!

  2. Obviamente que o título da Copa Verde (Se vier) não possui a representatividade do Campeonato Brasileiro da Série C, ainda mais da forma que perdemos para o Vila Nova. Gostaria de ter ganho muito mais o Brasileiro do que a Copa Verde.

    • Mas vai resultar em uma bela grana nas oitavas da copa do Brasil ano que vem, e ainda o Remo deverá jogar com um time de série A e esse jogo será televisionado para todo o Brasil.

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