Márcio Fernandes
Márcio Fernandes

Já fazia algum tempo que o Remo não desfrutava de um momento tão importante e positivo em campo como o que vivencia atualmente nos gramados. Apesar da derrota sofrida no meio da semana para o São José (RS), que acabou com sua invencibilidade na Série C do Brasileirão, a campanha azulina é digna de respeito e os próprios adversários apontam o Leão como forte candidato ao acesso e ao título.

Nesse contexto, um nome é considerado unânime como sendo o responsável pela evolução do time: o técnico Márcio Fernandes, que reinventou o estilo de jogo azulino, pegando uma equipe desacreditada e conseguindo encaixar os atletas na sua metodologia de trabalho.

Com o título do Parazão na bagagem como prova de rendimento, o treinador caiu nas graças do Fenômeno Azul, a quem revelou gratidão e créditos pelos resultados obtidos, ciente de que a caminhada no campeonato terá adversidades e barreiras em busca do objetivo.

Em uma breve análise da sua estadia pelo Baenão, Márcio Fernandes falou sobre o compromisso com o clube, o potencial do grupo e a interação com a torcida como fator determinante em campo.

No começo do Estadual, o Remo era um time bastante contestado pela oscilação apresentada em quase todos os setores em campo. Hoje, o time possui uma das melhores campanhas da Série C, além de ter permanecido invicto durante 8 rodadas na competição. Qual o seu papel em mudar essa situação, que é encarada como da água para o vinho?

Sobre o começo no Remo, sempre haverá dificuldades. No nosso caso, creio que a paciência em ditar nossa filosofia foi a nossa principal ferramenta. Isso requer bastante trabalho para fazer com os jogadores entendessem a forma do jogo, mesmo que as vitórias não viessem de forma imediata. Trouxemos alguns jogadores que já conheciam a nossa filosofia para uma assimilação mais rápida, trabalhos intensos, isso nos faz colher os frutos. Os resultados, às vezes, não vão ser do nosso gosto, mas o trabalho precisa ser para render em outras ocasiões.

Qual a metodologia utilizada para manter o Remo na linha de frente desta fase classificatória da Série C, algo inédito desde o retorno à competição, em 2016, que chega parecer ser fácil para quem acompanha somente os resultados em campo?

Nosso trabalho, metodologia, é de ter sempre a bola. Ela é o elemento principal da partida. Termos a posse, sair de trás com a bola dominada, isso nos dá mais fôlego para controlar a partida. É dessa forma que a gente trabalha, para não estagnar, mas evoluir. As jogadas ensaiadas não são por acaso. Sempre buscamos inovar, porque isso faz parte do futebol. A exaustão nos permite ser premiados com os resultados.

Você possui no currículo o título da Série C de 2015 com o Vila Nova (GO), que hoje é principal anseio do Clube do Remo. Baseado nessa campanha azulina, existe semelhança entre os dois grupos? De que forma a comissão técnica faz esse comparativo?

São grupos muito parelhos. Times de muita qualidade, de profissionais comprometidos acima de tudo com o clube. Aqui a diferença é um time muito competitivo, de muita luta, por conta da nossa chave também. São momentos diferentes, um conseguiu construir a sua história com o título; e agora, aqui, estamos tendo a chance de fazer o mesmo, que é o que todos queremos e corremos atrás para isso.

A torcida azulina abraçou de fato o grupo azulino. Hoje, o Remo possui a melhor média de público e maior público da competição. Os mais aficionados, aliás, o chamam de “Guardiola” do Baenão. Como você encara essa interação? Ajuda dentro de campo?

Sobre a torcida fazer essa comparação com o Guardiola, me sinto muito honrado, mas sou o Márcio Fernandes, é assim que trabalho. De qualquer forma, é uma honra ser lembrado como um treinador tão gabaritado. Essa relação com a torcida reflete no bom momento e que eles sabem que fazem parte. A torcida aqui vive o clube e essa união nos faz ser cada vez mais fortes na competição. Em campo, buscamos ser reflexo deles, do que nos mostram na torcida.

Mesmo com a carreira no profissional estabilizada, você possui reconhecimento também no trabalho de base. Seu lado formador de atletas pesou para restaurar a confiança da equipe, já que antes o time não time a mesma postura de antes? Concorda com isso?

Essa formação na base que tive, que foram 10 anos no Santos (SP), me dá uma condição boa de tratar com os jogadores, de poder falar de igual para igual, além de ter sido jogador também. Ajuda bastante, mas é em cima de trabalho que vamos ganhando confiança, porque o jogador te testa todo o dia e você tem que estar preparado, mostrar que é conhecedor do que quer que eles pratiquem.

Prestes a encerrar o primeiro turno da Série C e na ponta da chave, além do título do Estadual, como você avalia o seu trabalho à frente da comissão técnica até o momento, no decorrer desses 3 meses de Baenão?

É uma comissão de muito potencial, de muito valor e todos são pessoas com formação, que têm conhecimento teórico e prático do futebol. Isso nos dá uma garantia de um trabalho muito forte, porque passa aos nossos jogadores uma confiança de que o trabalho está dando certo e com resultados. Por isso, avalio como em processo de aprendizagem, mas com perspectiva de coisas grandes.

Diário do Pará, 16/06/2019

11 COMENTÁRIOS

  1. Só faço um senão ao trabalho do técnico do Remo. É a insistência com o Emerson Carioca, jogador de baixa qualidade técnica, depois de termos o Alex Sandro. Mas, de resto só elogios. Pra frente Leão!

  2. A torcida confia no seu trabalha, coisa que nao acontecia havia muito tempo, boa sorte!

  3. Souza tá certo essa insistência.no.jogador que não faz. Gol coloca Danilo bala Alexandro tiarinha jogando

  4. Eu fiz um comentário onde disse que esta série C 2019 está muito equilibrada, nesta rodada o Boa e o Atlético Acreano venceram e o Luverdense empatou com o Paysandu. A diferença entre Luverdense que é o último do Grupo B para o Paysandú que é o ultimo do G4 é de apenas 4 pontos. O Leão dividi a Liderança com o Juventude com 15pts, a partida decisiva que apontará o provável Líder será no duelo de reabertura do Evandro Almeida Remo x Juventude. O Leão deve seguir firme tocando a bola e evitar que o adversário faça gols, quem tem 15 pts em um Grupo muito equilibrado deve evitar que o adversário ameace o Paredão e faça gols, porque 24 pts será a pontuação para ficar no G4, daqui pra frente serão 10 duelos basta o Leão vencer mais 3 duelos que disputará o mata-mata, independente de vencer ou empatar os outros sete duelos. Acontece que a Fenômeno Azul quer Lotar o Mangueirão e ver o Maior do Norte como Lider do Grupo B e chegar ao acesso.

  5. O remo tá esperando muito atrás,precisa adiantar essa marcação aí,são José estudou o remo e conseguiu fazer com que o remo não jogasse nada,mas observaram a marcação deles pra cima do remo,foi do início ao fim marcando em cima,sem deixar o remo sair com a bola,tenho certeza que a mucura também tá estudando o remo,Márcio Fernando,precisamos adiantar nossa marcação trabalhar mais Forte nesse ponto,pra não sermos surpreendidos de novo!!

  6. Comparo o trabalho do Marcio Fernando estilo Jober Meira só que o Jober sai logo pra matar o jogo, também porque na época do Jober nos tinhamos dois atacantes bons um era Wilfredo e o Bira e dois laterais que cruzam bem que era o Marinho e o Luiz Florencio ai fica mais facil quem vinha de traz.

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