Rodrigo Salim (diretor do Nação Azul), Ricardo Rocha e Renan Bezerra (diretor de Marketing)
Rodrigo Salim (diretor do Nação Azul), Ricardo Rocha e Renan Bezerra (diretor de Marketing)

Com assessoria de Ricardo Rocha, ex-jogador da Seleção Brasileira, Remo e Paysandu devem se abrir ao mercado de investimentos com títulos de capitalização. Pelo menos, esse é o projeto do qual Ricardo Rocha tratou no meio da semana em Belém com os presidentes Fábio Bentes e Ricardo Gluck Paul.

Título de capitalização é uma forma de poupança programada, cujo resgate antes do prazo implica na perda de um determinado percentual. Para os clubes, funcionaria como aporte para estruturação. Por exemplo, construção e ativação de Centro de Treinamento.

Imaginamos que seja essa a ideia, mas isso exige novos avanços conceituais de gestão, no que a empresa de RR pode também contribuir com sua assessoria.

Atualmente, as formas de investimento do torcedores estão na compra de ingressos, mensalidade de sócio-torcedor e compra de produtos licenciados. São 3 fontes instáveis, que dependem o sucesso do time em campo.

O título de capitalização é uma modalidade que dá perspectiva de lucro e se pauta muito mais na racionalidade do que nos sentimentos do investidor. Um negócio que requer credibilidade e pode multiplicá-la, se funcionar corretamente.

O fato é que para crescerem, Remo e Paysandu dependem de aporte financeiro que os socorra em eventuais perdas de renda, como nos rebaixamentos, e para contínuos investimentos. A dupla Re-Pa tem mesmo que mergulhar no mercado para exploração do potencial de consumo das suas gigantescas e apaixonadas torcidas.

Fazer a base funcionar como indústria, com trabalho profissional no desenvolvimento de talentos é o caminho da autossuficiência econômico-financeira. Uma inspiração muito próxima é a Desportiva, de Marituba, que apesar de sua história recente, já tem frutos espalhados em grandes clubes do Brasil e de Portugal. Agora é o Carajás, de Luiz Omar Pinheiro, que desponta como referência nas categorias de base.

Coluna de Carlos Ferreira, O Liberal, 11/08/2019

4 COMENTÁRIOS

    • Meu filho, é aporte financeiro para estruturação e não para contratar jogadores !!! Abençoado !!! Tá difícil assim, interpretar o q a matéria diz ???

  1. O mais engraçado de tudo isso é que o REMO não consegue fazer nada sozinho , ou anda atrás do paissandu ou agora no lado. já provamos que sozinhos únidos somos muito fortes .basta acreditar nessa imensa torcida Não pára LEÃO 1

    • O grande problema nessa questão é que na maioria das vezes, parte da empresa a ideia de um acerto com os dois clubes juntos, pois não quer associar a sua marca a um time e deixar a torcida do outro “com raiva”, pois também quer que sejam seus consumidores. Sendo assim, para agradar a gregos e troianos, as empresas acabam fazendo sempre essa casadinha.

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