João Nasser Neto (Netão) – Foto: Sandro Galtran (Clube do Remo)
João Nasser Neto (Netão) – Foto: Sandro Galtran (Clube do Remo)

O Clube do Remo estreia nesta segunda-feira (05/01), na Copa São Paulo de Futebol Júnior, na categoria Sub-20. O time azulino está no Grupo 27 e enfrenta o Batalhão (TO), às 17h15, em Barueri (SP). O grupo conta ainda com Palmeiras (SP) e Monte Roraima (RR).

A delegação remista conta com 20 jogadores, que viajaram para encarar a principal competição da categoria do Brasil. No comando da equipe está o técnico João Nasser, o Netão, um dos profissionais mais experientes com a base no Pará, além de já ter assumido a equipe principal em algumas ocasiões.

Netão sabe da importância da base para qualquer clube, que ela pode ser uma fonte eterna de valores técnicos para a equipe profissional, assim como de recursos financeiros para o clube. Uma coisa não exclui a outra.

“A gente tem um pensamento em comum, que é a formação, que é acelerar o processo desses atletas. Também de que é importante negociar atletas para reverter em dinheiro, para reverter esses valores para a estrutura, fazer isso virar um ciclo para poder a gente vender jogadores constantemente e voltando em recurso financeiro melhoria da estrutura”, disse.

Em entrevista, ele falou sobre a situação da base paraense, de exemplos que podem ser seguidos, da importância de um Centro de Treinamento e estrutura necessária para a revelação de jovens talentos.

O Remo está no mesmo grupo do Palmeiras (SP), uma das referências da base brasileira. É o grande exemplo a ser seguido hoje em dia, já que era um clube com uma base considerada fraca, mas que investiu e agora colhe frutos com vendas milionárias e abastece o time com qualidade técnica?

Acredito muito que a gente precisa melhorar na nossa formação aqui nas primeiras categorias. Acho que é fundamental a gente dar importância para todas as categorias, não só o Sub-17 e o Sub-20, mas desde o começo, quando o garoto já começa a ter esse contato com o futebol de 11. O futsal faz essa transição para o futebol (de campo) e é importante que a gente dê essa importância desde o Sub-1l até o Sub-20. Acho que todas as categorias têm sua importância dentro do processo. O Palmeiras (SP) consegue fazer isso bem. É uma coisa que acho muito importante, é o currículo de formação do jogador e do treinador. Acredito muito que nas primeiras categorias tem que ter os melhores profissionais do clube, sendo bem pagos para poder conseguir construir atletas de qualidade, dentro desse processo de formação que vem lá de muito jovens. Acho que é fundamental isso, juntando com a estrutura de trabalho. Esse conjunto de circunstâncias acaba ajudando a gente conseguir fazer com que, no futuro, a gente tenha atletas.

Quando se fala em CT, sempre se associa ao profissional, mas um espaço exclusivo para treinos tem também um ganho enorme na base. Esse tipo de estrutura pode dar uma alavancada no trabalho da base quando estiver pronta?

Em relação ao CT, é importantíssimo a gente ter um lugar fixo para treinar, já sabendo o turno que a gente vai trabalhar, com material para treinamento. Isso facilita muito, mas não é só isso. Tem a questão também de dar uma estrutura em todas os componentes que a gente precisa para fazer com que o atleta melhore, questão de nutrição, fisiologia, questão da preparação física, questão do psicólogo, então são componentes que acabam se juntando em uma estrutura sólida, em um lugar fixo. A gente conseguindo fazer isso tudo em um só lugar, a gente consegue ter uma linha de montagem para poder fazer com o atleta melhore no espaço de tempo menor.

Você consegue fazer um paralelo entre o cenário atual do trabalho na base no futebol paraense e de quando você começou? Quais os avanços e o que ainda precisa melhora?

Em relação ao cenário atual da base, no Estado todo, estamos precisando ainda de uma estrutura melhor para treinamentos, que contenha tudo que é necessário para fazer o desenvolvimento do atleta. Em paralelo a isso, também a questão do intercâmbio com equipes do Nordeste, que é aqui mais próximo, já ajudaria muito a gente a ter um crescimento emocional para os atletas quando tiver essa exposição no profissional, já tendo passado por momentos importantes de campo.

Diário do Pará, 03/01/2026

2 COMENTÁRIOS

  1. Espero q a mentalidade do Remo em relacao a base realmente tenha mudado com a chegada do Braz. Qtos jovens promissores não vimos se perder sem retorno técnico e financeiro ao clube??, Jigadores de posicoes que hj estamos batalhando para contratar…..exs???: Vigia (Volante), Felipinho e Ricardinho (avante velocista), Jonilson (Zagueiro), kanu ( Centroavante), Gutty ( Meia armador) destaque da umtima copinha SP q o Leao jogou…hj nem lembramos mais deles…Enfim, vamos ver como essa nova administração profissional lida com a base.

  2. Outro porém importantíssimo relacionado a essa garotada é que são eles, mesclados com alguns reservas que vão jogar o Parazinho é a CV…então é dar mto apoio a essa molecada

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