Renan Malcher
Renan Malcher

O necessário processo de profissionalização do Remo avança a passos lentos há vários anos, alternando surtos de maior ou menor celeridade. A mudança de gestão no final de 2018 abriu uma brecha de oportunidade para que um grupo de especialistas em recuperação de empresas se aproximasse da diretoria azulina para tentar não apenas agilizar o desenvolvimento do clube, mas torna-lo sólido e irreversível.

Esse “comitê” é formado por 4 torcedores do Leão: os advogados Clovis Malcher Filho, Renan da Gama Malcher e André Meira, além do perito contador Marcos Haber. O quarteto possui larga experiência na recuperação de grandes grupos empresariais, com o histórico de ter já negociado mais de R$ 2 bilhões de passivos.

As conversas com o presidente Fábio Bentes começaram no final do ano passado, mas ganharam corpo nesta semana.

Inspirados na reestruturação econômico-financeira do Flamengo (RJ), o grupo vem costurando um planejamento para transformar a realidade do Remo a curto, médio e longo prazo. Para que isso aconteça, é necessário primordialmente romper com o passado.

“O primeiro passo consiste na disrupção da visão do Remo como um clube dos anos 90 para tratá-lo como um negócio do século 21. Para isso, é necessária a somatória de dois fatores: governança e controladoria com rigidez do orçamento. O Remo não pode mais achar que suas metas são pagar o futebol e ter estádio para ter onde jogar, mas sim maximizar as fontes de receita, com melhor exploração dos seus ativos. É pensar não só na venda dos ingressos, por exemplo, mas em todo o potencial de receita possível ao clube, pela geração de valor das suas áreas possíveis de atuação econômica e desenvolvimento da sua carteira de crédito”, explicou Renan Malcher.

O comitê de especialistas irá trabalhar com um conceito “binômio”, ou seja, mover-se simultaneamente em duas frentes: pagamento de 100% da dívida do clube e captação de investimentos aliada à diversificação das fontes de receita.

Para se chegar a esse ponto, será feito o levantamento do que o Remo deve, entre dívidas cíveis, triburárias e trabalhistas. Até 2017, esse valor girava em torno de R$ 4 milhões. O passo seguinte é a estruturação do plano unificado de pagamento, chamado pelo grupo de “Plano de Reengenharia Econômico-Financeira”, no qual serão apresentados aos credores as perspectivas de entrada de dinheiro e o fluxo de caixa do clube. Isso pode significar, inclusive, negociar a desobstrução de parte das rendas bloqueadas pela Justiça, o que daria mais fôlego aos cofres azulinos.

“Todo esse processo é muito similar ao que foi executado no Flamengo (RJ) durante a gestão Bandeira de Mello. Temos que trazer bons exemplos. Como também são Fortaleza (CE) e CSA (AL), mas para que isso aconteça é fundamental aliar governança e rigidez de orçamento. Isso deixa o ambiente mais propício para investidores, pois traz credibilidade e segurança jurídica e negocial”, ressaltou Renan.

O Baenão está no centro desse mecanismo para aumentar as fontes de receita. Há dois planos para o estádio, um a curto e outro a longo prazo. A divulgação deles será feita posteriormente, por meio de coletiva de imprensa.

“O Allianz Parque gera muita receita ao Palmeiras (SP) não somente pela venda de ingressos. Há uma grande arrecadação gerada por produtos e serviços oferecidos no estádio, feitas em conjunto com patrocinadores e empresas parceiras. É para isso que o Remo tem que olhar, para a geração máxima de valor do seu patrimônio”, concluiu o advogado.

Globo Esporte.com, 17/01/2019

17 COMENTÁRIOS

  1. Se tudo que falam pra tentar melhorar o clube agente que dá força .ai o camarada vem falar de ladainha. vamos apoiar o nosso clube do remo

  2. O problema é sempre pensar no passado,vamos acreditar que isso vai ser útil para o nosso clube

  3. Eu sonho que mude o pensamento arcaico da diretoria do clube! Aquele Condel puts grilla só sugando o Remo, todos querendo fazer politicagem! Fazendo de tudo para o presidente não ter sucesso pois eles sabem que se presidente tiver sucesso no clube como acesso! a torcida vai apoiar o novo presidente, e isso poderia ser o fim da mamata deles! Podem prestar atenção por exemplo o Zeca Pirão, Antonio mileo, Marco Antônio Pina(Magnata) e outros! sempre são candidatos nas eleições do nosso estado sempre se promovendo através da imagem do Remo! Agora te pergunto quanto eles investiram no clube do dinheiro deles!

  4. Verdade vamos sempre apoiar e nunca dar ouvidos a essas pessoas que só falam besteira de ladainha vai esse é torcedor de rádio

  5. São especialistas em recuperação de empresas (ligado a área falimentar), o que é muito diferente de um clube, principalmente pq tem que entender de gestão esportiva… seria bom se o Remo trouxesse consultoria da área esportiva.

  6. Ora ladainha. É uma idéia inovadora baseada em times em franco crescimento como CSA, Fortaleza e até mo flamengo. Se pode fazer melhor, compre ingressos pra ajudar o clube e se candidate à Presidente e tente fazer melhor.

  7. – O Remo sempre foi uma mina de ouro explorada por picaretas, chega, vamos mudar isto, vamos modernizar o nosso clube.

  8. O Clube do Remo é um talento desperdiçado. Temos que nos modernizar. Todos os clubes que levaram a sério esea modernização saíram da lama.

  9. Quem fala que isso é ladaínha não entende nada de empreendedorismo.
    Ano passado eu comentei essa capacidade de gerar recursos que o Remo tem(nosso rival tbm), porém pela falta de visão empreendedora e profissionalismo dos antigos gestores isso nunca foi explorado por aqui.
    Fico muito feliz em ler essa matéria porque é esse o caminho pro crescimento do Leão, para que volte a ter tempos de glória e alcance o tão almejado triunfo.
    Boa sorte ao grupo e parabéns pela iniciativa. Vai dar tudo certo porque essa torcida vai levantar esse time!
    Fé em Deus em primeiro lugar.

    Senti falta dos comentários do Felipe Vilhena. Haha

  10. Sim, temos que pensar à frente, o caminho é esse, se não deu certo uma, duas ou três vezes, há de dar um dia, porque não tem outra solução viável. Nada de ladaínha! Tem muito torcedor que não vai ao estádio, não compra produtos do Remo que prefere gastar com festa e cerveja, tudo bem, então que o Remo crie uma estratégia de fisgar esse torcedor, por exemplo, se o Remo fizesse uma casa de espetáculos, pegaria essa figura, o fato é que tem que ter receita e envolver de alguma forma o Remo nos negócios.

  11. isso chama-se gestão nos dias de hoje tem que ser assim amadorismo não tem mais lugar hoje em dias, vamos torcer para da certo para nosso LEÃO. deu certo para flamengo e palmeiras né?

  12. O estrume presta-se para dar “opinião” e ela é a mais desnecessária possível e não agrega dada ao Clube do Remo, PQP!!!
    Isso não é remista coisa nenhuma!!!
    O projeto ainda nem começou e a “Mãe Dinah” já está criticando. É F…!!!
    Vai dar certo, SIM, em nome de Jesus!!!
    Vamos sair dessa “areia movediça” mesmo com os pensamentos negativos dessas desgraças de “torcedores”!!!
    DEUS É MAIOR!!!

  13. É isso aí Roberto!
    Chega de pessimismo, estamos entrando em uma nova era no Clube do Remo e nós temos que acreditar sempre. Em breve seremos um clube com credibilidade, isso é essencial para podermos chegar no topo, tanto nas áreas administrativa e financeira, como na área esportiva. Tamo junto, acreditando sempre.
    Pra frente Leão!!!!

  14. Uma das iniciativas seria divulgar sua marca por cidades polos do estado , com estandes de produtos e jogos da categoria de base , quase todas as cidades têm seu estádio , e seria bom amistosos contra seleção municipal e uma loja volante , com estrutura para angariar sócios torcedores e tal

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