A noite em Belém foi de futebol em estado bruto, daqueles que misturam chuva, emoção, tensão e o imprevisível que só o futebol consegue oferecer. Em um Mangueirão lotado, o torcedor viu um duelo digno de grandes palcos nacionais.
O Remo começou fulminante, o Palmeiras (SP) reagiu com força e o empate em 1 a 1 acabou refletindo a intensidade de uma partida que teve de tudo – gol relâmpago, virada de domínio, chances claras e intervenções decisivas do VAR.
A partida era um dos destaques da grade da TV Globo em rede aberta, o que levou a emissora a alterar a programação prevista para todo o país. Com isso, o jogo que acabou sendo exibido em sinal aberto no Brasil passou a ser o empate entre Atlético (MG) e Botafogo (RJ), em substituição ao confronto disputado em Belém.
Nem mesmo a forte chuva que castigou a capital paraense e atrasou a partida em quase 2 horas diminuiu a intensidade do confronto entre azulinos e palmeirenses. Em um primeiro tempo movimentado, com chances para os dois lados e muita disputa física, as equipes foram para o intervalo empatando em 1 a 1.
O Remo começou a partida em alta rotação e precisou de menos de 2 minutos para incendiar o Mangueirão. Após cobrança de lateral, Zé Welison aproveitou a sobra na intermediária ofensiva e encontrou Yago Pikachu, que serviu Alef Manga na entrada da área. O atacante dominou e bateu cruzado, no canto de Carlos Miguel, abrindo o placar para o Leão.
Embalado pela torcida, o time azulino seguiu pressionando e ainda assustou em cobrança ensaiada de falta com Patrick e, minutos depois, em boa chegada de Jajá, que obrigou Carlos Miguel a fazer importante defesa.
Depois do impacto do gol sofrido, o Palmeiras (SP) passou a controlar mais a posse de bola e aumentou a presença ofensiva, explorando principalmente as jogadas de velocidade com Jhon Arias e Ramón Sosa.
Aos 16 minutos, Sosa chegou a finalizar cara a cara com Marcelo Rangel, mas o lance já estava invalidado por impedimento.
O empate veio aos 23 minutos, em um lance de erro azulino no meio-campo. Patrick tentou o passe, mas entregou a bola nos pés de Allan, que acionou Ramón Sosa na entrada da área. O atacante arriscou forte, a bola desviou na marcação de Duplexe Tchamba e enganou Marcelo Rangel antes de morrer no fundo das redes.
Após o empate, o duelo ficou ainda mais equilibrado. O Palmeiras (SP) quase virou em finalização perigosa de Flaco López, enquanto Allan obrigou Marcelo Rangel a fazer grande defesa depois de bela jogada individual de Arias.
Do lado azulino, Yago Pikachu seguia sendo uma das principais armas ofensivas e quase encontrou Marcelinho em cruzamento perigoso já nos minutos finais.
A reta final do primeiro tempo ainda teve reclamação de um possível pênalti para o Remo após a bola resvalar no braço de Marlon Freitas dentro da área, mas a arbitragem mandou o jogo seguir.
Antes do intervalo, Arias ainda tentou colocar o time palmeirense em vantagem em chute colocado defendido por Marcelo Rangel.
Logo no início da etapa final, o Remo assustou. Aos 2 minutos, Patrick finalizou forte após jogada de Zé Ricardo e obrigou Carlos Miguel a grande defesa, colocando para escanteio. Na cobrança de Mayk, Marcelinho ainda acertou o travessão em cabeçada, levando o Mangueirão ao delírio.
O Palmeiras (SP) respondeu rápido, criando chances com Sosa e Arias, mas parando em finalizações imprecisas ou na defesa azulina.
O duelo ganhou novo rumo aos 26 minutos, quando o VAR entrou em ação para revisar um lance entre Zé Ricardo e Andreas Pereira. Após análise no monitor, o árbitro retirou o cartão amarelo que havia aplicado ao volante do Remo e mostrou o vermelho direto, deixando a equipe remista com um jogador a menos em um momento decisivo da partida.
Mesmo em desvantagem numérica, o Remo ainda tentou reagir com Jajá, que arriscou de fora da área e obrigou defesa segura de Carlos Miguel.
Do outro lado, o Palmeiras (SP) aumentou a pressão com escanteios, cruzamentos e presença constante na área adversária, mas esbarrou na boa organização defensiva azulina e nas intervenções do goleiro Marcelo Rangel.
O lance mais polêmico do jogo veio aos 50 minutos. Após cobrança de escanteio de Giay, Bruno Fuchs finalizou forte e marcou o que seria o gol da virada. No entanto, após revisão do VAR, o árbitro anulou o lance ao identificar toque de mão de Flaco López na origem da jogada, mantendo o empate no placar.
O empate fez o time paulista chegar aos 34 pontos e seguir na liderança da competição, mas com a sensação de oportunidade desperdiçada para abrir uma vantagem ainda mais confortável sobre os concorrentes diretos, enquanto o Remo chegou aos 12 pontos, permanecendo na zona de rebaixamento, ainda pressionado na luta para deixar a parte inferior da tabela.
Diário Online, 10/05/2026


