Presidente detalhou conversas realizadas após o acesso à Série A e apontou questões financeiras e contratuais nas tentativas de permanência do treinador e do atacante.
Da redação do Remo 100%
Duas das principais mudanças realizadas pelo Remo na montagem do elenco para 2026 voltaram ao debate. O presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, revelou detalhes das negociações que terminaram sem acordo para as permanências do técnico Guto Ferreira e do atacante Pedro Rocha após o acesso à Série A.
Em entrevista ao programa Jogo Aberto Pará, da RBATV, repercutida pelo Diário Online, Tonhão apontou questões financeiras e contratuais que dificultaram a permanência dos dois profissionais.
Negociação com Guto teve entraves
Guto Ferreira comandou o Remo na campanha que terminou com o acesso à elite e havia possibilidade de continuidade do trabalho em 2026.
Segundo Tonhão, entretanto, a negociação acabou prejudicada por uma questão relacionada à multa rescisória e pelo impacto financeiro que o novo acordo representaria para o clube.
O presidente afirmou ainda que só posteriormente tomou conhecimento de um motivo específico que teria dificultado as tratativas.
A negociação naquele período era conduzida pelo então executivo de futebol Marcos Braz. Tonhão, porém, não atribuiu nominalmente ao ex-dirigente a responsabilidade pelo desfecho.
Sem acordo para a renovação, Guto deixou o Baenão e o Remo iniciou a nova temporada sob outro comando.
Pedro Rocha queria permanecer, diz presidente
A situação de Pedro Rocha teve características diferentes.
Principal destaque ofensivo da campanha do acesso, o atacante terminou a temporada valorizado. De acordo com Tonhão, Pedro demonstrava interesse em continuar no Remo, mas também indicava a necessidade de melhorias na estrutura oferecida pelo clube.
O jogador já possuía negociação com o Coritiba (PR) e, segundo o presidente azulino, a proposta para sua permanência também envolveu uma pedida elevada de luvas para pagamento imediato.
As condições acabaram ficando acima do que o Remo considerava viável naquele momento e não houve acordo.
Saída do atacante teve versões diferentes
Os bastidores da saída de Pedro Rocha receberam explicações diferentes ao longo do tempo.
O próprio jogador posteriormente negou que tivesse pedido para deixar o Remo. Também contestou versões de que sua família não estaria adaptada a Belém, afirmando que ele e a esposa gostavam da cidade.
A declaração divergiu de uma versão apresentada anteriormente por Marcos Braz. Em entrevista ao Charla Podcast, o ex-executivo azulino afirmou que Pedro Rocha queria deixar o clube e havia pedido para sair.
As declarações mais recentes de Tonhão acrescentam novos elementos à história, mas não eliminam a divergência entre as versões apresentadas pelos envolvidos.
As escolhas feitas depois das duas saídas
As negociações frustradas também ganham outra dimensão quando comparadas às escolhas feitas pelo Remo para substituir dois dos protagonistas do acesso.
Guto Ferreira assumiu o Leão na reta final da Série B de 2025 e comandou uma arrancada decisiva. Foram apenas 10 partidas, mas com 7 vitórias, desempenho que ajudou a levar o clube à 4ª colocação e confirmou o retorno à Série A depois de 32 anos.
Apesar do resultado, treinador e clube não chegaram a um acordo para a continuidade do trabalho.
Para iniciar 2026, a diretoria apostou no colombiano Juan Carlos Osorio. O trabalho durou aproximadamente 3 meses e terminou no início de março. Léo Condé assumiu na sequência e permaneceu até setembro, quando deixou o cargo em meio à queda de rendimento do time no Campeonato Brasileiro.
Agora, Thiago Carpini é o 3º treinador do Remo somente em 2026 e recebeu a missão de tentar evitar o rebaixamento nas 10 rodadas finais.
No ataque, a saída de Pedro Rocha também representou a perda de um dos grandes protagonistas do acesso. O atacante terminou a Série B de 2025 como artilheiro isolado da competição, com 15 gols, além de encerrar a campanha como uma das principais referências ofensivas do time.
Para a temporada de retorno à elite, Alef Manga chegou ao Baenão como uma das principais contratações para o setor. O atacante disputou 40 partidas, marcou 6 gols e participou de todas as primeiras 28 rodadas do Brasileirão, mas encerrou sua passagem antes do fim da temporada depois de um novo episódio de afastamento na carreira.
No Remo, a decisão ocorreu após a discussão com o capitão Marllon depois da derrota para o Santos. A defesa de Manga reconheceu a discussão, mas negou que tenha ocorrido agressão física.
O episódio se soma a situações diferentes vividas pelo atacante nos clubes anteriores. No Avaí (SC), Manga também terminou sua passagem afastado do elenco profissional. Antes disso, quando pertencia ao Coritiba (PR), ficou 360 dias suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após admitir ter recebido dinheiro para provocar um cartão amarelo, em caso relacionado à Operação Penalidade Máxima.
As circunstâncias desses episódios foram diferentes, mas o desfecho no Remo significou que o clube também chegou à reta final da temporada sem o atacante contratado para ocupar um espaço importante deixado no setor ofensivo.
Decisões voltam ao debate em momento decisivo
As declarações de Tonhão, portanto, recuperam duas decisões importantes tomadas na transição entre o acesso e o retorno à Série A.
Isso não significa que a permanência de Guto Ferreira ou Pedro Rocha necessariamente produziria resultados diferentes em 2026. O que pode ser constatado é que as alternativas escolhidas pelo clube também não tiveram continuidade durante toda a temporada.
Osorio e Condé já deixaram o comando técnico e Carpini tenta agora recuperar a equipe. No ataque, Manga também saiu antes do encerramento do campeonato.
Com o Remo na vice-lanterna da Série A, com 23 pontos, e apenas 10 partidas restantes, as escolhas realizadas na montagem do projeto para a elite voltam naturalmente ao debate.
O desafio imediato, porém, está no presente. Carpini e o elenco que permaneceu terão a missão de tentar recuperar em 10 rodadas a distância construída ao longo do campeonato e manter o Leão na Série A.
Com informações do Diário Online, Jogo Aberto Pará (RBATV), Globo Esporte e Clube do Remo.



Não são confiáveis esses dirigentes, temos enumeras ocasiões que mostraram o despreparo deles, portanto para mim isso é papo furado!!
Se o presidente do clube não sabe as tratativas da renovação do principal responsável pelo acesso , pobre clube, estamos lascado mesmo e depois vem com o papo furado do alto custo do gordinha, sendo que pagou muito mais caro trocando dois técnicos. Quanta baboseira!
queria dizer gordiola com todo respeito ao mister.
So para constar: Acho q o grupo do Tonhao / Bentes salvou o Remo de um poço sem fundo na área administrativa e financeira…e espero q o Grupo permaneça na próxima eleição. Dito isso, o profissionalismo como gestão na parte do futebol nao existe…é amadorismo puro. E essas declarações do Tonhao mostra isso. Nao vê q nao tem cabimento?, o Gordiola iria ganhar 500M, com uma multa rescisória d 2 salários q seria de 1Milhao…ah, financeiramente inviável. Inviável???..Me traz o Ozônio, ganhando em dolar numa média de 700M e recisao de 2 salários ( 1,4Milhao)…Condó ganhando 600M e tecisao de 1,2 Milhão…q Porra de financeiro nao podia é esse. Mesmo caso do PR, ao invés de trazer jogadores como Pikachuva, Manga, Bueno, Tanques…q nao foram / são baratos, podia ter mantido o PR e o Hernandez ( q tb saiu por alegação de financeiro). Enfim…desculpas esfarrapadas para tentar cobrir o amadorismo e a falta de comando forte dentro do futebol. Agora (apesar d mto dificil) é fazer como nos 2 anos anteriores: torcer para q o Carpini, incorpore o Gordiola / Pai Santana e nos mantenha na A.
Exatamente isso DJR. Eu acho que o presidente aí, não ouvi o que ele próprio fala! Se ele ouvisse a baboseira que ele fala, ele parava de falar!
Ei Djr, tu continuas divulgado informações ERRADAS, estás confundindo INDENIZAÇÃO (multa) por quebra de contrato com montante de RESCISÃO (tudo que o trabalhador tem a receber no seu desligamento, inclusive a MULTA).
Tu citas o Condé com salário de 600k. Ele foi contratado em 4/03/2026 e teve sua rescisão com o Remo em 15/09/2026, significando 6,3 meses trabalhados. Ele levou 1,2 milhão de reais de montante de RESCISÃO (*1).
Calculando o montante da RESCISÃO dele.
MULTA ou indenização (1 salário) = 600k
Salário de setembro = 1 / 2 x 600k = 300k
13º proporcional = 6,3 / 12 x 600k = 325k
RESCISÃO= 600k + 300k + 325k = 1,215M
Exatamente os 1,2 milhão de reais que o Condé recebeu em sua RESCISÃO.
Portanto, tanto o Osório quanto o Condé tiveram direito de 1 salário de indenização (multa) por quebra de contrato.
Se o Remo tivesse fechado com o Guto Ferreira MULTA por quebra de contrato de 2 salários (2x500k), certamente teria que provisionar pagamento futuro acima de 1,5 milhão na rescisão, considerando multa, salário e encargos.
Caso ainda tenhas dúvidas, no Google tem explicações precisas, faz lá a seguinte pergunta “o que tem no cálculo de RESCISÃO de contrato”.
(*1) Montante na RESCISÃO = 1 salário de MULTA (indenização) + SALÁRIO proporcional aos dias trabalhados no mês da rescisão + FÉRIAS proporcionais + 1/3 constitucional + 13º proporcional +
outros encargos conforme direito
O elenco e a comissão técnica tiraram férias durante a copa do mundo 2026.
É sabido que o Marco Braz foi o principal comandante do acesso do Remo, ficou mais poderoso, intocável, em suas mãos foi dado o poder de contratar a comissão técnica e montar o elenco da série A.
Nitidamente o Braz não fez maior esforço para garantir o Pedro Rocha no plantel, ao ponto de apresentar uma proposta aquém da expectativa do jogador protagonista principal do acesso e artilheiro da última série B. Lembro que o Pedro Rocha queria ficar no Remo, ele aguardou em Belém nas suas férias a melhoraria da proposta à ele oferecida pelo Marco Braz, mas não evoluiu.
Então o Marco Braz surgiu com o nome do desqualificado Alef Manga, como um recado ao Pedro Rocha para esquecer o Remo e procurar outro clube, assim ele acabou fechando com o Coritiba, uma perda muito grande ao time da série A.
Isso foi a gota d’água para estremecer a relação do Marcelo Braz com diretoria, posteriormente culminou na sua saída do Remo quando exigiu na sua renovação 2 salários de indenização (multa) por quebra de contrato, algo que a diretoria do Remo não aceitou.