Antônio Carlos Teixeira (Tonhão) – Foto: Samara Miranda/Clube do Remo
Antônio Carlos Teixeira (Tonhão) – Foto: Samara Miranda/Clube do Remo

Presidente do Remo acusa falta de critérios nas decisões dos árbitros, questiona dirigentes da entidade e revela sentimento de impotência ao encerrar mandato.

Da redação do Remo 100%

O presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, fez duras críticas à arbitragem brasileira e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em entrevista à Rádio Liberal+, nesta quarta-feira (04/11), o dirigente afirmou que o Remo foi prejudicado por decisões dos árbitros ao longo da temporada e demonstrou insatisfação com a atuação da entidade responsável pelo futebol nacional.

Tonhão questionou a falta de uniformidade nos critérios adotados pela arbitragem e relatou que reuniões com representantes da CBF não produziram as respostas esperadas. Na avaliação do presidente azulino, existe corporativismo entre os responsáveis pelo setor.

“Existe um corporativismo grande entre eles. Sempre tem uma desculpa, mas essas desculpas não são aplicadas em outros jogos”, criticou.

Presidente cobra dirigentes da CBF

As reclamações também foram direcionadas ao presidente da CBF, Samir Xaud, natural de Roraima, e ao vice-presidente Ricardo Gluck Paul, representante do Pará na direção da entidade.

Tonhão afirmou que esperava maior atenção ao futebol da Região Norte com a presença de dirigentes ligados à região nos principais cargos da Confederação, mas considera que essa expectativa não foi atendida.

Para ilustrar sua insatisfação, o presidente relatou um episódio envolvendo um dirigente azulino que, durante uma viagem ao Rio de Janeiro para enfrentar o Fluminense (RJ), encontrou Samir Xaud em uma conexão aérea.

Segundo Tonhão, o presidente da CBF teria perguntado contra quem o Remo jogaria, demonstrando desconhecimento sobre o compromisso da equipe.

“Para você ver como somos tratados e olhados”, lamentou.

“Pagamos para sermos roubados”

Um dos momentos mais contundentes da entrevista ocorreu quando Tonhão abordou as despesas que os clubes precisam assumir para receber as equipes de arbitragem.

O dirigente afirmou que o Remo arca com custos de passagens, deslocamento e hospedagem dos profissionais escalados para os jogos em Belém, mas considera que o clube não recebe o tratamento adequado dentro de campo.

“Acabamos pagando para sermos roubados, sacaneados. Isso é que revolta! O Pará faz parte do Brasil e essa torcida fanática merece respeito”, declarou.

Sentimento de impotência ao deixar o Remo

Em reta final de mandato, Tonhão também demonstrou frustração por não conseguir modificar uma situação que considera prejudicial ao clube.

O dirigente afirmou que o desgaste provocado pelas reclamações e pela dificuldade de obter respostas da entidade contribui para o sentimento de impotência com que encerra sua passagem pela presidência azulina.

“Saio com esse sentimento de impotência com esses desmandos”, desabafou.

As declarações acontecem em um momento decisivo para o Remo, que luta contra o rebaixamento na Série A. O próximo compromisso será nesta quinta-feira (05/11), contra o Palmeiras (SP), fora de casa, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com informações de O Liberal.

Não perca nenhuma notícia do Clube do Remo
Entre nos canais do Remo 100% e receba as principais atualizações direto no seu celular.
Todos os comentários passam por moderação. A publicação pode levar algumas horas. Críticas são bem-vindas, mas ataques pessoais, ameaças, discriminação e acusações sem comprovação não serão publicados. Não é necessário reenviar o comentário.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor informe seu comentário!
Por favor informe seu nome aqui