Remo e Fluminense (RJ) não se enfrentam há 40 anos. A última vez foi em 1986, em jogo que terminou empatado em 1 a 1. Os tempos eram outros. Ao contrário da situação atual, os azulinos disputavam com assiduidade a elite nacional e jogar com o adversário carioca não era novidade.
Agora, após a ausência de 32 anos da Série A, o Leão luta para se consolidar na competição e encara o confronto desta quinta-feira (12/03) como grande oportunidade para subir na classificação. Com 3 pontos e iniciando a rodada na 16ª posição, pontuar em casa é missão obrigatória.
A entrada em cena de um novo técnico é outro fator de expectativa no Remo. Léo Condé, que comandou o Ceará (CE) na Série A 2025, caindo ao final, tem a responsabilidade de dar mais equilíbrio ao time, tornando-o mais competitivo, com qualidade ofensiva e segurança na zaga.
Sob a direção de Juan Carlos Osorio, o Remo foi errático e instável, principalmente nas finalizações. Perdeu para o Vitória (BA) e obteve 3 empates na sequência, contra Mirassol (SP), Atlético (MG) e Internacional (RS), mostrando sinais positivos quanto à força de ataque, mas sempre muito vulnerável na defesa.
Na estreia de Condé, o Remo deve finalmente ter uma escalação “normal”, depois das excêntricas formações de Osorio. O novo treinador costuma trabalhar com o 4-3-3 ou o 4-4-2, o que abre possibilidade de uma linha com João Lucas, Marllon, Klaus (Thalisson) e Sávio.
Para o meio-campo, improdutivo e dispersivo nos jogos finais do Parazão, tudo leva a crer na utilização de um quarteto formado por Patrick de Paula, Zé Ricardo, Leonel Picco e Vitor Bueno. No ataque, Alef Manga e João Pedro. As triangulações do time de Luis Zubeldia pelo meio, comandadas por Lucho Acosta, devem receber atenção especial da marcação remista.
O desdobramento do jogo deve permitir o aproveitamento de Yago Pikachu, Nico Ferreira, Diego Hernandez e Jajá, todos rápidos e capazes de imprimir uma aceleração maior no segundo tempo.
O Remo tem a chance de abrir um novo ciclo na competição e, ao mesmo tempo, superar os traumas do insucesso no Parazão. Não poderia haver um adversário mais adequado – o Fluminense (RJ) é um dos times mais fortes do Brasileirão, capaz de jogar bem tanto como mandante como visitante.
Força do adversário está no meio-campo
Após perder o título carioca para o Flamengo (RJ), nos pênaltis, no domingo (08/03), o Fluminense (RJ) vem enfrentar o Remo em busca de uma vitória que melhore seu posicionamento no Brasileirão, ocupando a 6ª colocação, com 7 pontos.
Desde a chegada de Zubeldia, o time se tornou mais sólido nas ações de ataque, a partir de uma linha de meio-campo formada por meias de grande habilidade, como Savarino e Acosta.
Na frente, destaque para os velozes Canobbio e John Kennedy. Nem a perda de John Arias fez o Fluminense (RJ) se tornar menos agressivo. A base do último Brasileirão, quando terminou em 5º lugar, continua a funcionar e a garantir atuações bastante satisfatórias.
Blog do Gerson Nogueira, 12/03/2026


