Em permanente conflito com a torcida do Remo, o técnico Juan Carlos Osorio recebeu novamente um coro de vaias ao término da partida contra o Internacional (RS), nesta quarta-feira (25/02), no Mangueirão.
Não errou como nos jogos contra Mirassol (SP) e Paysandu, quando optou pela cautela e acabou se contentando com empates. Desta vez, o Leão mostrou um ordenamento mínimo, enfrentando um grupo de bons jogadores de meio e ataque do time gaúcho, o que não permitia tempo para respirar. A todo instante o setor defensivo do Remo era testado pelas jogadas em velocidade de Carbonero, Vitinho e Borré.
As limitações da zaga e a ausência de cobertura mais efetiva têm a ver com as formulações do colombiano, mas não podem ser atribuídas exclusivamente a ele. O problema é que a dobra pela direita deixou patente a falta de resultado prático para a ideia do técnico.
Lançar Marcelinho mais adiantado não diminuiu a esperada pressão exercida pelo lado mais poderoso do adversário. Pior: fez com que o meio ficasse sobrecarregado, forçando uma mudança de postura na segunda etapa.
O torcedor também se incomoda com a utilização pouco produtiva do atacante Yago Pikachu. Jogador experiente, que consegue atuar bem na construção e na finalização de jogadas, tem entrado sempre na reta final dos jogos no Brasileirão, quando os azulinos começam a se desfigurar com as substituições.
Algo precisa ser feito para que o paraense contribua para o time, mostrando as qualidades e virtudes que todos conhecem. O Re-Pa é a próxima chance de buscar uma solução para o enigma.
Blog do Gerson Nogueira, 26/02/2026


