Diretoria apoiou mudança da CBF e acredita que novo limite poderá abrir espaço para contratar jogadores de outros países já adaptados ao futebol brasileiro.
Da redação do Remo 100%
A decisão do Remo de votar a favor da redução gradual do número de estrangeiros relacionados nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro tem uma explicação que passa diretamente pela estratégia de mercado do clube para as próximas temporadas.
Mesmo depois de montar um elenco com forte presença de jogadores de outros países em 2026, a diretoria azulina entende que a nova regra poderá criar oportunidades de contratação.
Segundo apuração do Globo Esporte, a avaliação interna é de que clubes que possuem grande número de estrangeiros poderão precisar liberar alguns desses atletas para se adaptar aos novos limites.
Com isso, o Remo acredita que poderá encontrar no mercado jogadores estrangeiros de qualidade que já estejam adaptados ao futebol brasileiro, tanto para contratação definitiva quanto por empréstimo.
A expectativa azulina é de que a mudança possa criar uma janela interessante principalmente a partir das próximas temporadas.
Limite começará a cair em 2027
Atualmente, cada clube pode relacionar até 9 estrangeiros por partida nas competições nacionais.
A mudança aprovada por clubes e federações prevê uma redução gradual – até 8 estrangeiros por partida em 2027, até 7 em 2028, até 6 em 2029 e, finalmente, até 5 em 2030.
A regra não limita o número de estrangeiros que um clube pode manter sob contrato. A restrição vale para a quantidade de atletas de outros países que podem constar na súmula de cada partida – seja como titular ou no banco de reservas.
O Remo atualmente possui 6 estrangeiros no elenco – Andrés González, com idade Sub-20; Duplexe Tchamba, Tassano, Franco Catarozzi, Leonel Picco e Galeano.
Entre os jogadores utilizados regularmente pela equipe principal estão Tchamba, Picco e Galeano.
Com 6 estrangeiros sob contrato, portanto, o Remo já estaria dentro do limite de 8 jogadores que passará a valer em 2027.
Mudança pode movimentar mercado
A situação é diferente em outros clubes da Série A. Equipes com 10 ou mais estrangeiros no elenco poderão precisar reavaliar seus grupos nos próximos anos, principalmente à medida que o limite cair até chegar a 5 relacionados em 2030.
É justamente nesse movimento que o Remo identifica uma oportunidade. Em vez de abandonar o mercado internacional, o clube poderá direcionar a busca para atletas que já passaram pelo processo de adaptação ao Brasil e, eventualmente, perderem espaço em equipes com número maior de estrangeiros.
A estratégia chama atenção porque o Remo aumentou significativamente sua presença no mercado internacional nas últimas temporadas e fez de Picco, argentino contratado em 2026, o maior investimento da história do clube.
Assim, a votação favorável à redução não representa necessariamente uma mudança de direção na política de contratações. Na avaliação da diretoria, a própria restrição pode criar novas possibilidades para o Remo explorar esse mercado.
Com informações do ge e da CBF.


