Levantamento reúne arrecadação em 5 competições e aponta mais de R$ 15 milhões somente nos jogos do Leão pela Série A.
Da redação do Remo 100%, em 11/09/2026
Dentro de campo, o Remo atravessa uma temporada de grandes desafios. Nas arquibancadas, porém, a força do Fenômeno Azul continua produzindo números expressivos.
Um levantamento apresentado pelo jornalista Carlos Ferreira, em O Liberal, aponta que o clube acumula aproximadamente R$ 20,2 milhões em receitas líquidas de bilheteria em 2026.
A soma considera partidas disputadas pela Série A do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Campeonato Paraense, Super Copa Grão-Pará e Copa Norte.
Somente na Série A, o valor líquido acumulado já ultrapassaria R$ 15 milhões.
Flamengo-RJ foi exemplo da força nas arquibancadas
Um dos maiores exemplos aconteceu no último domingo, diante do Flamengo (RJ), quando o Mangueirão recebeu 51.567 pessoas, sendo 46.542 pagantes e 5.025 gratuidades.
A renda bruta chegou a R$ 6.213.600,00. Depois de R$ 1.438.049,26 em despesas, o borderô oficial registrou R$ 4.775.550,74 de renda líquida para o Remo.
Mesmo com o time ocupando a zona de rebaixamento, mais de 50 mil pessoas acompanharam o confronto. O cenário reforça uma característica que vem acompanhando o clube ao longo da temporada – a capacidade de mobilizar grandes públicos independentemente do momento esportivo.
Série A concentra maior arrecadação
Segundo o levantamento, mais de R$ 15 milhões dos R$ 20,2 milhões foram obtidos somente nas partidas relacionadas à Série A.
O retorno do Remo à principal divisão do futebol brasileiro depois de mais de três décadas aumentou naturalmente a procura por ingressos, especialmente nos confrontos de maior apelo.
Ao mesmo tempo, a presença constante da torcida transformou o mando de campo em uma importante fonte de receita.
O resultado financeiro também ajuda a mostrar por que o tamanho da torcida aparece frequentemente no discurso da diretoria quando o clube aborda investimentos e capacidade de atração no mercado.
Receita vai além do resultado esportivo
A arrecadação não depende apenas de vitórias e a derrota para o Flamengo (RJ) é um exemplo claro disso. Mesmo com o resultado negativo e a situação complicada na tabela, o jogo representou uma das maiores movimentações financeiras da temporada.
Esse comportamento amplia o valor comercial do clube. Estádios cheios significam não apenas receita direta com ingressos, mas também maior exposição para patrocinadores, parceiros e potenciais investidores. É um patrimônio que vai além dos pontos conquistados dentro de campo.
Cinco competições ajudam a formar a conta
O levantamento de R$ 20,2 milhões reúne receitas líquidas obtidas em diferentes momentos da temporada. Além da Série A do Campeonato Brasileiro, entram na soma os jogos pela Copa do Brasil, Campeonato Paraense, Supercopa Grão-Pará e Copa Norte.
A participação em várias competições, aliada à capacidade de mobilização da torcida, ajudou a construir uma fonte relevante de recursos ao longo do ano. O peso maior, contudo, está justamente no Brasileirão.
Mangueirão ainda terá 6 jogos
A temporada ainda pode ampliar consideravelmente esse valor. O Remo tem 6 partidas restantes como mandante na Série A, todas no Mangueirão.
O Leão ainda receberá Santos (SP), Grêmio (RS), RB Bragantino (SP), Botafogo (RJ), Chapecoense (SC) e Corinthians (SP). Em uma reta final de luta contra o rebaixamento, esses jogos terão importância esportiva evidente, mas também representarão novas oportunidades de arrecadação.
Se dentro de campo o Remo precisa de uma grande arrancada para permanecer na elite, fora das quatro linhas uma força já está consolidada – a capacidade do Fenômeno Azul de transformar o Mangueirão em um dos principais ativos do clube.
Com informações da coluna de Carlos Ferreira, em O Liberal.


