Leão sofreu com domínio do Atlético-MG antes do intervalo, ganhou agressividade com as substituições e encontrou forças para buscar o empate no Mangueirão.
Da redação do Remo 100%, em 08/08/2026
O empate em 2 a 2 com o Atlético (MG) revelou duas versões distintas do Remo no Mangueirão. Depois de recuar excessivamente e permitir que o adversário controlasse o primeiro tempo, o Leão ganhou agressividade com as mudanças realizadas por Léo Condé e conseguiu buscar a igualdade na etapa final.
O contraste entre os dois períodos reforçou a avaliação feita por Gabriel Taliari após a partida. Autor do gol de empate, o atacante reconheceu a evolução depois do intervalo, mas alertou que uma equipe da Série A não pode apresentar comportamentos tão diferentes dentro do mesmo jogo.
Pouca posse, mas presença ofensiva
Depois de abrir o placar com Jajá logo aos 2 minutos, o Remo baixou suas linhas e entregou o controle territorial ao Atlético (MG). Na primeira etapa, o time mineiro registrou 73% de posse de bola e completou 390 passes, diante de 27% de posse e 117 passes certos da equipe azulina.
A diferença, entretanto, não significou ausência de produção ofensiva. O Remo terminou o primeiro tempo com 6 finalizações, contra 5 adversárias. Cada equipe acertou o alvo 2 vezes.
Os números mostram que o problema esteve menos na capacidade de chegar ao ataque e mais na dificuldade para conservar a bola, escapar da pressão e controlar o ritmo da partida. O Leão buscava acelerar assim que recuperava a posse, mas não conseguia sustentar suas ações no campo ofensivo.
Com liberdade para circular a bola, o Atlético (MG) passou a explorar os espaços no lado esquerdo da defesa azulina. Foi por aquele setor que surgiram as jogadas dos gols de Reinier e Bernard, marcados em um intervalo de apenas 4 minutos.
Mudanças transformam o Remo
Léo Condé modificou a equipe no intervalo, promovendo as entradas de David Braga e Alef Manga nos lugares de Leonel Picco e Matheus Alexandre. Yago Pikachu foi deslocado para a lateral direita e o Remo voltou para a etapa final com postura mais agressiva.
A mudança apareceu também nas estatísticas. O Leão passou a ter 59% da posse de bola e finalizou 6 vezes no segundo tempo. O Atlético (MG) ficou com 41% e registrou 5 conclusões.
Mais presente no campo adversário, o Remo conseguiu pressionar a saída atleticana e reduzir os espaços para a troca de passes. A entrada de Vitor Bueno aumentou a capacidade de criação e teve efeito imediato – pouco depois de entrar, o meia encontrou Taliari livre para marcar o gol que definiu o empate.
Destaques individuais
Jajá recebeu a maior nota entre os jogadores do Remo, com 7,7 no SofaScore. Além de abrir o placar, o atacante terminou a partida com 3 finalizações, sendo 2 no alvo, além de 1 passe decisivo e 5 conduções progressivas.
Gabriel Taliari alcançou a nota 7,3 na plataforma. Autor do segundo gol azulino, o camisa 19 finalizou 3 vezes, sofreu 3 faltas e venceu 4 dos 6 duelos aéreos que disputou, consolidando-se como referência no ataque durante os 90 minutos.
Zé Welison recebeu nota 7,1. Entre os jogadores que começaram no banco, Vitor Bueno e Alef Manga também tiveram participação importante na reação, respectivamente, com avaliações 7,1 e 7,0.
Reação aponta caminho, mas equilíbrio ainda preocupa
O Remo não controlou toda a partida, mas encontrou no segundo tempo a intensidade e a presença ofensiva que haviam faltado antes do intervalo. A reação evitou a derrota, mas não foi suficiente para tirar a equipe da zona de rebaixamento.
Com 22 pontos, o Leão continua pressionado na parte inferior da classificação. O desafio para os próximos jogos será transformar a postura da etapa final em um comportamento mais constante, sem depender de uma situação adversa no placar para aumentar a agressividade.
Depois de 6 partidas em 17 dias, Léo Condé terá pouco mais de uma semana para trabalhar antes da visita ao Internacional (RS), no dia 17/08, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).
O intervalo oferece ao treinador a oportunidade de recuperar o elenco e procurar o equilíbrio que o Remo ainda não conseguiu sustentar ao longo dos 90 minutos.
Com informações do Diário Online.



O time precisa jogar com intensidade e atenção nos dois tempos de jogo, acreditar mais na sua capacidade para vencer.
Alguns pontos a corrigir ou melhorar:
– Defensa de bolas aéreas lançadas na área;
– Compactação do meio de campo, principalmente com a ocupação de espaço pelo volante que joga pela esquerda;
– Qualificar a armação e produzir mais o último passe para os atacantes;
– Precisão dos chutes a gol, principalmente nas oportunidades cara a cara.
O ciclo Leo Condé no Remo ja acabou, tragam o Guto Ferreira de volta foi por ele que estamos na série A.
Comentei antes do Jogo, após o Jogo do Dantos q se o Remo jogasse como jogou contra o Santos com garra, Determinacao tática e esforço fisico ganhava o jogo…e para mim foi nisso q o Remo pecou: POSTURA. Fez o gol rápido e se tornou o time APATICO, igual ha alguns jogos q ja fez….Resultado, levamos virada no primeiro tempo. Acredito q depois d uma chamada do técnico o time voltou com a mesma vontade e gana do jogo contra o Santos e quase “reviramos” o jogo. O Leão tem q se conscientizar q, temos um time mediano e limitado e q, para ganharmos partidas temos q jogar sempre no limite fidico, com mta aplicação tática, ajuda coletiva e garra ao extremo….como foi o jogo do Vitória, Santos e segundo tempo de Sabado. Se jogar meia bomba a gente perde.
Diga-se de passagem o Condé foi rebaixado com o Ceará ano passado, será que ele vai fazer o mesmo com o Remo? Lamentável.
Comments are closed.