Fluminense-RJ 2×1 Remo (Vitor Bueno, Marlon e Jajá) – Foto: Raul Martins/Clube do Remo
Fluminense-RJ 2×1 Remo (Vitor Bueno, Marlon e Jajá) – Foto: Raul Martins/Clube do Remo

Plano reativo funciona no primeiro tempo, mas falta de posse e contra-ataques deixa o Leão vulnerável à virada do Fluminense-RJ.

Da redação do Remo 100%, em 24/08/2026

O problema do Remo contra o Fluminense (RJ) não foi simplesmente ter pouca posse de bola. A equipe entrou no Maracanã preparada para defender em bloco baixo, fechar os espaços e atacar em velocidade. A estratégia funcionou durante o primeiro tempo, mas não ofereceu alternativas suficientes quando o adversário aumentou a pressão.

O time carioca terminou a partida com 73% de posse e 20 finalizações, sendo 9 chutes na direção do gol. O Remo teve 7 tentativas e somente uma acertou a meta – justamente a conclusão de Jajá, que abriu o placar.

O gol demonstrou como o plano poderia funcionar. Marcelinho encontrou espaço pela direita, avançou e cruzou para o atacante remista finalizar de primeira. Foi uma jogada rápida, objetiva e executada no momento em que a defesa adversária estava desorganizada.

O problema foi a falta de repetição!

Recuperar a bola não foi suficiente

O Remo conseguiu 38 recuperações durante a partida, mas raramente transformou essas retomadas em ataques perigosos. A equipe entrou apenas 33 vezes no terço final, contra 72 do Fluminense (RJ).

A diferença na troca de passes também ajuda a explicar o sufoco. Foram 713 passes do time carioca e 268 do Leão. Sem conseguir reter a bola no ataque, os azulinos devolviam rapidamente a posse e precisavam reiniciar o trabalho defensivo.

A defesa acumulou 15 cortes, 12 interceptações e 10 desarmes. Marcelo Rangel fez 7 defesas. O sistema resistiu durante bastante tempo, mas foi submetido a uma pressão contínua.

Há uma diferença entre atuar de maneira reativa e ficar impossibilitado de sair do próprio campo. O Remo começou a partida fazendo a primeira coisa, mas terminou preso na segunda.

Ataque não conseguiu oferecer alívio

Depois do empate de Hulk, o Remo precisava manter a organização e, ao mesmo tempo, ameaçar o adversário para diminuir a pressão. Entretanto, isso não aconteceu.

Embora tenha finalizado 5 vezes no segundo tempo, nenhuma tentativa azulina acertou o gol de Fábio. Gabriel Taliari permaneceu durante os 90 minutos sem finalizar, não completou dribles e perdeu a posse 13 vezes.

Para uma equipe que já tinha pouco contato com a bola, cada perda no setor ofensivo representava uma nova oportunidade para o Fluminense (RJ) avançar.

O gol de Kevin Serna não surgiu como um episódio isolado. Foi consequência do volume acumulado pelo time carioca e da incapacidade do Remo de alterar a dinâmica do confronto.

A estratégia manteve o Leão competitivo e permitiu que a equipe abrisse o placar. Entretanto, faltaram contra-ataques mais frequentes, maior retenção da bola e capacidade de empurrar o adversário para longe da área de Marcelo Rangel.

A derrota no Maracanã deixa uma lição para a sequência da Série A – o Remo pode ser reativo sem abrir mão de jogar, mas apenas resistir dificilmente será suficiente durante 90 minutos.

Com informações de Diário Online.

Não perca nenhuma notícia do Clube do Remo
Entre nos canais do Remo 100% e receba as principais atualizações direto no seu celular.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor informe seu comentário!
Por favor informe seu nome aqui