Diego Ziegg – Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Diego Ziegg – Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Profissional do clube detalha desafios da temporada, cita folha de R$ 5,9 milhões e explica impacto de viagens, clima e reconstrução do elenco.

Da redação do Remo 100%

Disputar a Série A depois de 32 anos longe da elite exige do Remo muito mais do que montar um time competitivo. As distâncias enfrentadas a partir de Belém, os custos de viagem, o clima amazônico e a diferença financeira para os principais adversários fazem parte de uma operação que impõe desafios quase diariamente ao clube.

Em entrevista à Folha Popular, Diego Ziegg, profissional que chegou ao Remo após construir parte da trajetória no futebol gaúcho, detalhou algumas dessas dificuldades e revelou números dos bastidores da temporada azulina.

Segundo Ziegg, o Remo trabalha com uma folha de aproximadamente R$ 5,9 milhões, apontada por ele como a 19ª entre os clubes do Brasileirão.

A diferença para alguns adversários chega a ser de 5 ou 6 vezes. Ainda assim, o Leão conseguiu competir e conquistar resultados contra equipes de maior poder financeiro ao longo da temporada, enquanto tenta cumprir seu principal objetivo – permanecer na Série A.

Logística custa cerca de R$ 1,5 milhão por mês

Outro número que chama atenção está fora das quatro linhas. De acordo com Ziegg, o Remo desembolsa aproximadamente R$ 1,5 milhão por mês com logística, considerando deslocamentos, hospedagens e outros custos relacionados às viagens.

A localização de Belém aumenta consideravelmente as distâncias percorridas durante o Brasileirão. Para reduzir o desgaste dos jogadores e ganhar tempo de recuperação e treinamento, o clube tem recorrido a voos fretados.

A temporada já proporcionou situações ainda mais incomuns. Durante o Campeonato Paraense, a delegação realizou de barco a viagem para enfrentar o Cametá, em um percurso de aproximadamente 8 horas pelo rio.

Calor também interfere na rotina

A adaptação ao clima paraense foi outro aspecto destacado pelo profissional. Acostumado ao Rio Grande do Sul, Ziegg encontrou em Belém temperaturas elevadas desde as primeiras horas do dia. Por isso, parte da rotina de treinamentos precisa ser ajustada para horários em que as condições sejam menos desgastantes.

Ao mesmo tempo, o clube entende que a adaptação dos jogadores azulinos ao calor pode representar uma vantagem nos jogos em Belém diante de adversários vindos de outras regiões do país.

Elenco precisou ser reconstruído durante a competição

O Remo também passou por uma profunda reformulação ao longo da temporada. Cerca de 20 jogadores que iniciaram o ano deixaram o elenco, enquanto outros foram contratados nas diferentes janelas. O desafio, segundo Ziegg, foi promover essa reconstrução sem interromper a sequência de jogos.

Comissão técnica e Departamento de Futebol precisaram conciliar partidas, treinamentos e a integração dos reforços ao grupo. Todo esse processo ocorreu sob uma diretriz financeira – evitar que a busca pela permanência na elite comprometesse as contas do clube.

Ziegg afirmou que o Remo procura respeitar o orçamento estabelecido e mantém em dia compromissos como salários, direitos de imagem e premiações.

A força da torcida aparece como importante contrapartida financeira. Jogos com grande público no Mangueirão ajudam a ampliar as receitas em uma temporada marcada também pelo aumento expressivo das despesas.

Permanência seria tratada como conquista

Dentro desse cenário, a prioridade permanece distante de qualquer ambição maior na tabela. O objetivo é garantir que o Remo esteja novamente na Série A em 2027.

Para Ziegg, o que realmente importará será a posição ocupada pelo clube após a 38ª rodada. Diante das diferenças financeiras e das dificuldades enfrentadas durante a temporada, terminar o campeonato fora da zona de rebaixamento seria uma conquista de enorme importância.

Enquanto busca essa permanência, o Remo segue tentando equilibrar uma equação que envolve desempenho esportivo, responsabilidade financeira e uma logística muito diferente daquela enfrentada pela maioria dos adversários da Série A.

Com informações da Folha Popular.

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8 COMENTÁRIOS

  1. So uma pergunta porque o presidente nao demite o tecnico,tem que da motivaçao pra esses jogadores esquema tatico etc..p…… presidente acorda ainda da tempo troca esse camarada

  2. O mais provável é Remo serie B ano q vem. Na minha opinião planejamento começa ja para 2027. Jogadores do Remo q tem contrato longo ou q foram comprados e podem ajudar na B: Matheus (Z), Mayke (LE), Marlon (LE), Picco (V), Jaderson (V), Jaja (ponta), Galeano (A) e Talliari (CV). Deveria renovar para a B; Rangel (G), Tchamba (Z), Marcelinho (LD), Zé do Japão (M). Alongar o empréstimo do Matheus (LD) e Edson (V). A partir daí, a BARCA de dispensa: Marllon, Léo, os Tanques, Freitas e os emcostados e outros q esqueci de citar. Os problemas: Bueno, Braga e Pikachuva com contrato até fim de 27: empresta, vende, recisao ou no pior das hipóteses, reserva. Qto ao Manga e o Ivaldo, daria uma chance a mais, mas tb podem ir embora. Finalmente dar chances aos nossos como Tico e repatriar o Gutty por ex, dentre outros. E pp, ja pensar na próxima comissão técnica e Treinador.

    • Certo se for para partir a essa estratégia, seria também bem oportuno já contratar a CT para tal projeto, e com todo respeito sem chance de continuar com essa até mesmo para a série D, essa não funciona

  3. Certo se for para partir a essa estratégia, seria também bem oportuno já contratar a CT para tal projeto, e com todo respeito sem chance de continuar com essa até mesmo para a série D, essa não funciona

  4. Com essa CT e zaga que temos, podemos gastar até 3 milhões E NÃO VAI FUNCIONAR.
    Imagino que eles já vão voltar com esse discurso de logística, são muitos medíocres.

  5. No meu ponto de vista o Leão está no caminho certo. O próximo jogo em Belém deverá ser de R$80,00 a arquibancada para termos o Mangueirão com aproximadamente 50.000 torcedores afim de que possamos proporcionar uma gratificação e R$2.000.000,00 a ser distribuida entre nossos jogadores em caso de permanência na série A. Eu acredito na permanência desde que o Leão consiga mais 20 pontos nas próximas rodadas. Porém eu afirmo que o mais importante é terminar o CT do Outeiro pois o problema de permanecer na série A é uma vitória particular dos nossos Jogadores e Lotar o mangueirão é uma vitória particular de nossa Torcida do Poderoso Leão.

  6. Folha inchada porque leva uma equipe de 43 no avião, quando o time se chegar, é 20 jogadores. Gente que tá indo passear em outros estádios.
    Clube que não contratou UM JOGADOR IMPORTANTE, e que os melhorzinhos, ficam no banco porque o técnico é retranqueiro, medroso, frouxo.
    Uma raiva maior que eu…égua!!!

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