Luís Vagner Vivian aponta lateral-esquerdo e atacante de velocidade como alvos, mas reforça cautela financeira diante de um mercado inflacionado.
Da redação do Remo 100%, em 29/07/2026.
O Remo definiu as duas principais necessidades para a continuidade da temporada – um lateral-esquerdo para disputar posição com Mayk e, pelo menos, um atacante de velocidade. Segundo informações publicadas pelo Diário do Pará e pelo Globo Esporte, o clube continua fazendo consultas, mas enfrenta obstáculos financeiros e esportivos para concluir as negociações.
A avaliação interna é de que o sistema defensivo ganhou mais opções com as chegadas dos zagueiros Matheus Felipe e Zé Ivaldo, além do volante Edson Fernando. O foco do Departamento de Futebol, portanto, passou para outros setores considerados carentes.
A movimentação ocorre em um momento importante do calendário. O Leão enfrenta o Mirassol (SP) nesta quarta-feira (29/07), às 19h30, pela 21ª rodada da Série A, com a possibilidade de deixar a zona de rebaixamento em caso de vitória.
Depois, o Remo volta as atenções para a Copa do Brasil. O primeiro confronto das oitavas de final contra o Santos (SP) será disputado no sábado (01/08), às 21h, na Vila Belmiro.
Lateral e atacante lideram as buscas
O executivo de futebol Luís Vagner Vivian explicou que as decisões são tomadas em conjunto com a comissão técnica. A intenção é aumentar a competitividade do grupo sem contratar jogadores apenas para ampliar numericamente o elenco.
“Seguimos trabalhando no mercado. Ainda estamos buscando, e não é segredo para ninguém, um lateral-esquerdo para disputar posição com o Mayk e, pelo menos, um atacante, um extremo de velocidade”, afirmou.
Para o dirigente, o Remo passou a ter reposições mais confiáveis na defesa. Antes dos reforços, a comissão técnica considerava que algumas alternativas disponíveis não correspondiam ao nível de exigência da Série A.
No ataque, a busca é por um jogador com velocidade pelos lados do campo. Além da característica técnica, o clube analisa experiência, capacidade de adaptação e identificação com o momento vivido pelo Leão no campeonato.
Marcelo Hermes está entre as opções
O nome de Marcelo Hermes, titular do Criciúma (SC), continua sendo acompanhado pelo Remo. De acordo com o Globo Esporte, Vivian conhece o lateral desde as categorias de base do Grêmio (RS) e mantém boa relação com o representante do jogador.
O clube azulino fez uma consulta ao clube catarinense no início do ano, mas recebeu a informação de que uma liberação somente aconteceria mediante o pagamento da multa contratual. Além desse desembolso, ainda seria necessário negociar salários com o atleta. Diante das condições, o Remo optou pela contratação de Mayk.
Vivian ressaltou que Hermes permanece entre aproximadamente 5 e 7 laterais avaliados, mas negou que o Remo tenha iniciado uma conversa direta com o jogador.
“Marcelo sempre vai ser uma opção, mas sabemos o valor do negócio. Nunca entramos no mérito de conversar com o jogador para saber se ele gostaria de vir, justamente porque sabemos que é preciso pagar a multa”, explicou.
A condição relatada pelo executivo reforça que o nome está no monitoramento, mas não representa uma negociação avançada. Em manifestação anterior, o presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, também afirmou que não havia algo concreto e apontou o custo da operação como principal obstáculo.
Mercado inflacionado dificulta acordos
Vivian revelou que o Remo apresentou formalmente entre 6 e 8 propostas por jogadores considerados compatíveis com o nível necessário. Nenhuma delas, entretanto, resultou em contratação.
Entre os entraves estão valores pedidos pelos clubes, exigências salariais, ausência das características procuradas e falta de experiência na Série A. O executivo também relatou que alguns atletas demonstram receio de trocar equipes melhor colocadas pelo desafio de defender um clube envolvido na luta contra o rebaixamento.
“A gente quer que venha quem realmente quer assumir a responsabilidade, porque senão não chega a lugar nenhum”, declarou.
O dirigente avaliou que o mercado da Série B também mudou. Jogadores que anteriormente poderiam ser emprestados em troca da vitrine proporcionada pela elite agora são negociados por valores mais elevados.
Mesmo pressionado pela necessidade de reforços, o Remo pretende respeitar seus limites financeiros. Vivian destacou que o clube precisa preservar os recursos destinados aos salários, à comissão técnica, aos funcionários e aos investimentos em estrutura.
Reformulação abriu espaço na folha
Outra frente conduzida pelo Departamento de Futebol foi a redução do elenco. Segundo Vivian, desde sua chegada foram realizadas 15 recolocações de jogadores.
O objetivo não foi apenas encontrar novos clubes para atletas que tinham pouco espaço, mas diminuir efetivamente o custo mensal do Remo. Essa economia ajuda a abrir margem para a chegada de reforços.
O mercado sul-americano permanece como uma possibilidade, embora exija cautela. Na avaliação do executivo, jogadores de maior destaque são negociados por cifras fora da realidade azulina, enquanto opções de uma faixa intermediária apresentam um risco maior de adaptação.
Duplexe Tchamba foi citado como exemplo de estrangeiro que conseguiu responder rapidamente. Antes de chegar ao Brasil, o zagueiro camaronês havia passado por Noruega, Dinamarca e Portugal, acumulando experiências que facilitaram a adaptação tática e cultural.
Com as prioridades definidas, o Remo tenta equilibrar a urgência por resultados com a responsabilidade financeira. Para o torcedor, o cenário indica que novas contratações continuam sendo trabalhadas, mas somente deverão avançar quando atenderem às necessidades da comissão técnica e às possibilidades do clube.
Com informações de Diário do Pará, Globo Esporte, Clube do Remo e CBF.


