Apoio do Fenômeno Azul, ataques pelas pontas e participação de Jajá podem ser decisivos na busca pela vaga nas quartas de final.
Da redação do Remo 100%, em 04/08/2026
O Remo precisa aproveitar a atmosfera do Mangueirão para pressionar o Santos (SP) desde os primeiros minutos da decisão por uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Na avaliação do jornalista Gerson Nogueira, a equipe azulina deve acelerar o jogo, impedir que o adversário se estabilize e buscar o primeiro gol ainda na etapa inicial.
A estratégia permitiria ao Leão estabelecer rapidamente uma conexão com o Fenômeno Azul. Em confrontos decisivos recentes, como os acessos conquistados diante de São Bernardo (SP) e Goiás (GO), o time soube transformar a tensão das arquibancadas em energia para construir vitórias difíceis e marcantes.
Para repetir esse cenário, porém, não bastará contar com o entusiasmo da torcida. O Remo precisará apresentar movimentação, velocidade e precisão nas conclusões.
Ataque precisa evoluir
Apesar da eficiência defensiva apresentada no empate por 0 a 0 na Vila Belmiro, o Remo produziu pouco no ataque. O time marcou bem, especialmente com Zé Welison e Leonel Picco, mas não conseguiu transformar os bloqueios no meio-campo em transições ofensivas perigosas.
A melhor oportunidade azulina surgiu em uma finalização de Jajá de fora da área. Gabriel Brazão desviou a bola, que ainda acertou o travessão. Alef Manga também participou de uma jogada promissora, mas estava em posição de impedimento.
Segundo Gerson, o desempenho deixou a impressão de que o Remo poderia ter explorado melhor as dificuldades da defesa santista. Lucas Veríssimo e João Ananias demonstraram falta de entrosamento em alguns momentos do primeiro confronto.
A situação defensiva do Santos (SP) se tornou ainda mais delicada para a partida em Belém. Veríssimo sofreu uma lesão na panturrilha esquerda e está fora da decisão.
Jajá pode desequilibrar
Jajá aparece como uma das principais opções para romper as linhas de marcação do adversário. Além dos dribles e da velocidade, o atacante pode levar perigo com finalizações de média distância, recurso utilizado no gol marcado contra o Vitória (BA).
A participação do camisa 7 ganha importância diante da dificuldade do Remo para jogar com uma referência dentro da área. Gabriel Taliari tem sido utilizado durante o segundo tempo, mas ainda tenta recuperar a rapidez e a regularidade apresentadas em seus primeiros jogos pelo clube.
Para o jornalista, atacar pelos lados do campo será o melhor caminho. A movimentação dos pontas pode abrir espaços na defesa santista e criar condições para que o Leão chegue à área com mais jogadores.
Presença de Neymar exige atenção
Confirmado para a partida, Neymar continua sendo o principal nome do Santos (SP) e precisará de marcação constante. Mesmo sem grande destaque no jogo de ida, o camisa 10 mostrou que pode criar uma oportunidade decisiva por meio de um lançamento ou passe inesperado.
A tendência é que Zé Welison tenha participação importante na tentativa de reduzir o espaço do adversário. O cuidado com Neymar, entretanto, não pode comprometer a atenção sobre jogadores rápidos e técnicos como Gabriel Bontempo e Barreal.
Na análise do colunista, a presença do camisa 10 também pode tornar o time santista mais previsível coletivamente. Como grande parte das jogadas passa por Neymar, outros atletas acabam tendo a movimentação limitada e menor participação na construção ofensiva.
Remo e Santos (SP) entram em campo às 21h30 desta terça-feira (04/08), no Mangueirão. Depois da igualdade na Vila Belmiro, quem vencer avançará às quartas de final. Um novo empate levará a decisão para os pênaltis.
Com informações do Blog do Gerson Nogueira.


