Leonel Picco – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Leonel Picco – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

A ascensão meteórica da Série C para a Série A do Brasileirão mudou a forma como o Remo encara o mercado. Segundo o executivo de futebol Luís Vagner Vivian, o clube abandonou o modelo de apenas contratar jogadores livres e passou a focar na criação de “ativos”, jogadores que possam render retorno técnico e financeiro futuro.

A nova estratégia inclui contratos com bonificações atreladas à permanência na elite nacional e metas de desempenho, protegendo o clube de acomodações e riscos financeiros excessivos.

“São jogadores que têm uma bonificação estando na Série A e, em caso de descenso, que a gente não espera que ocorra, mas a gente tem que pensar em todos os pontos, para o bem do clube, essa bonificação se perde. É um formato que gosto de trabalhar, que o jogador sempre tem uma variável na imagem dele, porque ele está querendo sempre jogar e buscar e performar, para não acontecer do jogador sentar no contrato, ter um contrato muito longo e se acomodar”, disse.

Vagner destacou ainda que a Série A funciona como uma vitrine e que o objetivo é que o investimento feito agora se multiplique em curto prazo.

“Não se consegue fazer um elenco competitivo para disputar a Série A com jogadores somente livres e somente emprestados. Você vai ter que fazer um investimento. Importante é ter muito critério para esse investimento e trazer jogadores potenciais que virem ativos, que esse jogador vai trazer por um valor e eles vão estar valendo 3 vezes mais em um médio-curto prazo. O Clube do Remo vai começar também virar vitrine e muito clube vai querer vir aqui buscar jogadores para transferência”, projetou.

Neste temporada, o Remo fez a maior contratação da sua história. A diretoria azulina irá pagar pelo volante argentino Leonel Picco, ex-Platense (Argentina), de forma parcelada, o valor de US$ 1,8 milhão – cerca de R$ 9,4 milhões, na cotação atual.

Outro exemplo é o atacante Gabriel Taliari, que custou R$ 4 milhões aos cofres do Leão.

Contratações assim não eram possíveis em anos anteriores, quando os azulinos frequentavam as divisões de acesso.

Globo Esporte.com, 31/03/2026

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