Remo 0×2 Fluminense-RJ (Alef Manga) – Foto: Mauro Ângelo (Diário do Pará)
Remo 0×2 Fluminense-RJ (Alef Manga) – Foto: Mauro Ângelo (Diário do Pará)

O Remo chegou à Série A de forma até surpreendente, graças a uma arrancada vitoriosa nas 10 rodadas finais da Série B de 2025. Muitos no clube merecem reconhecimento pelo feito, mas como se sabe, grandes conquistas vêm acompanhadas de responsabilidades do mesmo porte.

É justamente onde o Remo se encontra atualmente. Após 5 rodadas, o time ganhou 3 dos 15 pontos que disputou. Um começo modesto e trôpego, como acontece com a imensa maioria dos emergentes que chegam à elite nacional.

Diante do clima de desesperança que ameaça se abater após a derrota para o Fluminense (RJ), há uma questão a ser considerada. O campeonato está apenas começando e existe tempo suficiente para que o Remo reaja nas próximas 33 rodadas. O lado desafiador é que a reação precisa começar imediatamente!

Pelo grau de complexidade do campeonato, um dos mais difíceis do mundo, os times precisam se organizar para obter resultados, conquistando pontos que permitam segurança dentro da disputa. Para pontuar, é necessário ser competitivo e letal, principalmente nos jogos em casa.

O abatimento percebido após a partida de quinta-feira (12/03), não veio da derrota e nem do placar, mas da brutal diferença de categoria entre as equipes. O Remo se comportou como um time de Série B guerreando contra uma das mais sólidas equipes da Série A.

Imaginava-se, após partidas horrorosas nas finais do Parazão, que o time não iria fazer 3 jogos ruins – mas fez!

Nos lances iniciais, a vibração imposta pelo Remo, com incentivo da torcida, deu a falsa impressão de equivalência. Porém, à medida que o tempo avançou e o time carioca chegou ao primeiro gol, tudo ficou bastante claro. Os visitantes fizeram uma partida tranquila e bem resolvida, enquanto o Leão não teve forças para pressionar e tentar equilibrar as ações.

A segunda parte do jogo foi ainda mais aflitiva para os azulinos. As alternativas buscadas, com a entrada de novos jogadores, mostraram-se inócuas e expuseram as limitações do elenco. Os atacantes Jajá e Nico Ferreira e o meia Patrick não conseguiram jogar, anulados pela movimentação do adversário.

O fato é que a sensação de inferioridade não pode entrar em campo, neste domingo (15/03), contra o Coritiba (PR), no estádio Couto Pereira. É um jogo-chave para estancar a sangria e renascer na competição.

O momento é de reagir e isso vai depender muito das escolhas de Léo Condé. É fundamental que os auxiliares permanentes ajudem na busca de escolhas mais compatíveis com as necessidades do momento.

É notório, por exemplo, que Yago Pikachu pode ser mais participativo entrando no decorrer das partidas. Patrick, ausente das escalações há 8 jogos, não podia ser opção quando o time precisava de velocidade.

Quanto à estratégia, um time que busca ser forte na marcação não pode se expor utilizando apenas 2 volantes, principalmente contra times tecnicamente qualificados.

As chances continuam vivas e o campeonato está aberto, mas o Remo tem que começar a vencer!

As raras boas notícias de um jogo traumatizante

Apesar da pífia atuação coletiva e de vários problemas individuais, o Remo saiu do Mangueirão com pelo menos 3 notícias positivas.

O goleiro Marcelo Rangel consolidou-se como titular indiscutível, mostrando segurança e arrojo diante de um dos ataques mais poderosos do campeonato.

O zagueiro camaronês Duplexe Tchamba fez uma partida consistente, entendendo-se com Marllon e exibindo um nível de concentração impressionante. Foi o melhor do time!

O meia Vitor Bueno, criticado nas finais do Parazão, pontificou nos lances mais criativos do Remo, além de aparecer como finalizador, como no cabeceio que Fábio salvou em cima da linha. Precisa de parceiros para produzir mais e melhor, mas confirmou o potencial criativo.

Blog do Gerson Nogueira, 14/03/2026

6 COMENTÁRIOS

  1. O time precisa melhorar e tem potencial pra isso. Alef Manga, tem que deixar de ser tão fominha e tocar bola. Confio no meu leão!

  2. Vim aqui só para um comentário e espero q o 100% coloque. Vi ontem o jogo Vitoria X Atlético MG e é mto preocupante (para o Remo): o Vitória, mesmo jogando em casa, está bem organizado não coletivamente com um esquema de compactação no meio para trás e saída de bola rápida com um centroavante (kayaer) e ponta velocista ( Erick) inclusive quem fizeram os gols da vitória…e mesmo tendo bem menos posse de bola, jogou melhor q o Atlético. Já vi jogos de outrso “concorrentes” nosso de manutenção na A…e jogam mto parecidos ao Vitoria: A Chape, q ganhou do Santos jogando assim, o Coritiba, q ganhou do Corintias…outros times como o Santos, o Vasco, o próprio Atlético MG tb são candidatos ao “nosso canpeonato”, mas olhem o plantel deles….e o nosso…eles tem mto mais fácil de ontem tirar e melhorar. O Remo já está bem atrasado perante os outros e acredito q é o q o Condó(do Campeonato) tá querendo fazer com o Remo…mas é mto, mto preocupante. Torcendo sempre pelo LEAO

    • Ano passado o Mirassol fez um campeonato brasileiro de destaque porque usou a base do mesmo time da série B, o entrosamento no início do Brasileirão é um fator que conta bastante para pontuar. O Remo está cometendo os mesmos erros dos times que vêm da série B e reformula todo o time titular logo de cara.

  3. Essa pressão da mídia em cima do clube do Remo é incrível,ajudaram a demitir o técnico colombiano Ozório,com o time ainda em formação e no início do brasileirão,quando o time jogava de igual em todos os jogos e contra grandes clubes,como atlético mineiro,internacional e Mirassol e agora com o novo técnico indo para a segunda partida apenas já tem a obrigação de reagir ou o que?? É para demitir o técnico Condé também? E o pior é que a torcida imediatista embala na narrativa e na pressão ao time,procurando culpados em um time em formação.

  4. Até quando vamos ver o Remo cometendo o mesmo erro de planejamento? Historicamente, os times que têm sucesso ao subir de série são aqueles que mantêm uma espinha dorsal. O Mirassol deu aula disso recentemente, usando a base do acesso para performar bem na Série B. Enquanto isso, o Leão quer trocar o pneu com o carro andando, trazendo 15, 20 jogadores novos de uma vez. Sem entrosamento no início do campeonato, a gente perde pontos bobos que fazem falta lá na frente. Planejamento amador gera resultado mediano

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