O clássico deste domingo (08/03), às 17h, no Mangueirão, tem todos os ingredientes para escrever mais um capítulo glorioso nesta saga de rivalidade e paixão entre os dois maiores clubes da Amazônia. Remo e Paysandu chegam ao confronto final com força máxima, incluindo o bicolor Bryan e o azulino Diego Hernandez, que estavam suspensos.
A lembrança do primeiro Re-Pa decisivo ainda entusiasma os corações bicolores, impressionados com a intensidade do time de Júnior Rocha. Em 45 minutos, a vitória foi construída à base de muita luta e marcação forte, que se estendeu por todos os quadrantes do campo.
Por razões inversas, a torcida azulina também tem motivos para não esquecer o que aconteceu naquele domingo (01/03). O time de Juan Carlos Osorio foi taticamente massacrado pelo adversário, que cercou a área e impôs agressividade sobre os pontos vulneráveis da defesa.
Dos dois lados, a expectativa para a finalíssima é a melhor possível e existem justificativas concretas para isso. A começar pelo fato de que o Paysandu fez suas melhores apresentações do ano nos dois clássicos, tanto o da 1ª fase quanto na partida que abriu a decisão.
O elenco do Remo também inspira expectativas positivas na torcida. A ideia primária é que uma atuação tão fraca como a anterior não irá se repetir. Mesmo sem a presença do técnico Léo Condé para orientar a preparação, o grupo treinou com afinco sob o comando de Flávio Garcia.
A postura silenciosa de boa parte dos jogadores indica a formalização de um pacto para dar uma resposta em campo. O retorno de um jogador importante e decisivo como o lateral-esquerdo Sávio, que havia sido afastado por Osorio, pode contribuir para elevar a força ofensiva da equipe.
Yago Pikachu, um dos líderes do elenco, e Alef Manga, destaque na Série A, são outros pontos de referência importantes. Pikachu, que não conseguiu achar espaço para mostrar seu jogo nos clássicos, é claramente um jogador que vai em busca de protagonismo na partida decisiva.
A responsabilidade que o Remo carrega pelo investimento maior conflita com a desvantagem no jogo final. São aspectos que, como sempre, fazem do centenário duelo uma opereta deliciosamente amazônica.
Blog do Gerson Nogueira, 07/03/2026


