Leão tem 22 pontos e mais 16 partidas para buscar a permanência; confronto direto com o Internacional-RS pode tirar a equipe do Z4.
Da redação do Remo 100%, em 11/08/2026
A disputa contra o rebaixamento entrou em uma fase decisiva para o Remo. Depois do empate por 2 a 2 com o Atlético (MG), no Mangueirão, o Leão chegou aos 22 pontos e encerrou a 22ª rodada na 19ª posição do Campeonato Brasileiro.
Ainda restam 16 partidas para o fim da competição, equivalentes a 48 pontos em disputa. Para permanecer na Série A sem depender de uma queda muito acentuada na nota de corte, o Remo deverá praticamente dobrar a pontuação conquistada até agora.
As referências mais utilizadas na luta contra o rebaixamento são as metas de 43 e 45 pontos. A primeira costuma representar uma possibilidade concreta de permanência, enquanto a segunda oferece uma margem historicamente mais segura. Nenhuma delas, porém, funciona como garantia matemática, pois a pontuação necessária varia conforme o desempenho dos clubes a cada temporada.
Remo precisa melhorar aproveitamento
Com 22 pontos conquistados em 22 partidas, o Remo apresenta aproveitamento de 33,3% no Brasileirão. Para alcançar 43 pontos, o Leão precisa somar mais 21 nas 16 rodadas restantes. Isso exige um rendimento de 43,75% na reta final, com média de 1,31 ponto por partida.
Uma combinação direta para chegar a essa marca seria conquistar 7 vitórias, mesmo que a equipe perdesse os outros 9 jogos. Também existem caminhos menos extremos, como 5 vitórias, 6 empates e 5 derrotas.
Para alcançar os 45 pontos, considerados uma referência mais segura, serão necessários outros 23. O aproveitamento exigido sobe para 47,92%, com média de 1,44 ponto por jogo. Uma combinação possível seria 7 vitórias, 2 empates e 7 derrotas.
| Meta | Pontos necessários | Aproveitamento exigido | Média por partida |
|---|---|---|---|
| 43 pontos | 21 | 43,75% | 1,31 |
| 45 pontos | 23 | 47,92% | 1,44 |
As contas mostram que o Remo não precisa apresentar rendimento de líder, mas terá de produzir uma campanha de meio de tabela nas rodadas restantes. Manter o aproveitamento atual não será suficiente – se repetir os 33,3% registrados até agora, o Leão somará aproximadamente mais 16 pontos e encerrará o campeonato perto dos 38.
O aproveitamento geral, porém, ainda carrega o peso do começo ruim do Remo no campeonato. Nas 3 primeiras partidas do returno, o Leão conquistou 4 dos 9 pontos disputados – venceu o Vitória (BA), perdeu para o Mirassol (SP) e empatou com o Atlético (MG. O rendimento de 44,4% nesse recorte já supera a média acumulada na competição e está ligeiramente acima dos 43,75% necessários para alcançar os 43 pontos. O cenário recente, portanto, é mais favorável, embora o desafio seja manter ou elevar esse ritmo durante as 16 rodadas restantes.
Disputa está equilibrada na parte inferior
Apesar da 19ª colocação, o Remo permanece próximo dos clubes que estão fora da zona de rebaixamento. O Leão possui os mesmos 22 pontos de Vasco (RJ) e Santos (SP), mas aparece atrás pelos critérios de desempate.
O Internacional (RS), primeiro time fora do Z4, tem 23 pontos. O Mirassol (SP) também soma 23, enquanto Grêmio (RS), Vitória (BA) e São Paulo (SP) ainda não conseguiram abrir uma distância confortável.
| Posição | Clube | Pontos | Jogos |
|---|---|---|---|
| 12º | São Paulo-SP | 26 | 21 |
| 13º | Vitória-BA | 26 | 22 |
| 14º | Grêmio-RS | 25 | 21 |
| 15º | Mirassol-SP | 23 | 21 |
| 16º | Internacional-RS | 23 | 22 |
| 17º | Santos-SP | 22 | 21 |
| 18º | Vasco-RJ | 22 | 21 |
| 19º | Remo | 22 | 22 |
| 20º | Chapecoense-SC | 10 | 21 |
A pequena diferença de pontuação mantém vários clubes envolvidos na disputa. Entretanto, existe uma desvantagem importante para o Remo – São Paulo (SP), Grêmio (RS), Mirassol (SP), Santos (SP) e Vasco (RJ) disputaram uma partida a menos e ainda podem ampliar suas pontuações nos jogos atrasados.
Por isso, o time azulino precisa fazer a própria parte e não pode depender somente dos tropeços dos concorrentes.
Risco de rebaixamento permanece elevado
Os cálculos do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indicam que o Remo possui 52,6% de probabilidade de rebaixamento. É o segundo maior risco da competição, atrás apenas da Chapecoense (SC).
O percentual não representa uma previsão definitiva. Ele é calculado a partir da situação atual do campeonato e muda a cada rodada, conforme os resultados do próprio Remo e dos adversários.
A proximidade entre os clubes mostra como uma pequena sequência positiva pode alterar rapidamente o cenário. Da mesma forma, novos tropeços podem aumentar a distância para os primeiros times fora do Z4 e elevar o rendimento necessário nas rodadas finais.
Vitória contra o Internacional-RS tira o Remo do Z4
O próximo compromisso terá peso especial nas contas azulinas. O Remo enfrenta o Internacional (RS) na segunda-feira (17/08), às 20h, no estádio Beira-Rio, pela 23ª rodada.
Uma vitória levará o Leão aos 25 pontos e garantirá a ultrapassagem sobre o próprio time gaúcho, que permaneceria com 23. Como Vasco (RJ) e Santos (SP), ambos com 22 pontos, se enfrentarão na mesma rodada, o triunfo em Porto Alegre (RS) também assegurará a saída do Remo da zona de rebaixamento.
Independentemente do resultado entre cariocas e paulistas, pelo menos um deles terminará a rodada abaixo dos 25 pontos. Se houver empate, os dois chegarão a 23. Se existir um vencedor, o derrotado permanecerá com 22.
O empate no Beira-Rio não será suficiente para o Remo ultrapassar o Internacional (RS), que chegaria aos 24 pontos. A derrota, por sua vez, levaria o adversário aos 26 e aumentaria para 4 pontos a diferença entre as equipes.
Além do efeito imediato na classificação, os confrontos diretos possuem valor estratégico porque permitem somar pontos e, ao mesmo tempo, impedir o avanço de um concorrente. Para um clube que precisa buscar pelo menos mais 21 pontos, vencer esse tipo de partida pode fazer diferença nas contas finais.
Sequência fora de casa exigirá atenção
Após enfrentar o Internacional (RS), o Remo continuará longe de Belém. No dia 22/08, o adversário será o Fluminense (RJ), no Maracanã. A equipe terá, portanto, duas partidas consecutivas como visitante antes de voltar ao Mangueirão.
O período de preparação será importante para recuperar um elenco que disputou 6 jogos em 17 dias e corrigir os problemas defensivos apresentados diante do Atlético (MG). Depois de sair na frente, o Leão sofreu a virada ainda no primeiro tempo e precisou reagir para buscar o empate.
A situação permanece difícil, mas está longe de ser irreversível. O Leão continua a apenas um ponto do primeiro clube fora do Z4 e depende de uma vitória no próximo confronto para deixar a zona de rebaixamento.
As contas oferecem diferentes caminhos, mas apontam para a mesma necessidade – o Remo precisa elevar seu aproveitamento e transformar a proximidade dos concorrentes na tabela em uma reação efetiva dentro de campo.
Com informações da CBF e UFMG.


