Yago Pikachu – Foto: Raul Martins (Clube do Remo)
Yago Pikachu – Foto: Raul Martins (Clube do Remo)

A cena que parecia improvável e, para muitos, até impensável, se tornou oficial na noite desta segunda-feira (12/01).

O atacante Yago Pikachu foi apresentado como reforço do Clube do Remo, no CT do Retrô (PE), onde o clube faz pré-temporada, e colocou um novo capítulo em uma das rivalidades mais intensas do futebol brasileiro.

Revelado e transformado em ídolo pelo Paysandu, o jogador chegou a afirmar que jamais vestiria a camisa azulina, mas agora tenta ressignificar a própria história e lidar com a reação dividida de torcedores dos dois lados.

Em sua primeira entrevista como atleta do Leão, Pikachu explicou que a decisão passou menos pela rivalidade e mais por fatores pessoais e esportivos.

“O que pesou foi voltar a jogar na minha cidade, representar o Clube do Remo após mais de 30 anos sem jogar a Série A. Vi gente competente aqui, com um objetivo claro, que é manter o Remo na Série A. Ficar perto da família e dos amigos também contou muito”, afirmou.

A contratação, naturalmente, provocou ruído. Nas redes sociais, parte da torcida bicolor reagiu com indignação, enquanto azulinos se dividiram entre a empolgação pelo reforço e a descrença pela escolha. Ciente disso, Pikachu garantiu estar preparado para a cobrança.

“Já imaginava no que ia dar. Depois do anúncio, chegaram muitas mensagens, foi notícia em todo Brasil. Sabia da responsabilidade e do que causaria vindo para o Remo. Hoje, mais maduro, sei lidar melhor com esse tipo de situação”, disse, em tom sereno.

Dentro de campo, o discurso é de ambição. O jogador afirmou estar fisicamente pronto para estrear neste domingo (18/01), na final da Super Copa Grão-Pará, contra o Águia de Marabá, no Mangueirão, a partir das 17h.

“Já estou há 7 dias com o grupo, fiz exames e trabalhos com bola. Todos querem jogar uma final, ainda mais valendo taça. Todo mundo quer estar na foto”, resumiu.

Versátil, Pikachu se colocou à disposição para atuar como atacante, meia ou lateral-direito, embora admita estar mais adaptado, nos últimos anos, ao papel de extremo pela direita.

“Se precisar me readaptar, não é problema”, garantiu.

Apesar de a permanência na elite ser o objetivo oficial, o discurso do novo reforço vai além.

“Vamos lutar por algo muito maior. Quem sabe uma Sul-Americana? Seria muito importante”, projetou.

O Liberal.com, 12/01/2026

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