Após a vitória sobre o Águia de Marabá, o técnico Juan Carlos Osorio voltou a usar a entrevista coletiva para rebater as críticas recebidas após o empate com o Mirassol (SP), pela Série A, explicando as constantes mudanças na equipe do Remo.
O treinador colombiano afirmou que as alterações não são improvisações, mas decisões motivadas pelo desgaste físico dos atletas, confirmando que pretende reduzir o elenco, com definições previstas após o clássico contra o Paysandu, no domingo (08/02), no Mangueirão, pela 4ª rodada do Parazão.
Na coletiva, Osorio falou pouco sobre o jogo no Baenão e concentrou suas respostas em justificar as trocas feitas nas últimas partidas, principalmente colocando o zagueiro Kayky como lateral-esquerdo. Segundo ele, a queda de rendimento contra o time paulista teve relação direta com o nível do adversário e com o aspecto físico.
“Controlamos o jogo com o melhor onze, mas perdemos o controle pela parte física. (Alef) Manga, por exemplo, vinha de 4 meses sem jogar um jogo inteiro, fez muitos ‘sprints’, é normal cansar e é preciso cuidar para não machucar”, explicou.
O treinador também comentou as mudanças no segundo tempo daquela partida e citou a adaptação de alguns jogadores.
“Quem entra, tem que estar no mesmo nível. Vitor Bueno e Zé Ricardo vêm de uma liga com intensidade menor (Japão) e o ritmo foi muito alto. Leonel Picco teve um incômodo e achou melhor se resguardar. Quis dar oportunidade para (Franco) Catarozzi e Zé Welison, que vão contribuir com o time”, afirmou.
Questionado sobre a leitura feita pela torcida, Osorio reconheceu a percepção externa, mas reforçou seu planejamento.
“Vejo o que o torcedor vê, mas não posso pensar como o torcedor. Tenho um elenco largo e quero reduzir, todos precisam ter oportunidade. Preferi proteger atletas que ainda não estão no topo físico, mas vão estar, vai dar certo, como se diz aqui”, disse.
O colombiano também apontou o gramado do Baenão como fator de diferença entre as atuações.
“O campo de hoje estava ótimo, o outro não. Nosso estilo é jogar com a bola no chão e isso fica muito difícil em um gramado que não esteja em alto nível”, completou.
O Liberal.com, 05/02/2026


