Juan Carlos Osorio teve seu pós-jogo mais tranquilo desde que chegou ao Baenão com a vitória tranquila sobre o Águia de Marabá. Na entrevista coletiva, ele falou mais uma vez sobre a rotatividade dentro do time e deixou claro que em algum momento será preciso enxugar o elenco, mas que antes vai buscar dar oportunidades a todos, quando estes estiverem em boas condições físicas.
“Os atletas, quando chegam conosco, firmam um documento de entrada onde, em diferentes estruturas, eles têm que escolher a posição favorita e a alternativa. Depois, e durante cada treinamento, nós, a comissão técnica e eu, especialmente, tratamos de utilizar cada jogador nessa posição que eles escolheram. Reitero, uma posição favorita e uma alternativa. Através dos treinamentos, vamos tomando decisões de acordo às características que o jogador mostra, em cada posição”, disse.
O treinador colombiano completou ao falar sobre a administração do grupo de jogadores.
“Escolhi dois atletas por posição, não precisamos de um terceiro ou um quarto. Temos só um campo de treinamento (Baenão) e é uma arte treinar um elenco de mais de 30 jogadores em um só campo de futebol, porque o futebol é 11 contra 11, então é impossível treinar mais de 25 atletas”, comentou.
“Então, tendo tudo em consideração, escolhi descansar e proteger os atletas que, neste momento, e por diferentes circunstâncias, não estão no topo de sua condição física, mas vão estar. Vai dar certo, como se fala aqui, mas é um processo”, apontou.
“Tenho essa grande responsabilidade de proteger a integridade física de todos os atletas, porque é um torneio muito longe, com muitas rodadas e muito importante para o futuro do clube”, afirmou.
Para ser mais específico sobre o que evita chamar de “improvisações”, Osorio deu exemplos bem práticos para defender seu ponto de vista.
“A Espanha, campeã do mundo, tinha como lateral-direito Sérgio Ramos. A França, que ganhou o Brasil, teve como lateral Lilian Thuram, os dois eram zagueiros marcadores. Então não é uma improvisação e não é uma decisão minha, é a história do jogo. Às vezes, os laterais são para ir à frente, mas às vezes precisamos deles atrás, para defender. Não podemos atacar com oito, é impossível. Nesse nível de exigência, impossível”, encerrou.
Diário do Pará, 06/02/2026


