Após começar o segundo turno com vitória, equipe azulina acumula 12 partidas sem vencer e vê aproveitamento cair de 31,6% para 20,5% no Brasileirão.
Da redação do Remo 100%
A vitória por 2 a 0 sobre o Vitória (BA), em 26/07, no Mangueirão, parecia abrir caminho para uma reação do Remo no Campeonato Brasileiro. O resultado marcou o início do segundo turno e renovou as esperanças de permanência na Série A.
Três meses depois, porém, o cenário mudou drasticamente – o Leão não voltou a vencer e conquistou apenas três dos últimos 30 pontos disputados.
Nas dez partidas mais recentes, o Remo acumulou três empates e sete derrotas, aproveitamento de apenas 10%. A sequência negativa ajuda a explicar por que o clube perdeu contato com os concorrentes diretos na luta contra o rebaixamento.
O problema, entretanto, não se resume aos últimos dez confrontos. Desde a vitória sobre o time baiano, são 12 partidas consecutivas sem vencer no Brasileirão, com cinco empates e sete derrotas.
O segundo turno que começou com esperança
Aquele triunfo representou a quinta vitória do Remo na competição. Na ocasião, o time azulino alcançou a mesma pontuação do Internacional (RS), então primeiro clube fora da zona de rebaixamento, permanecendo no Z4 pelo saldo de gols.
A proximidade na classificação alimentava a expectativa de que uma sequência positiva pudesse tirar o Leão das últimas posições.
O que aconteceu nas rodadas seguintes, porém, foi o contrário. A equipe passou a alternar empates e derrotas, sem conseguir transformar boas atuações pontuais em resultados suficientes para subir na tabela.
Enquanto adversários diretos conquistaram vitórias importantes, o Remo continuou somando pontos isolados.
Rendimento caiu ainda mais no returno
A campanha do primeiro turno já colocava o Remo entre os clubes ameaçados. Em 19 partidas, foram quatro vitórias, seis empates e nove derrotas, totalizando 18 pontos e aproveitamento de 31,6%.
Nos 13 jogos disputados pelo segundo turno, o desempenho piorou. O Leão conquistou apenas oito dos 39 pontos possíveis, com uma vitória, cinco empates e sete derrotas. A queda foi de 11,1 pontos percentuais no aproveitamento.
| Indicador | Primeiro turno | Segundo turno* |
|---|---|---|
| Jogos | 19 | 13 |
| Vitórias | 4 | 1 |
| Empates | 6 | 5 |
| Derrotas | 9 | 7 |
| Pontos | 18 | 8 |
| Aproveitamento | 31,6% | 20,5% |
* Segundo turno contabilizado até a 32ª rodada.
Os números mostram que o Remo passou a conquistar menos pontos justamente na fase em que precisava aumentar o rendimento para escapar da zona de rebaixamento.
Dez jogos, apenas três pontos
O recorte dos dez compromissos mais recentes é ainda mais preocupante. Nesse período, o Remo conquistou somente três pontos, todos em empates diante de Grêmio (RS), Vasco (RJ) e RB Bragantino (SP). A derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro (MG), na sexta-feira (23/10), ampliou a sequência negativa.
A dificuldade para vencer se tornou especialmente prejudicial porque o calendário oferece cada vez menos oportunidades de recuperação.
O time não conseguiu transformar os empates em uma sequência capaz de reduzir a diferença para os concorrentes. Ao contrário, viu a distância aumentar ao longo das rodadas.
Próximo desafio será no Mangueirão
O Remo volta a campo nesta quarta-feira (28/10), às 21h30, contra o Botafogo (RJ), no Mangueirão, pela 33ª rodada da Série A.
A equipe comandada por Thiago Carpini terá mais uma oportunidade de interromper o jejum iniciado em julho.
Com apenas seis partidas restantes, o desafio vai além de melhorar o desempenho – o Leão precisa voltar a conquistar vitórias, algo que não acontece há três meses no Campeonato Brasileiro.
A comparação entre os dois turnos deixa uma conclusão evidente – a situação atual não resulta apenas de uma campanha inicial difícil, mas de uma queda de rendimento que se aprofundou justamente quando o Remo mais precisava reagir.
Com informações da CBF e do Globo Esporte.


