Alef Manga – Foto: Raul Martins (Clube do Remo)
Alef Manga – Foto: Raul Martins (Clube do Remo)

O torcedor costuma ser muito exigente quanto às contratações no início de temporada. É claro que o nível de exigência aumenta ainda mais quando o campeonato a disputar é o mais importante do país.

Por essa razão, a etapa de busca de reforços vivida pelo Remo é certamente a mais desafiadora da história do clube. Não basta contratar, é preciso contratar bem!

A diretoria faz o que pode e corre de um lado a outro buscando reforços. Até agora, conseguiu Yago Pikachu, Thalisson, João Lucas, Alef Manga, Léo Andrade, Carlinhos e Zé Ricardo. Negocia com Patrick de Paula, Fábio Matheus, Jajá e Maurício Garcez.

Parece pouco para quem tem pretensões de fazer boa campanha na Série A, mas é o possível para um clube que acaba de subir da Série B e enfrenta as dificuldades naturais do mercado. O chamado “custo Pará” é um dos maiores entraves.

Jogadores cobram uma espécie de “ágio” para jogar no Norte do país. Se os salários para clubes do Sudeste ou Nordeste são de R$ 30 mil, para o Remo não fica por menos de R$ 45 mil. Isto é só um exemplo da situação. É assim há muito tempo, mas a Série A amplificou essa prática.

A contratação de Pikachu foi definida em curtíssimo espaço de tempo, por razões óbvias. Não houve empecilho porque é um atleta paraense, sem necessidade de adaptação ao clima e acostumado aos problemas logísticos de viver no Norte do país.

Ao mesmo tempo em que se desdobra no mercado, tentando vencer a concorrência, o Leão enfrenta a desconfiança normal em relação aos clubes emergentes. Jogadores de bom nível, como pede o torcedor, muitas vezes evitam se arriscar por um time recém-chegado à Série A.

Existem negociações em curso com atletas da chamada “primeira prateleira”, necessários para encorpar e qualificar o elenco, mas a diretoria opta pelo silêncio. É uma estratégia que blinda os negócios e impede que o encaminhamento de acerto salarial se transforme em leilão.

O certo é que, aos poucos, o próprio torcedor vai caindo na dura realidade da Série A. Aceitar com um time operário, com feições de Série B, parece inevitável a essa altura – salvo surpresas de última hora.

Blog do Gerson Nogueira, 07/01/2026

4 COMENTÁRIOS

  1. Faltou alguns dados aí…mas discordo em algumas coisas: Não é só o Pikachu de nível A, o PKP, o Patrick, o Léo zagueiro sao jogadores de série A…e se vier Marinho ou Keno ou o Lucas Lima ou o volante do Sport tb são jogadores de A…nao acho q as contratacoes estão ruins, alguns jogadores são apostas?, são!, mas como.o a própria reportagem fala , e é vdd, o Remo tá voltando depois de 32 anos a A, é um time q vem da B e tem a gde custo Pará….a torcida tem q entender isso. Se o Tecnico trabalhar bem, acho q esse time tem gde chance de sucesso.

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