Marcelo Rangel – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)
Marcelo Rangel – Foto: Samara Miranda (Clube do Remo)

Após a derrota do último final de semana por 1 a 0 para o Cruzeiro (MG), em pleno Baenão, o Clube do Remo chegou a 13 jogos na Série A do Campeonato Brasileiro – um terço dos 38 da competição. Em todas essas rodadas, foram apenas 8 pontos conquistados, condição que o coloca na 19ª colocação da competição, na zona de rebaixamento, com a mesma pontuação da Chapecoense (SC), sendo que a equipe catarinense tem um jogo a menos.

Essa pontuação deixa o time paraense em uma situação muito complicada. Pois se esse desempenho for repetido daqui em diante, chegando a 24 pontos no final, obviamente o resultado será o rebaixamento para a Série B do ano que vem. Por isso, a recuperação chega a um nível quase desesperador de necessidade, fazendo com que o “segundo turno” do Leão tenha que ser em um nível de time que hoje em dia disputa a ponta da tabela.

Faltam 5 jogos para a parada para a Copa do Mundo, quando todos os times terão pelo menos 50 dias de descanso e preparação. Será a oportunidade de reforçar seus elencos com a reabertura da janela de contratações – é essa a aposta do Remo para uma melhora.

Atualmente, os sites de estatísticas e prognósticos esportivos apontam o Leão como principal candidato a voltar à Série B. O “Chance de Gol” mostra o Remo com 97,6% de possibilidade de queda, à frente até da Chapecoense (SC). O site aponta que quem chegar a 45 pontos terá 99% de chances de escapar. Menos que isso, as situações já são delicadas. O Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra o time catarinense na frente do Remo com chances de cair, com 69,2% e 68,8%, respectivamente. A UFMG diz que quem chegar a 44 pontos deve se livrar da queda, com apenas 8,7% de risco.

Antes mesmo do jogo com a equipe mineira, o goleiro Marcelo Rangel falou sobre a necessidade do Remo engatar bons resultados. Após o encerramento da rodada, o time azulino está 6 pontos atrás do primeiro fora do Z4, o Internacional (RS), que soma 14. Ou seja, nem se vencer os 2 próximos compromissos, contra Botafogo (RJ), fora de casa, e Palmeiras (SP), no Mangueirão, conseguiria sair do grupo dos 4 últimos.

“Vejo, particularmente, que o mínimo de pontos possíveis seria 20 pontos. Você teria que terminar ali a metade do turno. Automaticamente, você vai para a parada da Copa para fazer seus ajustes, com uma pontuação muito boa para conquistar nosso primeiro objetivo, que é a permanência na Série A”, disse.

“Se a gente fizer esse número de pontos nesses jogos que faltam, atingir isso, vejo muito positivo, mas vai ter que ter as vitórias para isso. Depois, com 50 e tantos dias na parada da Copa, dá para fazer ajustes, dá para fazer várias coisas para melhorar para o segundo turno”, completou o goleiro.

Rangel também destacou que no returno o Remo terá mais jogos como mandante, mas que isso só pode não ser suficiente se os pontos não vierem antes da parada para o Mundial.

“No segundo turno, a gente vai ter mais jogos em casa do que fora, porque a gente pegou esses dias ali, uma sequência de 5 jogos, sendo 4 deles fora de casa. Em um campeonato tão difícil como esse, tudo isso faz a diferença”, apontou.

Diário do Pará, 28/04/2026

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