Treinador destaca organização coletiva no empate com o Santos-SP, reconhece problemas na bola parada e aposta na força do Mangueirão para buscar a classificação.
Da redação do Remo 100%, em 02/08/2026
Léo Condé aprovou o desempenho do Remo no empate por 0 a 0 com o Santos (SP), na noite deste sábado (01/08), na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Para o treinador, a organização coletiva e o equilíbrio emocional permitiram ao Leão competir diante de um adversário que conta com jogadores como Neymar e Gabigol.
Apesar da pressão exercida pelo time paulista em alguns momentos, Condé ressaltou que o Remo também criou oportunidades e poderia ter aproveitado melhor os espaços encontrados durante as transições ofensivas.
“O Santos (SP) tem jogadores já consagrados no futebol nacional e mundial. A gente conseguiu suportar. Naturalmente, eles criaram boas situações de gol, mas também tivemos as nossas”, avaliou.
O treinador mencionou as chances construídas por Jajá, Zé Welison e Yago Pikachu. Segundo ele, um pouco mais de precisão nas saídas em velocidade poderia ter permitido ao Remo voltar da Vila Belmiro com um resultado ainda melhor.
Remo soube suportar a pressão
Condé destacou que o Leão conseguiu trocar passes e manter a posse da bola em determinados períodos do primeiro tempo. No início da segunda etapa, porém, o Santos (SP) aumentou a pressão sobre a saída azulina e dificultou a construção das jogadas.
O domínio santista foi mais intenso durante os primeiros 10 a 15 minutos depois do intervalo. Após esse período, na avaliação do técnico, o Remo recuperou a organização e voltou a equilibrar o confronto.
A postura defensiva adotada pelo time não significou, segundo Condé, uma estratégia exclusivamente reativa. O treinador explicou que Zé Ricardo, apesar de atuar como volante, recebeu liberdade para avançar e se aproximar do trio ofensivo.
Além de participar da criação, o meio-campista também teve a função de pressionar a saída de bola santista. Condé considera que as transições continuam sendo uma das principais virtudes do Remo, embora reconheça que os adversários já estudem maneiras de dificultar esse recurso.
“No aspecto ofensivo, alternamos momentos bons e outros nem tanto, mas a transição é uma das grandes virtudes da nossa equipe”, analisou.
Sequência de jogos aumentou o desgaste
A preparação para enfrentar o Santos (SP) foi influenciada pelo calendário recente. Antes de atuar na Vila Belmiro, o Remo havia enfrentado Vitória (BA) e Mirassol (SP), além de encarar deslocamentos e períodos curtos de recuperação.
Condé lembrou que a sequência exigiu muito dos jogadores nos aspectos físico e emocional. Por se tratar de uma partida eliminatória, manter a concentração também era considerado fundamental para evitar que a pressão santista se transformasse em vantagem no placar.
Mesmo reconhecendo as limitações apresentadas pelo time, o treinador entende que o Remo vem demonstrando capacidade para enfrentar adversários de maior investimento. Ele mencionou os resultados obtidos contra Botafogo (RJ), São Paulo (SP), Vitória (BA) e Palmeiras (SP) como exemplos da competitividade azulina.
“O importante é que o Remo está jogando com dignidade e equilibrando esses confrontos”, afirmou.
Bola parada preocupa para a volta
A defesa nas cobranças de escanteio foi um dos problemas identificados pela comissão técnica. O Santos (SP) criou oportunidades perigosas em jogadas de bola parada e chegou a acertar a trave após uma cobrança de Neymar.
Condé reconheceu que o fundamento exigirá atenção especial antes do reencontro no Mangueirão. O treinador lembrou que a equipe havia reduzido esse tipo de problema depois de ajustes realizados anteriormente, mas voltou a apresentar dificuldades contra Mirassol (SP) e Santos (SP).
Com pouco tempo disponível para atividades em campo, a comissão técnica deverá recorrer principalmente às análises de vídeo para corrigir o posicionamento.
As mudanças recentes na defesa também teriam afetado o entrosamento. Zé Welison, Zé Ivaldo e Matheus Felipe estiveram envolvidos em alterações na formação, situação que, segundo Condé, pode causar desconforto na ocupação dos espaços.
Jajá e Zé Welison recebem elogios
Jajá foi valorizado não somente pela participação ofensiva, mas também pelo auxílio na recomposição. O atacante colaborou para conter as jogadas santistas pelo lado direito e ainda criou uma das melhores oportunidades do Remo, acertando o travessão no primeiro tempo.
Condé revelou que o jogador havia sido preservado anteriormente em razão de dores no púbis. O controle da minutagem foi definido em conjunto com o Departamento Médico para reduzir o risco de uma lesão e permitir que o atacante chegasse em melhores condições ao confronto da Copa do Brasil.
Zé Welison também recebeu elogios pela atuação na região ocupada por Neymar. Além do trabalho de marcação, o volante ajudou na circulação da bola e na construção de contra-ataques.
O treinador explicou que a preservação do jogador em uma partida anterior também fez parte do planejamento físico. Diante da sequência de 5 compromissos em apenas 16 dias, seria difícil utilizar o volante durante todo o período sem aumentar os riscos provocados pelo desgaste.
Condé aposta na força do Mangueirão
O empate deixa a disputa completamente aberta para o confronto de volta, marcado para terça-feira (04/08), às 21h30, no Mangueirão. Quem vencer no tempo regulamentar avançará às quartas de final. Um novo empate levará a decisão para os pênaltis.
Condé considera que uma classificação teria importância não apenas para o clube, mas também para o futebol paraense. O treinador espera contar com uma grande presença da torcida para aumentar a confiança dos jogadores no jogo decisivo.
“Mangueirão lotado faz diferença. Passa uma energia muito grande para os jogadores”, declarou.
Para o técnico, a união entre elenco, comissão, diretoria e torcida pode ajudar o Remo a superar novamente a diferença de estrutura e investimento diante de um adversário da elite nacional.
Com informações do Diário Online.


