Luís Vagner Vivian – Foto: Carmem Helena/O Liberal
Luís Vagner Vivian – Foto: Carmem Helena/O Liberal

Vivian diz que até 90% dos jogadores mais utilizados têm contrato vigente, enquanto Tonhão afirma que clube chegará ao fim da temporada com time praticamente formado.

Da redação do Remo 100%

Ainda sem saber se disputará a Série A ou a Série B em 2027, o Remo já possui uma parte significativa do próximo elenco sob contrato. O planejamento construído durante a atual temporada deixou o clube com uma base que poderá ser aproveitada independentemente do desfecho das 10 rodadas finais do Campeonato Brasileiro.

O executivo de futebol Luís Vagner Vivian estima que entre 80% e 90% dos titulares e reservas utilizados com maior frequência possuem vínculo vigente para a próxima temporada.

“Hoje, entre 80% e 90% dos atletas que são titulares ou reservas mais utilizados têm contrato para o ano que vem”, revelou o dirigente, em entrevista a O Liberal.

A informação ganha uma nova dimensão com os números apresentados pelo presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão. Segundo o mandatário, o Remo investiu mais de R$ 20 milhões na aquisição de ativos durante a temporada, principalmente com a contratação de jogadores.

“Não chegamos até este presente momento a receber R$ 100 milhões da Libra, mas investimos mais de R$ 20 milhões em ativos do clube, com a contratação de jogadores”, afirmou.

Planejamento considera Série A e Série B

O Departamento de Futebol trabalha com dois cenários porque a divisão que o Remo disputará em 2027 ainda está indefinida.

A permanência na elite permitiria uma capacidade de investimento maior e exigiria novos reforços para tornar o grupo mais competitivo. Uma eventual queda, por outro lado, provocaria uma adequação à realidade financeira da Série B.

Vivian considera que o clube está preparado para trabalhar nas duas situações.

“Se a gente conseguir permanecer, o clube vai ter que investir mais para tentar ainda melhorar o elenco, para ser mais competitivo ano que vem, junto com outras estruturas que precisam ainda também melhorar”, explicou.

Em caso de rebaixamento, a situação muda, mas não significa necessariamente uma reconstrução completa.

“Se não conseguir se manter, já tem uma boa base de elenco. Praticamente aí 80%, 90% do time que vem sendo titular ou os reservas que estão entrando mais seguidamente já têm contrato em vigência. Ainda tem a possibilidade de renovar com alguns que entenda que vão ser importantes para uma Série B”, acrescentou.

Tonhão vê time praticamente formado

A avaliação do presidente segue a mesma direção. Tonhão considera incomum o Remo chegar ao encerramento de uma temporada com uma estrutura tão adiantada para o ano seguinte.

“Acho que é a primeira vez, nos últimos anos que me lembro, que o Remo vai sair de uma competição com um time basicamente formado para a próxima, seja qual for a Série”, afirmou.

Parte desse cenário foi construída por meio da política de aquisição de direitos econômicos adotada pelo clube.

Segundo Tonhão, mais de R$ 20 milhões foram destinados à formação de ativos. A estratégia permite que determinados investimentos feitos em 2026 não se encerrem junto com a temporada, já que vários jogadores permanecem vinculados ao Remo.

O planejamento também reduz a necessidade de repetir uma reformulação nas proporções daquela realizada durante o atual Campeonato Brasileiro.

Vivian fala em núcleo de 11 ou 12 jogadores

Apesar da estimativa de 80% a 90% entre os jogadores mais utilizados, Vivian também utiliza um número mais conservador ao tratar da estrutura considerada garantida para iniciar o planejamento.

“A gente tem dois jogadores que têm opção de renovação por parte do clube, que aí vai ser uma decisão do clube”, explicou.

O executivo acrescentou que o Remo já possui uma quantidade importante de atletas vinculados.

“Como falei, o planejamento para ter uma boa estrutura já é de 11, 12 jogadores com contrato para o ano seguinte. A gente já tem”, apontou.

As próximas decisões, segundo Vivian, dependerão também do desempenho apresentado na reta final.

“Agora é pontualmente ver o rendimento desses jogadores na reta final, porque o campeonato ainda tem 10 jogos e pode acontecer muita coisa”, completou.

Renovações ainda estão em discussão

Além dos contratos vigentes, o Remo trabalha com situações que podem ampliar essa base.

Marcelo Rangel negocia a permanência, Marcelinho recebeu uma proposta de valorização salarial e Duplexe Tchamba possui opção contratual de renovação.

Vivian evita, entretanto, antecipar decisões que terão impacto sobre a próxima administração do clube.

“Como está em um momento também político, de troca de gestão, de presidência, a gente entende que não dá para misturar muito as coisas. No momento certo a gente vai dar os passos que tem que dar com aqueles jogadores que o clube entender que devem permanecer”, falou.

O executivo também reforçou que qualquer decisão dependerá do orçamento disponível.

“Vamos avaliando no dia a dia, juntamente com a diretoria, para ver como eles vão querer fazer o planejamento para o próximo ano, porque também depende do orçamento, que é diretamente ligado a que divisão você vai jogar”, comentou.

Série A trouxe receita, mas também elevou despesas

Tonhão também ponderou que o crescimento financeiro proporcionado pela elite nacional não pode ser analisado apenas pelo lado das receitas.

O presidente citou o aumento dos gastos com transporte, hospedagem e operação das partidas, além dos investimentos realizados na estrutura do clube.

“O Remo, por ganhar muito dinheiro, é incomparável a Série A com Série B ou Série C. Ganha muito, mas tem que gastar muito também”, destacou.

Além da aquisição de jogadores, a atual gestão destinou recursos ao Centro de Treinamento, à revitalização do Ginásio Serra Freire e a intervenções nos vestiários do Baenão e em outras estruturas.

A definição da divisão de 2027 será, portanto, determinante para saber até onde o clube poderá avançar sobre a base já construída.

Responsável pelo planejamento ainda tem futuro indefinido

Existe ainda uma situação curiososa dentro desse planejamento – o futuro do próprio executivo que participou da montagem do elenco não está definido.

Vivian revelou que seu contrato termina junto com o Campeonato Brasileiro e que, até o momento da entrevista, ainda não havia sido procurado para discutir a continuidade.

“Meu contrato encerra no final do campeonato. Ninguém me procurou para conversar sobre isso, mas também para mim não é o mais importante agora”, disse.

O executivo afirma que a prioridade permanece na luta contra o rebaixamento.

“É a gente, dia a dia, ir melhorando em todos os sentidos e buscar as vitórias que a gente está precisando”, encerrou.

Assim, o Remo chega às últimas 10 rodadas com uma situação aparentemente contraditória apenas à primeira vista – o futuro esportivo ainda está completamente aberto, mas boa parte da estrutura do próximo elenco já existe.

A divisão definirá o tamanho do orçamento e as próximas contratações. O ponto de partida, entretanto, já está montado.

Com informações de O Liberal e Globo Esporte.

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1 COMENTÁRIO

  1. Papelin e Guto Ferreira poderiam voltar para o Remo, mas o próximo presisente não tem know how para tanto. Guto é muito mais técnico que o Carpini……

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