Mangueirão – Foto: Arquivo (O Liberal)
Mangueirão – Foto: Arquivo (O Liberal)

Em junho de 2025, a Polícia Civil do Pará prendeu 5 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude na venda de ingressos para jogos do Clube do Remo. Após a operação, o clube rompeu contrato com a empresa IngressoSA, que além de ser citada no contexto da investigação, também acumulava reclamações de torcedores por filas, falhas de acesso e problemas no estádio.

Em dezembro, a IngressoSA entrou com uma ação na Justiça de Goiás pedindo a retomada imediata do contrato com o Remo. A empresa alegou que o inquérito policial sobre a venda de ingressos havia sido concluído sem responsabilização criminal direta e que, por isso, não haveria mais motivo para manter a suspensão do contrato. Também citou prejuízos financeiros e riscos operacionais com a proximidade das competições de 2026.

A Justiça, no entanto, rejeitou o pedido por 4 vezes seguidas – tanto em decisões iniciais quanto em recursos analisados pelo Tribunal de Justiça de Goiás. Os magistrados entenderam que o simples encerramento do inquérito não significa arquivamento definitivo e nem comprova inexistência de irregularidades. Também destacaram que investigações criminais, decisões administrativas e contratos funcionam de forma independente.

Outro ponto levado em conta foi que a retomada imediata do contrato poderia causar impactos difíceis de reverter caso, no futuro, a decisão fosse revista. Além disso, a Justiça avaliou que não havia urgência real, já que os jogos ainda ocorrerão somente a partir de fevereiro de 2026.

Com isso, a suspensão do contrato entre o Remo e a IngressoSA segue válida e o processo continuará tramitando para análise mais aprofundada do caso.

O Departamento Jurídico azulino afirmou que as decisões reforçam que não houve absolvição e nem arquivamento das investigações, com a suspensão do contrato sendo possível diante dos fatos apurados. O clube disse ainda que irá se manifestar nos processos no momento adequado e que mantém o compromisso com transparência e bom atendimento ao torcedor.

A Polícia Civil informou que o inquérito foi concluído e resultou no indiciamento de 9 pessoas por crimes como fraude e associação criminosa e a investigação segue sob sigilo.

Diário Online, 14/01/2026

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